Mostrar mensagens com a etiqueta Alberto Sampaio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alberto Sampaio. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Na BNP, ao fim da tarde


A BNP perdeu hoje, por cerca de uma hora, o peso institucional de que é revestida, normalmente, e o tom académico hierático que, muitas vezes, tem. Porque, para além do auditório estar preenchido, maioritariamente, por minhotos de origem e minhotos de adopção (como é o meu caso), serviu-se vinho verde da Quinta de Boamense, que foi de Alberto Sampaio e é, hoje, dos seus descendentes, depois do lançamento do livro "A Paixão das Origens - Fotobiografia de Alberto Sampaio" - de que já aqui falei.
O livro, em si, é uma obra-prima de execução gráfica, e originalidade criativa, esteticamente bem conseguida. E o vinho verde que trouxeram do Minho, de que já Antero de Quental dizia muito bem (já o registei, aqui no Blogue, anteriormente), era óptimo. Foi o toque de hospitalidade minhota que faltava, para romper a formalidade da cerimónia.
O fim da tarde foi agradabilíssimo, mas já passou. Quanto ao livro, irei saboreá-lo devagar.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Alberto Sampaio - Fotobiografia

Amanhã, 30/1/2012, pelas 18h30, na BNP será feita a apresentação e lançamento do livro "A Paixão das Origens - Fotobiografia de Alberto Sampaio", obra organizada por Emília Nova Faria e António Martins. A edição teve o patrocínio da Fundação Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura. O livro será apresentado por Guilherme de Oliveira Martins, descendente do grande amigo do historiador vimaranense.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Alberto Sampaio, sobre os minhotos


Diz-se que ninguém "é bom juiz em causa própria" e, na verdade, Alberto Sampaio (1841-1908) é minhoto, dado que nasceu em Guimarães, a 15 de Novembro. Mas parece-me acertado o que diz, nos seus "Estudos Históricos e Económicos, II", sobre os habitantes do Minho. Segue: "...Tenazes, trabalhadores, satisfazendo-se com qualquer lucro, extraordinariamente prolíficos, poupados até à mesquinhez, questionadores por um nada, expansivos, falando alto em voz nasal, turbulentos, esquecendo-se largas horas na taberna ao mesmo tempo que podem viver com extrema sobriedade, ora rudemente grosseiros, ora afáveis e cortezes, os homens do Minho exibem os vícios e boas qualidades dos dois sangues de que procedem.
Em geral desleixados no asseio pela falta de recursos, especialmente enquanto trabalham, parecendo unicamente preocupados para obter os escassos meios de subsistência, são todavia ávidos de luxos, e as mulheres sobretudo de vestidos vistosos e adereços de ouro. ..."
Acrescentece-se que o texto terá sido escrito, por Alberto Sampaio, em finais do séc. XIX.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mercearias Finas 8 : em louvor do vinho verde




Alberto Sampaio (1841-1908) foi um vimaranense ilustre. Para lá da sua obra maior, "As Vilas do Norte de Portugal e as Póvoas Marítimas", foi o principal dinamizador da importante Exposição Industrial de Guimarães de 1884. Estudou em Coimbra, onde se formou em Direito, e foi amigo de Antero de Quental (1842-1891). Foi deputado, mas por pouco tempo. Fervoroso agricultor, sobretudo muito dedicado à vitivinicultura, produzia, na sua Quinta de Boamense (próximo de Famalicão), um vinho verde, ao que dizem, de grande qualidade e sabor. Em abono disto, reproduzimos excertos de 3 cartas de Antero de Quental para Alberto Sampaio, que referem o vinho verde de Boamense.

"Do teu vinho, que já tenho libado, dir-te-ei maravilhas. É em tudo digno da reputação que no ano passado alcançara e que fica agora inabalável. Este teu produto prova uma coisa, e é, que se os lavradores do Minho, em vez de estragarem a uva fazendo uma zurrapa de bárbaros, fizessem daquilo, podiam criar um tipo de vinho para ser muito nomeado e dar-lhes bastante interesse." (carta sem data)
"Já libei os teus néctares minhotos. Como originalmente, ponho o clarete acima de tudo: criaste nele um tipo. Ao seco, acho-o seco de mais, e no género fino, prefiro-lhe o bastardo. O outro, que não traz nome, também me agrada. Em conclusão: como tipo, ponho o clarete em 1º lugar, e ponho em último o seco - que ainda assim se bebe com gosto. De tudo vou libando e degustando, mas não segundo o teu programa, que parecia feito para a mesa dum epicurista! Ora a minha é monacal." (carta de 1 de Abril de 1880)
"O teu vinho vem a ponto, pois aqui não há coisa bebível. Foste grande como Noé, o pai da vinha: 10 dúzias de garrafas! Fico esperando por elas, talvez ainda hoje, pois dizias na tua: esta semana." (carta sem data).
P. S. : para MR, e para JAD por diferentes motivos, mas uma mesma razão - Amizade.