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terça-feira, 7 de novembro de 2017

A propósito de um busto, numa rua de Londres


Convivo mal com a estatuária portuguesa actual. E tenho que recuar largos anos para encontrar algumas esculturas de que gosto, normalmente figurativas, sendo que duas ou três são de João Cutileiro (1937). O problema será porventura meu que, não sendo especialista, me guio apenas pelo meu subjectivo gosto estético, faltando-me, talvez, o acompanhamento teórico e crítico de suporte para o que se vai esculpindo pelo país.
A permanência durante uma semana na zona de Inverness Terrace (Bayswater, Londres), levou-me a passar quase todos os dias por um busto muito interessante, de expressão determinada e de boa execução escultórica, pelos meus padrões estéticos. O nome do retratado, Skanderbeg, nada me dizia e, displicentemente, imaginei-o como sendo de algum Viquingue nórdico que, por razões históricas, estivesse ligado à Grã-Bretanha.
O nome do escultor, Kreshnik Xhiku (1958), apesar de me soar a oriental, também nada me dizia. Mas o busto continuou a pairar na minha memória visual, persistentemente lembrado. E resolvi esclarecer a sua razão de ser e origens. Skanderbeg é afinal o grande herói albanês Jorge Castrioto (1405-1468), que foi também conhecido em Portugal e celebrado pelo historiador e cronista Francisco de Andrade (1540-1614), em livro (Crónica do valeroso Príncipe, e invencível capitão Castrioto) traduzido, de 1567. Jorge Castrioto defendeu a independência da Albânia, contra os turcos.



O busto de Skanderbeg foi executado pelo escultor albanês Kreshnik Xhiku, que reside presentemente nos Estados Unidos, e que já tinha esculpido uma estátua equestre, muito interessante, de Jorge Castrioto em Michigan, inaugurada em 2006. O busto de Inverness Terrace foi  instalado, para celebrar o centenário da restauração da independência albanesa, em 2012.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

A diáspora lusa no país das águias


Que andarão a fazer estes 11 portugueses pelo País das Águias? Alpinismo?...
Ainda pensei no pessoal diplomático, mas cedo abandonei a hipótese, porque Portugal é representado por um embaixador não residente. Nos tempos do sr. Enver Hoxha (1908-1985) e nos anos de brasa portugueses, a Albânia era apontada como exemplo político por dois pequenos partido da extrema esquerda portuguesa. Era uma espécie diminuta de China dos pequeninos... Hoje, deve ser um país feliz, porque quase ninguém fala dela e é dito avisado que a "felicidade não tem história".