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sábado, 1 de junho de 2019

Osmose 106


Dizia, em 1959, com a crueza sincera juvenil do espírito - ele que já ia em avançada maturidade corporal - dizia (repito) Vinicius de Moraes (1913-1980), assim, em início de poema:

As muito feias que me perdoem 
Mas beleza é fundamental...

Não teria, decerto de todo, o poeta brasileiro, assimilado a lição pessoana, ou talvez dela discordasse, o que veio a contribuir para que ele fosse um grande poeta menor da língua portuguesa. E do amor.
Mas bem o compreendo eu que, sendo adolescente e desprovido de sentido crítico, achava os desempenhos cinematográficos de Virginia Mayo, Doris Day, Mylene Demongeot, uma maravilha...
Em contrapartida, era Simone Signoret que eu achava uma bruxa, em "As Feiticeiras de Salém" (The Crucible, 1957), e mal dava pela grande actriz que já era Katherine Hepburn.
Só com os anos, ou com a chegada da maturidade podemos compreender, inteiramente, que o feio também pode ser belo.
Assim Soutine, assim Bacon, por exemplo, em matéria de pintura.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Mais votados



Ao completar 60 anos de publicação, a revista francesa de cinema "Positiv", iniciada em 1952, pediu a 40 realizadores que se pronunciassem sobre os seus actores preferidos. Entre os realizadores votantes contavam-se: Agnès Varda, Bernard Tavernier, François Ozon, Michael Haneke, Stephen Frears, Wim Wenders...
Quanto a actrizes, as mais votadas foram: Jeanne Moureau, Meryl Streep e Liv Ullman. No que diz respeito a actores ficaram nos primeiros lugares Marlon Brando, Marcello Mastroianni e Jack Nicholson. 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Cromos 19 : Álbum Artistas de Cinema



Mais uma colecção de cromos de Artistas de Cinema dos anos 50, editada pela Agência Portuguesa de Revistas nos finais dessa década do século passado. Completa, a colecção era composta por 144 cromos, sendo que os últimos 30 poderiam ser pedidos à A. P. R., mediante o pagamento de Esc. 5$00. A caderneta vendia-se ao preço de Esc. 3$50. Mostra-se também a página com as imagens dos 2 únicos artistas (e galãs) portugueses: Carlos José Teixeira e Artur Semedo. Uma falta notória é a de António Vilar (1912-1995), à época, o galã do cinema português mais internacional, tendo chegado a contracenar com Brigitte Bardot.

terça-feira, 5 de abril de 2011

A má da fita


Ruth Elizabeth Davis (1908-1989), conhecida, no cinema, pelo nome artístico de Bette Davis, nasceu a 5 de Abril. Tem vasta filmografia e conquistou 2 Óscares: em 1935 (Dangerous) e em 1938 (Jezebel). Especializou-se em papéis de figuras pouco simpáticas, vulgo: má da fita. Recordo-a, sobretudo, pelo seu desempenho de vagabunda e alcoólica, em "Milagre por um dia" (Pocketful of Miracles), realizado por Frank Capra, em 1961. Interpreta o papel de mãe de Ann Margaret, acompanhada por Glenn Ford e Peter Falk, então, no início de carreira. Bette Davis morreu em França, em Outubro de 1989.

segunda-feira, 28 de março de 2011

O Cinema em Casa III



Após o Cine-Romance, a Agência Portuguesa de Revistas começou a publicar A "Colecção Cinema", com capa e contracapa a cores, semanalmente às quintas-feiras, ao preço de Esc. 1$50. A edição foi bem recebida e, creio, que teve vida longa, nos anos 50 do séc. XX. Dos vários fascículos que tive, restam muito poucos. Em imagem, por agora, deixo dois. O filme "O Quinteto era de Cordas" contava, no elenco, com Alec Guinness e o jovem Peter Selers (o filme é de 1956), e foi estreado no Cinema S. Jorge. Quanto ao "Fúria de Viver", de Nicholas Ray, os actores principais eram James Dean e Natalie Wood. E é também do ano de 1956. Na contracapa o bónus colorido de Ava Gardner e a nossa "azougada" (como se dizia na época) Laura Alves.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O Cinema em casa II



Dois filmes, dois mitos do cinema americano: Marilyn Monroe (1926-1962) e James Dean (1931-1955). " O Pecado mora ao lado" foi realizado por Billy Wilder, em 1955, e estreou no cinema Tivoli. Mostra-se também uma imagem emblemática de Marilyn que contracenou com Tom Ewell. O filme "O Gigante", de George Stevens, teve o Óscar de 1956, para o melhor realizador. Quando estreou já James Dean tinha morrido num violento acidente de viação. Contracenava, na película, com Rock Hudson e Elizabeth Taylor. Em Portugal iniciou a sua carreira, a 16 de Abril de 1956, no Cinema Império, hoje transformado em local de culto, da seita IURD.
E era assim, através dos "Cine-Romances" que, quem não podia ir ao cinema, lia os filmes em casa.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cromos 10 : Artistas de Cinema



Mais uma colecção de cromos da Fábrica Universal de António E. Brito (Lisboa), desta vez dedicada a Artistas de Cinema. Os cromos, muito artesanais e de reprodução cromática bastante deficiente, eram no total, 156, e vinham a embrulhar caramelos que se vendiam a 1 tostão, i. e., 10 centavos. Com Esc. 1$oo, compravam-se 10 caramelos/cromos, e era uma alegria. A minha caderneta não está completa, faltam-lhe 20 cromos. Entre outros: Bette Davis, Charles Laughton, Jane Russel, John Waine e Lawrence Olivier, dos mais conhecidos, na altura. Na capa, na parte superior, pode ver-se, do lado direito, Victor Mature, e do lado esquerdo, Virginia Mayo. Na parte de baixo, do lado esquerdo, vestido de árabe, julgo que é Lawrence Olivier. A colecção creio ser do início dos anos 50 do século passado.