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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Da leitura 64



Auspiciosamente, o jornal Público de hoje, e por artigo bem informado de Luís Miguel Queirós (1962), levou a cabo a celebração de Agatha Christie (1890-1976), no dia preciso em que passam 50 anos sobre a morte (12/1/1976) da célebre escritora inglesa de livros policiais. A colecção Vampiro publicou 66 obras da autora, tendo sido suplantada em número apenas por dois outros autores: Erle Stanley Gardner (95) e Georges Simenon (73). LMQ destaca vinte dos mais importantes livros traduzidos para português, através de concisas sinopses dessas obras, em 3 páginas do jornal.

domingo, 8 de novembro de 2020

Caracterização da personagem



Li algures, aqui há algum tempo, que o rei D. Dinis (1261-1325) não era alto e que teria cerca de 1m64 de altura. Não sei por onde o retratista teria chegado a essa tão minudente conclusão... Mas, entretanto, se formos ao Google e quisermos imaginar Hercule Poirot, talvez 90% dos traços físicos dos detectives aparecidos, identificam a figura afectada do canastrão David Suchet como tal personagem de Agatha Christie (1890-1976). Peter Ustinov, Albert Finney ou o recente John Malkovich, que também representaram o detective no cinema ou televisão, estão figurados de forma residual e envergonhada.



Mas não há nada como dar voz à sua criadora oficial, Agatha Christie, que em Crime na Mesopotâmia nos fornece alguns traços gerais de Poirot. Socorro-me do volume 35 da colecção XIS (Editorial Minerva), para citar: ... Poirot era um tipo estranho... Este homenzinho rechonchudo, com pouco mais de um metro e sessenta de altura, parecia muito velho, devido ao seu farfalhudo bigode e à sua cabeça redonda e lisa como um ovo. (pg. 78); mais curiosa, porém, achei eu esta afirmação do detective belga, na página 198: Tive uma longa conversa com o padre Lavigny. Sou católico praticante e conheço uma quantidade razoável de padres e... 



sábado, 10 de outubro de 2020

Da leitura 39

Raramente deixo finalizar na despensa os policiais por ler.  Depois dum interregno alongado, tinha acabado de ler, há dias, um Rex Stout (Clientes a Mais, Vampiro 559) sofrível, que me demorou vários dias a finalizar, apesar do Nero Wolfe. Resolvi, por isso, jogar pelo seguro, no livro seguinte.


Calhou a vez a Agatha Christie (1890-1976) e à colecção XIS, da Editorial Minerva (nº 35),  intitulado Crime na Mesopotâmia, editado em 1943. A capa é de Edmundo Muge e a tradução de Baptista de Carvalho. A edição inglesa original saíu em 6 de Julho de 1936. E, menos de duas semanas depois (18/7/36)!, o TLS publicou uma crítica favorável sobre este romance policial.


quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Centenários de publicação


Este é o ano do centenário da saída e primeira edição de alguns livros ainda hoje importantes. Destacaria, por exemplo, a nível literário, a primeira publicação de:



- This Side of Paradise, de F. Scott Fitzgerald (1896-1940).
- Main Sreet, de Sinclair Lewis (1885-1951).
- Women in Love, de D. H. Lawrence (1885-1930).


E, não menos importante, o primeiro Poirot, policial de Agatha Christie (1890-1976), The Mysterious Affair at Styles, que também foi publicado no ano de 1920, pela primeira vez.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Letras e imagens


Neste segundo episódio televisivo, ontem (11/8/2019), Hastings também não apareceu, mas ele consta, vindo da América, no policial de Agatha Christie. Nem o inspector Japp, substituído que foi pelo convencido Crome, também ele da Scotland Yard. Não é por isso literal e fiel esta adaptação de Sarah Phelps, do policial The A.B.C. Murders, para a Fox Crime. E não é que estou a habituar-me ao Poirot de Malkovich? Embora continue a pensar que o Poirot-Finney era melhor. O detective belga, nesta série, é um ser mais solitário.
Todos nos lembrámos das pequeninas zangas entre Agustina e Manoel de Oliveira, pelas infidelidades cometidas pelo realizador ao adaptar os romances da escritora  ao cinema. E será que Fitzgerald e Faulkner foram fiéis, quando andaram por Hollywood? Duvido. Assim, desculpemos a Sarah Phelps ter metido, na série televisiva, coisas da sua lavra. Como popularmente se diz: Quem conta um conto, acrescenta um ponto. É humano, e assim até parece história nova, esta, para quem a vê e já tinha lido o romance policial.
Por afecto às origens, e enquanto espero pelo terceiro e último episódio, no próximo Domingo, fui buscar à estante o número 167 da Vampiro (Os Crimes do ABC), para reconstituir a verdade ficcional que Agatha Christie imaginou em 1936. E que Sarah Phelps re-criou, agora, para a televisão.
Já  agora louve-se, na banda sonora, a breve entrada de Schubert (Trio op. 100). Copiada de Kubrick?
(Conhecem? Está por aqui [Arpose] a 3/1/2017. É uma peça musical lindíssima!)

