Não sei se elas terão vindo do Alentejo (nem o António sabia), como veio o tinto Cartuxa de 2006, mas vieram morrer, maneirinhas, à mesa, lá para as bandas de Aldoar. Não estavam sozinhas: foram acompanhadas de túbaras, lardeadas de bacon, com batatas às rodelas e pequenos cogumelos - eram muitíssimo boas, as perdizes, neste Outono do ano da graça de 2010. Foram, para nós, as primeiras desta época.
Antes, e para fazer boca, umas vieiras, em pequenos cilindros vestidos de (quase laminadas) courgettes, tendo por cima umas pequeníssimas bagas de pimenta rosa que, pela côr, mais pareciam framboesas. Eram lindíssimas mas, rapidamente, se foram, pelo gosto que tinham. Casaram-se com o E. A. branco, também alentejano (Antão Vaz, Perrum e Roupeiro) da Fundação Eugénio de Almeida. Excelente.
Quase no final chegou à mesa o celebrado Toucinho do Céu que, com as Tortas, há quem diga, nasceram da doçaria conventual vimaranense; no entanto, este toucinho era tripeiro de gema, e feito pela mão cuidada da Isabel - na perfeição, ponto e gosto. Depois do café, para coroar tudo isto, a suprema Adega Velha, da Aveleda, elegante na sua garrafa alta e estreita, e de sabor divino.
Obrigado, Amigos!