quinta-feira, 12 de janeiro de 2023
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
Esquecidos (6)
Na minha opinião, e de forma ligeira, foi um ar que lhes deu. Escritores neo-realistas, tão populares e lidos, nos anos 50, 60, 70 do século passado estão hoje sepulcralmente esquecidos. Das novas gerações, quem se lembrará (e menos lerá...) de José Loureiro Botas, J. Marmelo e Silva, Faure da Rosa, Leão Penedo, Romeu Correia, Ferro Rodrigues, Fernando Lopes... Escapam Alves Redol, Carlos de Oliveira (que inflectiu a sua obra, e bem) e talvez Fernando Namora, que a Bertrand lá vai reeditando.
Estar na moda e ancorado excessivamente no presente tem os seus custos. Nalguns casos, é uma pena que alguns destes prosadores estejam esquecidos para sempre.
Nota pessoal: chamo a atenção para a qualidade de algumas destas capas. De bons profissionais, claro!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
Os neo-realismos
Pessoalmente, considero datas mais marcantes, em Inglaterra, o ano de 1984, com a greve dos mineiros e o ano de 1989, do ponto de vista europeu, com a queda do muro de Berlim. Foi a partir daí que o neo-liberalismo e o capitalismo tomaram freio nos dentes, na minha perspectiva. E o proletariado se começou a descaracterizar como classe, talvez achando possível aceder a outros patamares, em que o consumismo, as revistas róseas e as raspadinhas eram alguns dos novos ópios do povo. Mais recentemente, a vacuidade das redes sociais com os seus temas rasteiros de lana caprina e a banalização paroquial uniformizada da comunicação social, fizeram outro tanto. O menino que cai ao poço, lá longe, ou a menina que desaparece, misteriosamente, são o entretém e as novas telenovelas.
Quem os vai trocar por Steinbeck ou pela leitura de Redol?
E não será decerto Jeremy Corbyn (1949) que conseguirá encarnar num novo angry young man, ainda que actualizado. Muito menos, a senhora May poderá assumir a assombração e o fantasma descarnado de Margaret Thatcher (1925-2013).
Como diria Manuel Bandeira (1886-1968): ..."Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino." Ou então, convocar Paulo Coelho, com a ajuda das artes mágicas de Harry Potter.
terça-feira, 1 de maio de 2018
Adagiário CCLXXX
Nota: citado por Alves Redol, in "Horizonte Cerrado" (1946).