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quinta-feira, 10 de julho de 2025

Testemunho




Os instantâneos pertencem a um portefólio singular que atesta a relação amistosa  e recíproca de Hitchcock/Truffaut. As fotos são dos anos 60 do século passado e foram tiradas por Philippe Halsman, fotógrafo membro da Agência Magnum.





sábado, 26 de outubro de 2024

Mudança horária

Sob o patrocínio de Morfeu e dos poderes instituídos, esta madrugada ganharemos mais uma hora de sono - os relógios, às 2h00, deverão ser atrasados para a 1h00, dando-se início temporário ao horário de Inverno.

Adenda: o retardador de relógio, embora pareça, não é o Alfred Hitchcock.

domingo, 4 de agosto de 2024

Divagações 196

 

Não é muito frequente, ao reler um livro ou rever um filme, eu encontrar-lhes o sabor de outrora. O tempo faz-lhes perder a frescura inicial, habitualmente, ou o meu cepticismo acentuou-se com o tempo, e já não perdoo os rodriguinhos ou a palha excessiva do entremeio...
Voltei a ver hoje, sem enfado, o North to Northwest (1959), de Alfred Hitchcock (1899-1980) que, do meu ponto de vista, pertence ao triénio dourado do realizador britânico: Vertigo (1958) e Psycho (1960), em volta que eu diria suprema. O elenco era muito bom, também.
Mas as cenas de Cary Grant (1904-1986) acossado e atacado no descampado, ou as peripécias no Monte Rushmore não deixam de ser inesquecíveis e geniais, para a história do Cinema.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

De "Os Pássaros" de Hitchcock, uma "remake" germânica



Expansivos, estridentes e impertinentes, os asiáticos Papagaios Alexandre (Alexandersittiche) que, dado o tamanho, mais parecem periquitos, conseguiram também espalhar-se pela Europa, devido à sua resistência e capacidade de adaptação. Em Lisboa, podemos vê-los no Parque Bensaúde (Estrada da Luz) e em Campo de Ourique. Haverá porventura outras colónias destas aves, em Portugal.
Na Alemanha, há vários grupos residentes, pelo menos na Renânia-Vestefália. Estes, da foto, resolveram apoiar (ou atacar?) a chanceler Merkel, num dos últimos comícios de propaganda da CDU, para as eleições legislativas. Eles lá sabem...

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Lembrete 84


Hoje à noite, no Canal Hollywood, às 21h30. Com um elenco de luxo: Anthony Hopkins, Helen Mirren, Scarlett Johansson. Para os fãs, a não perder...

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Uma fotografia, de vez em quando... (146)


O lado insólito ou a originalidade do enquadramento, são apenas dois dos elementos que nos fazem demorar o olhar e admirar melhor uma fotografia. O fotógrafo alemão Kurt Hutton (1893-1960), em 1934, trocou a Alemanha pela Inglaterra, onde viria a ter um papel importante como pioneiro do fotojornalismo, tendo colaborado, inicialmente, na revista Weekly Illustrated.





Viria, mais tarde, a lançar a Picture Post (1938-1957), publicação que teve grande sucesso e ombreou, em rivalidade, com a Life norte-americana. A naturalidade dos seus retratos (Churchill, Hitchcock, Ingrid Bergman...) e cenas quotidianas fixando, com realismo, a vida inglesa, justificam plenamente que Hutton esteja representado na Tate




segunda-feira, 4 de março de 2019

Uma fotografia, de vez em quando... (120)


De ascendência arménia, o fotógrafo turco Ara Güller (1928-2018) é considerado o mais célebre profissional otomano da sua época, muito embora ele não atribuísse à sua actividade excessiva importância artística. Raros são os seus instantâneos desprovidos de seres humanos, no entanto, na sua obra vasta.




Quando a Time-Life abriu uma delegação na Turquia, Ara Güller foi o seu primeiro correspondente, para o Médio Oriente. Mais tarde, viria a trabalhar para o Paris-Match, bem como para o Sunday Times. Isto lhe permitiu conhecer e fotografar inúmeras celebridades do seu tempo.



Conhecido internacionalmente, em 1961, Cartier-Bresson convidou-o a integrar a prestigiada Agência Magnum. Os seus conterrâneos, com propriedade, apelidavam-no de " O Olho de Istambul", pela sua temática preferida e recorrente.

domingo, 19 de novembro de 2017

"Presunção e água benta, cada um toma a que quer"


Em abono da sua qualidade artística, embora com uma ponta de ironia, em 1977, o actor norte-americano Joseph Cotten (1905-1994) afirmava:
"Orson Welles considera Citizen Kane como o seu melhor filme, Alfred Hitchcock opta por Shadow of a Doubt e Sir Carol Reed escolhe The Third Man - e eu estou em todos eles."


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O Albert Hall visto por dentro e pelo olhar de Hitchcock


Embora de muito fraca qualidade, aqui fica o vídeo com as cenas finais do filme "The Man who knew too much" (1956), de Alfred Hitchcock, com interpretações de James Stewart e Doris Day, que nele popularizou a célebre canção "Che sera, sera". A música tocada no Albert Hall, em crescendo, que iria abafar o ruído do tiro do atentado, é de Bernard Herrman. As vozes são do coro do Covent Garden.

