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terça-feira, 26 de março de 2019

Clarificando


Se dantes, só a partir de Alcácer do Sal, eu começava a dar pela existência de ninhos de cegonhas, no alto dos campanários das igrejas ou de torres e árvores mais altas, agora eles aparecem, para meu contentamento, logo depois de passar o Tejo, em direcção ao Sul (creio que a Norte, também), nos postes de electricidade da REN, instalados pela empresa para facilitar a vida e a nidificação dessas grandes aves elegantes, que quase associo, por imaginação interior, a estranhas girafas aéreas...
Não sou um purista, mas na esteira exemplar dos nossos irmãos brasileiros, prefiro, a usar palavras estrangeiras, servir-me de um termo português, ou adoptar o estrangeirismo à nossa língua, para nomear as coisas, os actos, as actividades de todos os dias. Sinto-me assim mais em casa. Foi deste modo que, logo no início do Arpose, comecei a usar a palavra blogue, em vez do inglês blog. Em coerência do mesmo princípio, crismei de poste, cada novo registo que vou acrescentando, no blogue.
Há quem mantenha o anglicismo post, talvez por preguiça ou conservadorismo respeitador. Quem lhe prefira posta, de que eu não gosto, por me sugerir a posta (de carne) mirandesa. Enquanto que poste me lembra alguma coisa cravada no chão ou, por extensão imaginada, um poste de electricidade juncado de ninhos de cegonhas felizes e aéreas...

terça-feira, 19 de abril de 2016

Cegonhas


Aqui há trinta anos, habituei-me a vê-las a partir de Alcácer do Sal, e a Sul. Há dois ou três anos consegui avistar algumas sobre o Mondego, pouco antes de Coimbra, e fiquei surpreendido por vê-las tão a Norte. Nesses tempos, era sobretudo nos campanários das igrejas que as cegonhas faziam os seus ninhos. Alguém as foi ajudando, entretanto.
Ontem, em redor da Marateca, pelas terras do Sado, vi imensos ninhos de cegonha, artificiais mas a servir o nobre exercício de berçários, colocados nos postes de alta tensão da REN. E quase todos me pareceram habitados, pelos longuilíneos pescoços que assomavam. Pareciam um bairro social aéreo, nascido da solidariedade humana para com as aves.