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Policialmente falando


Já tive mais paciência para ver uma série policial na televisão, mas às vezes reincido.
Por outro lado já li o que havia para ler de S. S. van Dine, e não era muito. E de Conan Doyle. Os Maigret, de Simenon, também já foram todos. Estes são para mim os escritores de primeira água. Quanto à segunda divisão, classifico Stanley Gardner, Ellery Queen, Rex Stout e Agatha Christie.
Desta última Senhora, nunca consegui suportar a voz adamada e os tiques afectados da representação estereotipada de David Suchet, nas séries televisivas. Em cinema, creio que o melhor Poirot ainda foi Albert Finney.
Mas ontem, por mero acaso, na Fox Crime, deparei-me com John Malkovich na figura do detective belga. Sempre achei este actor de segunda ou terceira categoria e não me merece grande entusiasmo. E a série é uma adaptação em três episódios do romance The A. B. C.  Murders, de Agatha Christie, que foi traduzido para a colecção Vampiro, portuguesa, sob o número 167, com o título Os crimes do ABC.


A representação dos actores é banal, Malkovich incluído, que compõe um razoável Poirot, sem tiques de maior e alguma sobriedade. A re-criação televisiva alterou algumas coisas da trama original do romance policial. Nesta versão, o inspector Japp, da Scotland Yard, já morreu, após breve reforma. Neste primeiro episódio, pelo menos, o capitão Hastings, fiel amigo e companheiro de Hercule Poirot (qual alter ego do dr. Watson), também não apareceu.
Mas nota-se a marca e o dedo miraculoso da roteirista Sarah Phelps, que permite boas expectativas.
Por isso, no próximo domingo não vou perder, às 22h00 na Fox Crime, o segundo episódio da série.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Truncagem


A Agatha com a Christie. Por Pereira de Castanha, nas próximas Autárquicas. Entre o policial e a música pimba.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Vampiros de segunda geração


Parece-me que agora é de vez. Pré-anunciada, frequentemente, a ressurreição da memorável Colecção Vampiro, o jornal Público, de Domingo, em extenso e informado artigo de Luis Miguel Queirós, atesta a sua concretização pela Porto Editora. E tenho que me congratular porque, nos primeiros números, haverá algumas reedições de S. S. van Dine (1888-1939), o meu escritor de policiais preferido, e de quem, por aqui, já falei.
Não sei é se o preço de 7,70 euros será justo. Para quem ainda compra antigos Vampiros, como eu (faltam-me 89 números, para completar a colecção original, composta por 703), sabe que, usados e em razoáveis condições, se podem adquirir entre 1 e 3 euros. Excepto os autores de culto, mais procurados, que podem ir dos 6 aos 12 euros (Agatha Christie, Simenon, E. S. Gardner). Preços intermédios (3 a 5 euros) custam normalmente os Hammet, Chandler, Ellery Queen, Sayers, van Dine...
Seja como for, foi uma boa notícia, esta da ressurreição da celebrada Colecção Vampiro.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Agatha Christie, em geminação com o Prosimetron


Na portuguesa colecção Vampiro policial, Agatha Christie (1890-1976) está representada por 67 obras, sendo apenas ultrapassada por Geoges Simenon (1903-1989), com 73 livros. Na primeira vintena de Vampiros, a escritora inglesa tem 5 obras e Ten little Niggers (Convite para a Morte) ocupa a décima oitava posição.

Tirando livros de temática religiosa (Bíblia, Alcorão...), as obras de Agatha Christie são daquelas que mais se vendem em todo o mundo, o que atesta também a popularidade dos livros policiais. MLV, no Prosimetron, destacou ontem a passagem dos 40 anos da morte (13/1/1976) da autora britânica, referindo Ten Little Niggers (1939), com mais de 100 milhões de cópias vendidas. E, hoje, MR, no Prosimetron, faz uma adenda, convocando o Arpose para um desafio...
Aqui ficam, por isso, imagens do meu exemplar da colecção Vampiro, para uma geminação cordial.


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Citações CCLXVIII


Um arqueólogo é o melhor marido que uma mulher pode ambicionar. À medida que ela vai envelhecendo, mais ele gosta dela.

Agatha Christie (1890-1976).

