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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Retro (39)


Embora não coincidentes e separadas no tempo por cerca de 300 anos, as duas representações topográficas são ambas da zona de Alcântara (Lisboa). A de cima, englobando toda área, é uma planta do sítio, executada entre 1619 e 1625; a segunda, do Instituto Geográfico Cadastral, elaborada em 1948, destinava-se a definir e pormenorizar o Bairro de Santo Amaro.

grato reconhecimento a H. N..

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Transições


De Alcântara para a 24 de Julho, caíu, subitamente e com nitidez, a noite, como se fosse uma cortina. Nunca me apercebera, assim, desta mudança de luz para sombra. E creio que, nas cidades, esta transição do dia para a noite é muito mais perceptível.
Não pude, por isso, ver ainda os estorninhos nas suas nuvens compactas sobre o Tejo, que se pressentiam já em finais de Outubro, embora em pequenos grupos dispersos. Da janela alta, apenas um ruído de besouro sobre as águas já escuras que, da ponte, eram de azul cobalto. Um helicoptero, ruidoso, a treinar decerto para a reunião da Nato. Em nome da segurança nacional e internacional. Mas o sindicalista dos polícias queixou-se no telejornal que não havia coletes à prova de bala, suficientes. Valham-nos deus e os homens de boa vontade.
Amanhã, levantar cedo. Talvez o melro matutino do Jardim Farrobo se despeça, em serenata, de nós, que vamos para o Norte. A essa hora, ainda os estorninhos não dão sinal de vida.