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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Uma fotografia, de vez em quando... (168)



Sobrevivente do genocídio arménio (1915-1923) perpetrado pelo governo otomano da época, Yousuf Karsh (1908-2002) veio a refugiar-se no Canadá para onde emigrou ainda jovem, com parte da família.





É considerado um dos grandes retratistas do século XX, sendo raro o político, artista ou celebridade que não foi fixado pela sua câmara atenta. Mas bastaria o icónico retrato de Churchill, sobejamente conhecido e reproduzido, de 1941, para lhe dar perene notoriedade.




Quando se reformou, em 1992, a revista Life dedicou-lhe um dossiê que incluía 20 das suas mais famosas fotografias. Merecidamente, aliás.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Citações CDLVI



A felicidade não é nada mais nada menos do que uma boa saúde e uma má memória.

Albert Schweitzer  (1875-1965), in L. A. Times (1959).

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Um CD por mês (4)


Quando eu era criança pensava que o Órgão era o instrumento musical mais próximo da voz de Deus.
O seu troar, no interior das igrejas, infundia-me, simultaneamente, prazer e respeito. Posteriormente vim a travar conhecimento com a música de Bach e Buxtehude.
Em Agosto ou Setembro de 1963, comprei em Bona (Alemanha), dois singles com Fugas de Bach, da Telefunken, interpretadas por Anton Nowakowski (1897-1969) e gravadas num órgão de uma igreja da Dinamarca. Ouvi estas gravações dezenas e dezenas de vezes, sempre com muito gosto.


Só mais tarde vim a escutar execuções de Albert Schweitzer e, pelo início dos anos 80, as magníficas interpretações do holandês Ton Koopman (1944). Talvez tenha ouvido, pelo caminho, também Karl Richter. Mas é de Koopman, meu preferido organista, hoje em dia, a gravação do Archiv Produktion que adquiri por volta de 1986 e cuja capa de CD abre, em imagem, este poste.


As obras musicais de Bach, incluídas neste CD, supõe-se que terão sido escritas por volta de 1720.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Favoritos LXXII : Albert Schweitzer

Quase um epigrama, de Eugenio Montale


O doutor Schweitzer

lançava peixes vivos a pelicanos famintos.
São vida também os peixes, observou alguém, embora
de hierarquia inferior.

A que hierarquia pertencemos nós
e para que mandíbulas...? E aqui se calou o teólogo
e enxugou o suor, pelo seu rosto.

sábado, 3 de abril de 2010