Curiosidades 37


Não tendo a imponência nem a singular arquitectura do Taj Mahal (1648), da Índia, o Albert Hall (1871), em South Kensington (Londres), teve origem num mesmo motivo afectivo. Se Shah Jahan quis perpetuar a memória da sua terceira esposa (Mumtaz Mahal), através de um grandioso monumento funerário, a rainha Victoria pretendia que o seu consorte Albert também fosse lembrado pelos vindouros, através dessa grande sala de espectáculos londrina.
De início, projectado para ser de estilo neo-gótico, por pressão do primeiro-ministro Palmerston, o arquitecto Gilbert Scott (e Francis Fowke) acabou por lhe dar uns retoques neo-renascentistas e, nessa nova feição, foi inaugurado pela rainha Victoria. Com os seus 5.272 lugares, desde 1941 que aí se realizam os conhecidos Proms britânicos, todos os anos.
Lá filmou Hitchcock as cenas finais do filme "The Man who knew too much" (1956) e The Beatles a ele se referem, na inesquecível canção "A day in the life" (1967): "...now they know how many holes it takes to fill the Albert Hall"..."

domingo, 29 de dezembro de 2013

Interlúdio 41 (com Hitchcock)


Estes dias, entre o Natal e o Ano Novo, propiciam, normalmente, um pouco mais de tempo livre e, embora eu saiba que a visita média ao Blogue pouco mais se demora do que cerca de 4 minutos, deixo por aqui um vídeo mais longo (26 minutos) de Alfred Hitchcock. O pequeno filme conta com a presença sempre simpática de Jessica Tandy (1909-1994), inglesa, mas pioneira e veterana do cinema americano, que ganhou um Óscar pelo seu inesquecível desempenho em Driving Miss Daisy, onde entrava também Morgan Freeman, que aí teve uma interpretação notável.
Mas, para quem não tiver tempo ou paciência para ver e ouvir o vídeo completo, sugiro que gaste 2 minutos do seu tempo livre, para observar o prólogo inicial de apresentação do filme, feito por Hitchcock, num registo memorável, desdobrando-se, simultaneamente, em Génio da lâmpada mágica. Até porque, por esta altura, é natural formularem-se votos e desejos para o já próximo ano de 2014...

Nota: por um lapso inexplicável, o vídeo abre nos minutos finais. Há que, através do rato, clicar em baixo, no tempo, e levá-lo à posição inicial de 00.00, para o ver de princípio. As minhas desculpas. 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

domingo, 4 de dezembro de 2011

Mercearias Finas 43 : as Pintadas



O Sr. Rocha que, de profissão, se intitulava Aferidor da Câmara Municipal - e, por isso, respeitado e temido pelos comerciantes da Cidade -, em pessoa e figura, era uma espécie de Humpty-Dumpty, ovalado, com bigodes de morsa. Ou um Hitchcock, a que acrescentassem bigode, mas tivessem retirado o sentido de humor. Creio que não tinha filhos, lembro-me apenas de duas silhuetas femininas (a esposa e a empregada), ambas também rotundas e silenciosas, na casa ao lado. As despesas da conversa e o ruído, suportável, vinham todos do quintal que, embora não fosse grande, era amplo.
Porque o quintal do Sr. Rocha, ao lado do quintal onde eu brincava com as meninas Coelho, era uma espécie de mini-zoo aéreo. Havia periquitos, pintassilgos, melros, cucos em gaiolas, e depois: galinhas, capões, garnizés, pombas e rolas, e perus, nos dois galinheiros. E ainda uma catatua exótica, muito tropical no seu colorido exuberante. Mas o que mais me intrigava, pelo seu piar esquisito, era um bando do que me disseram chamarem-se: "estou-fracas" onomatopaicas, que cirandavam no enorme galinheiro junto ao muro, lançando o seu lancinante ruído vocal, periodicamente. E eu ficava expectante do silêncio delas, até que voltassem, em bando, a piar- "estou fraca!" Eram as galinhas da Índia (ou de Angola), mais conhecidas por Pintadas, ou da sua família genética.
Provei, hoje e pela primeira vez, na minha vida, uma Pintada estufada, acompanhada de batata assada, cenoura, nabo e couve-coração, com arroz. Estava muito boa e saborosa. Acasalou, e bem, com um Dão Cabriz 2009, tinto. E lembrei-me, ao almoço, com alguma saudade do Sr. Rocha que, aqui há muitos anos atrás, era Aferidor da Câmara Municipal, e tinha um mini-zoo de aves, no seu quintal, em Guimarães. 

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Memória 56 : Alfred Hitchcock



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(Sir) Alfred (Joseph) Hitchcock, Londres, 13/8/1899 - Los Angeles, 29/4/1980.

sábado, 22 de maio de 2010

Uma noite especial...




Não é muito frequente dar conta, aqui no Arpose, de acontecimentos culturais, ou outros, de minha especial predilecção. Ultimamente, também não sou grande telespectador, por razões óbvias. Mas hoje é diferente: a RTP 2 tem um programa notável, depois do Jornal 2. Aqui vai para os meus Amigos e visitantes menos avisados:
22,44 hrs. - Entrevista a João Bénard da Costa (1935-2009) - Filme da Minha Vida.
23,03 hrs. - "Johnny Guitar" (1954) de Nicholas Ray (1911-1979).
01,00 hrs. - "Intriga Internacional" (1959) de Alfred Hitchcock (1899-1980).
Tenham uma boa noite televisiva!, como eu vou ter. Se não forem ao "Rock in Rio"...