Quando, em 1931, Alberto de Souza aguarelou este Estudante, as praxes académicas circunscreviam-se a Coimbra, tal como nos anos 60, quando por lá andei. E até o Dux Veteranorum estava obrigado a respeitar as regras do Código, que tinham mais de lúdico do que de punitivo ou dramático.
Nos anos 80/90, com a proliferação de canhestras e oportunistas Universidades, de saber pouco rigoroso e duvidosa qualidade científica, o uso de capa e batina e as praxes alastraram de forma selvagem, permanente, exercidas por energúmenos ignorantes e sádicos, sobre caloiros submissos e, talvez, propensos ao exibicionismo.
Foi assim que tivemos o nosso Jonestown (da seita People's Temple), na praia do Meco, embora de menores dimensões numéricas nas mortes incompreensíveis e inúteis.
Parece que o novo Ministro do Ensino Superior está disposto a um braço de ferro que acabe com estas práticas medievais e aberrantes. Faço votos para que não perca a coragem e não lhe falte a perseverança!