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domingo, 7 de outubro de 2012

Pequena história (15)

É frequente que figuras célebres polarizem e concentrem em si, sendo-lhe atribuídos, ditos espirituosos e frases que outros, menos conhecidos, pronunciaram. Um dos casos mais curiosos ( e até Sophia Andresen caíu na esparrela) é a célebre frase: "Nunca mais servirei senhor que possa morrer". Que corre atribuída a Francisco de Borja e Aragão (1510-1572), hoje santo, Superior dos Jesuítas, que a teria pronunciado, ao ver morta Isabel de Portugal. O poema de Sophia intitula-se "Meditação do Duque de Gandia sobre a morte de Isabel de Portugal", e é, para mim, um dos mais belos poemas da escritora. Mas a frase não é de S. Francisco de Borja. Foi dita por S. João de Ávila, integrada na oração fúnebre das exéquias da filha de D. Manuel I, esposa de Carlos V.
Saíu recentemente, na Inglaterra, a obra "Churchill in His own words" que, a propósito de citações, indevidamente atribuídas ao grande estadista, consagra um capítulo a "False attributions", onde vêm referidas 2 histórias que, pelos vistos, não terão acontecido com Winston Churchill. Na primeira o PM inglês teria dito, a propósito do político Arthur Balfour: "If you wanted nothing done, Balfour was the man for the task!" (ou seja: "Se se quisesse que nada fosse feito, Balfour seria o homem indicado para o trabalho"). A segunda história, falsamente atribuída a Churchill, teria ocorrido durante um jantar em Blenheim, em 1913, com a participação de Nancy Astor. Esta teria dito ao grande estadista: "Sir, if I were married to you I'd put poison in your coffee." Ao que Winston Churchill, quase de imediato, terá retorquido, imperturbável: "Madam, if I were married to you, I'd drink it."