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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Falta de imaginação ou ignorância visual?



Constata-se, flagrantemente, que grande parte das capas dos livros que se editam em Portugal tem um grafismo indigente de bradar aos céus. As excepções são raras, pelo menos por cá. E uma boa parte das editoras usa bancos de imagens, indiscriminadamente. Depois, há as incongruências despropositadas e crassas...
Há dias, dei pelas capas do último romance de Javier Marías (1951): Tomás Nevinson, ao que parece na sequência de Berta Isla, editado pela Alfaguara. Pois esta casa impressora pespegou, nas capas da obra, fotos do célebre actor francês Gérard Philipe (1922-1959) que - julgo - nada tem a ver com o enredo do romance.
Penso que nem foi por oportunismo, mas por pura ignorância visual.
E será que terão pedido autorização à família do actor?




terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A evitar, absolutamente (3) : "Cheio de Vida", de John Fante


Dificilmente se compreende a tradução e  publicação de algumas novelas e romances que enchem as montras de muitas livrarias portuguesas. Provavelmente, dentro de 10 a 20 anos, ninguém se lembrará, por exemplo, de John Fante (1909-1983), menos ainda a história literária norte-americana registará o seu nome.
Mas por cá, um ex-ministro da cultura e dois ou três recenseadores gabaram esta coisa menor, que eu li, penosamente, porque ma tinham oferecido, há cerca de 2 anos. E umas costureiras de retalhos que administram uns blogues, ditos literários, teceram loas palermas a este livro, decerto, a troco de uns trocos...
A evitar, absolutamente, em nome da autêntica literatura!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Colagem comparativa


Tudo está
eternamente
escrito
(Spinosa)

Tudo está
eternamente
em Quito
(Uma Rosa)

Mário Cesariny
As capas de livros, em imagem, foram produzidas por 2 editoras (respectiva e cronologicamente, Editorial Inquérito e Alfaguara), com um intervalo de cerca de 70 anos, entre si.