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quinta-feira, 26 de junho de 2025

Sacrilégio

 
Em zapping ocasional, na RTP Memória, ouvi, há pouco e por acaso, a voz de Alfredo Marceneiro (1891-1982) a cantar um fado ("Amor é água que corre..."). E, inesperadamente, lembrei-me de Bob Dylan.
Será por serem vozes a cair da tripeça?

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Revivalismo Ligeiro CCLXXI

Esquecidas as peripécias caprichosas da atribuição do Nobel e de menino mimado que se fez caro, na melhor esteira de uma Ópera bufa de terceira qualidade, será tempo de recordar Dylan, naquilo que ele tem de melhor: como um grande cantautor judeu e norte-americano, apesar da sua voz a cair da tripeça, que tem em Marceneiro um precursor luso e notável.

domingo, 16 de outubro de 2016

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Idiotismos 31


Se há palavras cuja filiação é imediatamente perceptível, outras há cuja origem não é fácil de descortinar. E as próprias pesquisas, que fazemos sobre elas, muitas vezes, ainda nos deixam grandes dúvidas.
A primeira vez que ouvi (ou li?) dizer a palavra gajé, foi em Lisboa. Do Norte, não a conhecia eu. Nessa altura, e por associação com calé, pensei que o adjectivo tivesse raiz cigana. Não tem.
Há dias, voltei a lembrar-me desse termo, ao ouvir mais uma vez o grande Marceneiro a cantar "O leilão da casa da Mariquinhas" ("...ainda fresca e com gajé..."), com letra de Linhares Barbosa, fado que coloquei, recentemente, no Arpose.
Ora, gajé significa garbo, donaire, elegância, airosidade, segundo vários dicionários. O Analógico, de Artur Bivar, dá o termo como: popular. Houaiss, porém, dá-o como derivado de gage (garantia), um francesismo, portanto. Em que ficamos? Que, por aqui, há discórdia, e da grossa...
Seja como for, a palavra, mesmo que alfacinha, continua a parecer-me estranha.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

"...Até das próprias janelas / venderam-lhe as tabuínhas..."


O Oceanário, a TAP, os terrenos da antiga Feira Popular de Lisboa... Portugal, nos últimos tempos, tem sido uma imensa almoeda, promovida por uns comerciantes ronceiros e venais que, se pudessem e ela tivesse algum valor e préstimo, venderiam a própria progenitora, para arrecadar uns tostões.
Disgusting times, porque nem em português eu encontro palavras que definam o meu estado de espírito e sublinhem este fartar da vilanagem.
À guisa de consolação, lembremos Marceneiro:



domingo, 22 de julho de 2012

Interlúdio 13


É tão bom ser pequenino
Ter mãe, ter pai, ter avós,
Ter esperança no destino
E ter quem goste de nós.

Nota pessoal: estes "versinhos" de Carlos Conde, que Marceneiro cantava e a que conseguia retirar, pela sua arte e milagrosamente, alguma parte do seu lado de supino quitche, servem para legendar este postal do início do séc.XX.
O postal pela mensagem, no verso, terá sido enviado pela menina Anália, ao seu Avozinho, de que não sabemos o nome, mas teria passado por alguma indisposição, porque a netinha deseja-lhe melhoras.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Vozes


Robert Zimmerman completou, há pouco mais de um mês (24/5/12), 71 anos. E, a 29 de Maio de 2012, o mesmo homem, de seu nome artístico, Bob Dylan recebeu, das mãos do Presidente Obama, a Medalha da Liberdade, a mais alta condecoração civil norte-americana. O Presidente, na altura da cerimónia, referiu que não havia, "na história da música americana, um gigante maior".
Da indisciplinada e bravia voz da Callas, das palavras cantadas, que parecem cair da tripeça (como costumo dizer), de Alfredo Marceneiro, até à trémula e aparentemente enfraquecida voz anárquica de Dylan, pergunto-me: o que fará a magia destas vozes?
E não sei responder.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Marceneiro


Como umas quadrinhas paupérrimas podem ganhar altura e grandeza nesta voz especialíssima de Marceneiro!...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Alfredo Marceneiro (1891-1982)

Alfredo Marceneiro nasceu a 25 de Fevereiro de 1891.

sábado, 26 de junho de 2010

Memória 30 : Alfredo Marceneiro


Alfredo Rodrigo Duarte (1891-1982), mais conhecido por Alfredo Marceneiro, faleceu, precisamente, há 28 anos. Fadista anti-vedeta, por excelência, cantava como se estivesse para desfalecer e, isso, bastou para tornar a sua voz e os seus fados inconfundíveis. Mas era rigoroso e exigente naquilo que fazia. Aqui o lembro.