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domingo, 14 de outubro de 2018

Dos géneros e suas idiossincrasias


Francamente, não sei se a atenção se pode, por vezes, confundir com a concentração, no ser humano.
Mas não há dúvida que há, nesta fotografia de finais dos anos 50, uma atitude feminina e outra, masculina, qualquer delas pronunciada e diferente. Da concentração de Miller e Olivier, e da atenção de Marilyn e Vivien, os sexos falam por si.
A cada um, a sua interpretação - é o desafio que, aqui, deixo...

sábado, 28 de julho de 2018

Os neo-puritanismos


A abordagem das novas éticas subliminares do nosso tempo levanta, pela sua complexidade, grandes dificuldades e outros tantos problemas. Para além de ser um tema polémico, quando entramos, objectivamente, pelos casos concretos e pelos detalhes.
Se é certo que os interditos contribuiram, de algum modo, no passado, para o progresso das sociedades  primitivas, e são considerados como tal, pela grande maioria dos etnógrafos, o mesmo não se poderá dizer dos tabus preciosistas que enxameiam e tentam normalizar, através das polícias dos costumes, os procedimentos dos dias de hoje.
Os métodos bárbaros do novo calificado do ISIS radicam, claramente, numa leitura tosca e literal do Alcorão e num puritanismo de raízes medievais, que floresce, sobretudo, por entre os ignorantes boçais e nos adolescentes excessivos e tardios - grande parte dos novos mártires oscila pelas idades entre os 15 e os 30 e poucos anos, como se tem visto.
Nas sociedades ocidentais, se os novos inquisidores e vestais, guardiões do novo Templo do politicamente correcto, chegam por vezes à meia idade, não deixam também de fazer supor um raquitismo mental interior, nimbado da maior ignorância cultural. Catequistas acrisolados de uma nova religião laica, ardem diariamente no seu fanatismo cego.
Aprisionam o que não deviam, criam amplas liberdades para o que não devia ser. As novas educações, a extrema complacência em relação às artes - como se disso dependesse a democraticidade da cultura... -, os pruridos com pinças com que abordam a história, os géneros e a política, só me fazem lembrar, por ironia, o título de um filme de 1973, de Marco Ferreri: Touche pas à la femme blanche! Evito pensar que, perigosamente, podemos estar muito perto de The Crucible (As Bruxas de Salem), de Arthur Miller...

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Uma fotografia, de vez em quando (41)


Nascida na Áustria, a fotógrafa Inge Morath (1923-2002) fixou-se nos Estados Unidos, na década de 50 do século passado. Integrou a Agência Magnum em 1953, no mesmo ano em que retratou, excelentemente, a sra. Eneleigh Nash (em imagem). Curiosamente, fez das últimas fotografias de Clark Gable, Marilyn e Montgomery Clift, porque acompanhou as filmagens de The Misfits (1961), de John Huston, com argumento de Arthur Miller. A fotógrafa foi a terceira e última mulher do dramaturgo americano, com quem veio a casar, em 1963.

quinta-feira, 27 de março de 2014

No Dia Mundial do Teatro


Creio que a primeira peça de teatro que li terá sido o "Auto da Alma", de Gil Vicente. Também por razões escolares, seguiu-se-lhe "Frei Luís de Sousa", de Almeida Garrett. E até pouco depois dos 30 anos continuei, com regularidade, a ver e a ler obras teatrais.
Subitamente, e mais ou menos por essa altura, o meu interesse começou a declinar, a pouco e pouco, e julgo que há mais de dez anos que nem vejo, nem leio teatro. Mas também não consigo explicar a razão deste meu desinteresse acentuada por essa temática literária.
E, embora não a pratique de todo, actualmente, neste Dia Mundial de Teatro, que se celebra hoje, quero deixar, em imagem, algumas das obras que li e recordo, com maior satisfação, do passado.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Morituri te salutant!

Clark Gable morreu há cinquenta anos (16/11/1960). Três dias depois de acabadas as filmagens de The Misfits (Os Inadaptados, na versão portuguesa), Gable teve um enfarte e 11 dias depois morria. O filme, que foi estreado em 1961, tinha realização de John Huston e argumento de Arthur Miller, marido de Marilyn Monroe que era a actriz principal. A actriz viria a suicidar-se, menos de 2 anos depois, a 5 de Agosto de 1962. Finalmente, Montgomery Clift, que era a terceira figura de cartaz, morreu em 23 de Julho de 1966.