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sábado, 13 de setembro de 2025

Recomendado : cento e oito

 

É uma obra de luxo, pela alta qualidade dos componentes e colaboradores. De Júlio Pomar (1926-2018) já o sabíamos talentoso retratista, depois do retrato que fez de Mário Soares, para a Presidência da República.
Nesta  obra eu gostaria de destacar os desenhos retratando Alberto Lacerda, Graça Lobo, José Cardoso Pires e Manuel de Brito, entre outros. Também os textos de Fernando Gil são inspirados e originais.
Sendo o livro de 1987, e patrocinado pela CGD, não sei se ainda estará à venda na IN-CM, e não esgotado. Chegou-me às mãos um exemplar, em oferta gentil de um bom Amigo (Obrigado, H. N.).
Quanto à aquisição, fica o meu recomendado.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Pinacoteca Pessoal 142


Se por vezes basta um único poema (assim Diotima, de Alberto Lacerda, por exemplo, ou Bucólica, de Torga) para nos fazer lembrar um poeta,  para sempre, e respeitá-lo, assim pode também acontecer com um único quadro, que nos desperta e motiva a conhecer a obra de um pintor, que desconhecíamos, até aí. Assim me aconteceu com a tela Lago Keitele, pintada pelo finlandês Akseli Gallen-Kallele (1865-1931), em 1905.


De uma família da média burguesia, Gallen-Kallele, cedo abandonou a Finlândia, fixando-se em Paris, no ano de 1884. Mais tarde, em 1894, vai para Berlim. Apesar de se integrar a escola do Simbolismo, inicialmente, liga-se ao grupo expressionista alemão Die Brücke, que acaba por influenciar a sua obra posterior. São também notáveis os seus trabalhos de ilustrador, nomeadamente, os que foram feitos para o livro Kalevale, do poema épico finlandês. Numa perspectiva nacionalista acentuada, dominante, na época.


Não queria deixar de fixar em registo, finalmente, uma tela que aprecio do período simbolista de Gallen-Kallele, intitulada O Rapaz e o Corvo, executada no ano de 1884.


Creio que por estes exemplos, nas imagens, se pode perceber o meu gosto por este pintor finlandês, talvez pouco conhecido...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Primavera


Diotima

És linda como haver Morte
depois da morte dos dias.
Solene timbre do fundo
de outra idade se liberta
nos teus lábios, nos teus gestos.

Quem te criou destruiu
qualquer coisa para sempre,
ó aguda até à luz
sombra do céu sobre a terra,

libertadora mulher,
amor pressago e terrível,

Primavera, Primavera!

Alberto de Lacerda (1928-2007)