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quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Livrinhos 30



É raro este livrinho (12,2 x 7,5 cm.) de cem páginas, desencadernado, que foi impresso em Tânger, na Imprenta de la Misión Católica, no ano de 1901. O seu autor, Jaime de Ojeda, pertencia a uma família de diplomatas espanhóis e este relato destinava-se aos happy few de quem dele era próximo ou amigo. Da restrita tiragem de 100 exemplares, que não se destinavam a venda, coube este nº 43 à esposa do embaixador e poeta Alberto d'Oliveira (1873-1940). Hoje, integra a minha biblioteca.
Com dedicatória manuscrita do autor, o livrinho custou-me Esc. 450$00, em meados dos anos 80.



sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Memória 141



A correspondência antiga na sua forma clássica  e formal é, muitas vezes, uma fonte inesgotável de informação e pormenores ligados à realidade. Presente e futuro, pelas circunstâncias conhecidas, não prometem grandes correspondências...
O postal (em imagens), datado de 12/7/1933, foi enviado de Bruxelas pelo diplomata e poeta Alberto d'Oliveira (1873-1940) para a sua filha, Maria d'Oliveira Reis, em Lisboa (rua da Escola Politécnica 195), tendo sido reexpedido (13/7/1933) para o Estoril (Hotel Palácio), onde porventura a dita Senhora passava férias de praia, nessa altura do Verão.
Adquiri o bilhete postal, nos anos 80, na rua do Alecrim, porque na época ia a meio de um pequeno trabalho sobre o poeta António Nobre (1867-1900), de quem Alberto d'Oliveira fora grande amigo. E ambos tinham habitado, enquanto estudantes da universidade de Coimbra, a conhecida Torre de Anto, que Oliveira conservou alugada até 1939. A Torre vem impressa, em jeito de ex-libris, no verso do postal. Na caligrafia, algo críptica de Oliveira, consegui descortinar uma referência ao escritor Carlos Malheiro Dias (1875-1941).