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sábado, 22 de setembro de 2012

Ilustrar ou não ilustrar

Tanto quanto me lembro, na infância, preferia que os livros que lia fossem ilustrados. E ficava um pouco desapontado, quando as histórias infantis não tinham imagens, até para orientar a minha imaginação, ao longo da leitura. Muito embora me recorde que algumas ilustrações me deixaram uma impressão desagradável.
Não era desta opinião o escritor J. R. R. Tolkien (1892-1973) que, num trabalho que fez (On Fairy Stories, 1947), escreveu: "Embora possam ser boas em si, as ilustrações acrescentam pouco às histórias de fadas. A radical distinção entre toda a arte (drama incluído) e a verdadeira literatura (...) é que a literatura funciona de espírito para espírito (mind)..."
Embora Tolkien também fosse um razoável artista amador (ilustrou, por exemplo, o seu livro para crianças The Hobbit),  The Lord of the Rings só, episodicamente e em edições especiais, teve imagens. Só depois da sua morte, a editora Allen and Unwin começou a imprimir a sua obra mais conhecida, quase sempre ilustrada com imagens.