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Das leituras e séries policiais


O Verão convida à leveza nas leituras. Imagine-se que, ontem, até comecei a ler um policial de Leslie Charteris ("O Santo recebe um SOS", nº 204 da Vampiro), que é um dos autores que menos admiro, no género. Dos meus Top5, Agatha Christie (1890-1976) não consta, mas ainda leio os seus livros com agrado. Sejam eles com a investigadora Miss Marple, com Tommy e Tuppence (Beresford) ou Poirot, que é o meu preferido. Há dias, porém, apanhei um filme, na televisão, baseado numa obra da escritora britânica, mas não o consegui ver até ao fim. Tinha um erro crasso de casting: quem fazia de Poirot era o canastrão do David Suchet que, além de ser mau actor, adopta um tom amaneirado, excessivo, de falar que eu não consigo suportar muito tempo. Para quem viu Hércules Poirot ser desempenhado por Peter Ustinov e Albert Finney, no mínimo o Suchet é uma pobre caricatura infeliz...

terça-feira, 24 de junho de 2014

Osmose (48)


"Meti-me a mendicante, franciscano e ermita. A velhice é terrível, afronta escandalosamente o passado e a juventude." - disse-me ele. E prosseguiu, depois de um gole de chá: " Estive sem fumar 11 dias e deixei de beber aguardentes velhas. O vinho, desse, ainda vou escorropichando um copinho de três, de vez em quando. Mas, ao papa Chico, esse, oiço-o fervorosamente porque, vê-se, é um santo homem."
Eu fiquei na dúvida se o ligeiríssimo sorriso de M., mal cerzido e descendente nas comissuras dos lábios, conteria algum pequeno resto de ironia... Mas pensei, em contrapartida, que: o crime às vezes compensa. A falecida Agatha é prova disso.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Quem diria...


... que a elegante Sílfide dançante (ao centro, na fotografia) era a futura e bem sucedida escritora de romances policiais, Agatha Christie (1890-1976), com cerca de 20 anos...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Da Literatura, dita policial



Não tenho andado muito virado para a ficção, pura e dura, ultimamente. E, por isso, tenho um Faulkner a meio, já há uns tempos. Quando há fastio geral, de leitura, já sei o remédio: pego num Simenon...e tudo recomeça. Sempre foi o melhor aperitivo para continuar a ler.
Mas, aqui há uma semana, deu-me vontade de encetar um policial. Saíu na rifa "Morte em Roma (nº 393, da Colecção Vampiro), de Hartley Howard. Li-o depressa - é movimentado, bem escrito, e chega. Pertence, no entanto, aos inúmeros policiais, falsos para mim, onde não entra dedução, nem honestidade narrativa, ou seja, os conhecimentos do leitor, ao longo da leitura, são sempre inferiores ao do autor, que esconde sempre alguns factos importantes. Piores do que estes são os romances policiais de Peter Cheyney, de Mickey Spillane que são autênticos arraiais de pancadaria e violência, e as obras anódinas de Leslie Charteries, com o Santo aventureiro.
Tenho que confessar que, em matéria de romance policial, sou um purista conservador. Para mim um autêntico romance policial tem que ter descoberta, investigação e dedução analítica, articulação especulativa, e o leitor deve ter sempre, e honestamente, os mesmos conhecimentos do autor, ao longo da narrativa. No fundo e em resumo deve cumprir as "Vinte regras para escrever histórias policiais" que S. S. van Dine (Willard Huntington Wright) teorizou, para sempre quanto a mim, em 1928. Infelizmente, as editoras metem de tudo nas suas colecções de detectives, até mesmo na clássica e longeva "Vampiro".
Por isso, para mim, os verdadeiros autores policiais são muito poucos: Poe, Conan Doyle, E. S. Gardner, Agatha Christie, o próprio S. S. van Dine, e algum Rex Stout. Na primeira linha está, obviamente, Georges Simenon que é um caso à parte e único. Singulares, também, são Raymond Chandler e Dashiell Hammet, mas apelidá-los-ia de autores de romance negro - parece-me mais ajustado.
Nem os recentes, badalados e modernos Catherine Aird, Andrea Camillery, Ruth Rendell e Vázquez Montalbán fazem as minhas preferências, porque não cumprem as regras essenciais em relação ao leitor. Mas tenho que me conformar: vou iniciar, em breve, "Perfídia que mata" (nº 506, da colecção Vampiro), de Nicolas Freeling. Mas não tenho grandes ilusões, quanto a ser um verdadeiro clássico...

domingo, 4 de julho de 2010

Leituras Antigas VII : Colecção Vampiro



Não posso, inteiramente, chamar-lhes "Leituras Antigas" porque, ainda hoje, leio estes livros policiais. Mas parei de os comprar, agora que têm novo formato e são muito menos originais e muito mais pobres no seu novo "design". Reproduzo os volumes: 1 (Agatha Christie), 2 (Ellery Queen), 57 (S. S. van Dine) e 71 (Georges Simenon), em imagem. São os meus quatro autores policiais de estimação, com preponderância para Simenon e van Dine.
E, pasme-se, "A Sombra Chinesa", de Georges Simenon, foi traduzido por Alexandre O´Neill. A Colecção Vampiro da Editora Livros do Brasil começou a ser publicada em Abril de 1947, com "Poirot desvenda o Passado" (Five Little Pigs) de Agatha Christie. O último que tenho é o nº 681, "Os quatro homens justos" de Edgar Wallace, já no novo formato - de que não gosto. Até este último número, tenho 575 volumes; e até ao nº 179 tenho a Vampiro completa. Creio ser a colecção portuguesa mais antiga em publicação.