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sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Da leitura 59

 

Sempre me senti pouco à vontade com a leitura de filosofia. Se exceptuar porém os nomes de George Berkeley, Arthur Schopenhauer, Soren Kierkegaard e Friedrich Nietzsche, autores que li com agrado e proveito.
Concluí entretanto que a marca de posse e data que, antigamente, eu inscrevia nos livros que ia comprando me permite, hoje, situar a leitura que deles fiz. Este Para além do bem e do mal, li-o aos 22 anos de idade.

domingo, 17 de março de 2019

Citações CCCXCV


O tédio tem a sua expressão social no domingo.


Arthur Schopenhauer (1788-1860), citado por Roland Barthes, in O grão da voz (pg. 334).

sexta-feira, 4 de março de 2016

Mote e glosa, ou pensar para lá das palavras


Há muitas perspectivas para abordar as últimas obras de Wittgenstein, mas, fundamentalmente, a concepção Romântica da filosofia no seu cerne - que é uma luta pessoal, em busca de uma terapia contra a perversão do intelecto pela linguagem...

Este pequeno excerto de Tim Crane (TLS, nº 5891), que acabo de traduzir, a propósito da obra de Ludwig Wittgenstein (1889-1951), foi-me uma espécie de iluminação.
Eu sempre me dei mal com a filosofia, tirando Berkeley, Kierkegaard, Schopenhaur, Nietzsche (sobretudo, na minha juventude), embora frequente, com agrado, os pro-filósofos Cioran e Steiner, mais recentemente. Desisti, pura e simplesmente, de Espinosa, Heidegger e Adorno. Mas perdi uma boa parte dos meus complexos, ao saber que as leituras filosóficas de Wittgenstein, considerado um dos grandes filósofos do século XX, eram muito reduzidas. Por exemplo, nunca teria lido nenhuma obra de Aristóteles... Esta ignorância do filósofo austríaco terá assim contribuído para a singularidade do seu pensamento e uma maior liberdade da sua teorização.
Resta o mecanismo de aprisionamento que a língua (ou linguagem), por sua vez, exerce sobre a forma de pensar. Porque pensamos, sobretudo, através das palavras, por caminhos de contiguidade e atracção entre elas, numa espécie de círculo fechado da memória e do inconsciente. É, por aí, que a liberdade de poder pensar se torna mais difícil. E só pela criação de uma nova linguagem, será possível contornar esse fatal constrangimento. Como também na poesia, aliás... 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Citações CCXI


Os primeiros quarenta anos de vida dão-nos o texto; os trinta seguintes o comentário apropriado sobre esse texto.

Arthur Schopenhauer (1788-1860).

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Citações CXCIV


O barulho é a mais importante forma de interrupção. É não somente uma interrupção, mas também uma ruptura do pensamento.

Arthur Schopenauer (1788-1860).

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Schopenhauer



Não sendo, como não sou, grande leitor de obras de Filosofia (no que acompanho a larga maioria dos portugueses), o nome de Arthur Schopenhauer (1788-1860) ficou instalado na minha memória, desde a juventude. Não como obrigação académica, mas por gosto de leitura. Quando nasceu, a 22 de Fevereiro de 1788, e do facto tiveram conhecimento os empregados do escritório do pai, Heinrich Schopenhauer, um dos amanuenses terá comentado, para o colega do lado: "Se for como o Sr. Heinrich, há-de parecer-se com um bugio." Na verdade, Arthur Schopenhauer, fisicamente, não devia muito à beleza... Mas, isso, não o deve ter incomodado muito, ao longo da vida, embora fosse dado a melancolias.