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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Recomendado : setenta


Nunca fui muito de conhaques franceses. Sabem-me a sabão. Abro uma memorável excepção à minha vernissage de L'Aiglon, que provei, pela primeira vez, numa noite invernosa, em casa amiga donde se via o Atlântico, na tripeira rua de Gondarém. O conhaque era magnífico. E o meu amigo, generoso.
De uísques, já os frequentei mais, mas prefiro os produtos nacionais, sempre que posso, embora não seja xenófobo nem chauviniste. Uma Adega Velha (Aveleda), uma aguardente velha da Casa de Saima, até mesmo uma modesta Fim de Século (Caves Velhas), são produtos de enorme qualidade.
Em 2012, num restaurante italiano de Köln, iniciei-me na Grappa. No caso concreto feita de Barolo, cujos vinhos tintos são dos que mais respeito, na península itálica. Rendi-me: a aguardente branca era excelente. Há um ano, reincidi com uma Grappa de Chardonnay. Muito boa também.
Como não sou egoista, nem patrioteiro em excesso ( e perdoe-se a publicidade), por alguns dias, o Aldi tem em destaque essa Grappa, ao imbatível preço de 6,59 euros. A garrafa, de 0,50 lt., é elegante. O conteúdo, elegantíssimo.
Recomendo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Das aguardentes de arroz


De Sake, já eu sabia que era uma aguardente japonesa (a China também a produz e consome), feita através da fermentação do arroz. Já a provei: pouco interessante, quase sem aroma - associo-o ao adjectivo "fade" francês, de que Simenon usa e abusa, para descrever, de manhã, o odor dos quartos de dormir que foram ocupados, durante a noite, por um casal.
Agora de Rack, aguardente de arroz, inglesa, nunca tinha eu ouvido falar. E um dicionário normal não a regista, nem a Wikipédia que, normalmente, agrega tudo: ouro e detritos. Só "The Concise Oxford..." dá notícia, muito lateralmente: "Draw off (wine, etc.) from..." (pg. 994). Não fala é de arroz. Mas o livrinho (Novo Manual do Destilador e do Perfumista), que já aqui citei (19/6/11), merece-me alguma confiança.
E regista:
"Os Inglezes usão muito do arroz para fabricarem huma especie d'aguardente a que chamão rack. Segundo os meios já indicados para se prepararem os grãos á preparação vinosa, facil he conhecer-se como se proceder com o arroz. Será pois necessário fazelo germinar, seccar-se, reduzir-se a farinha grossa como a cevada, e tratalo pelo methodo inglez. A maceração do arroz exige a mesma temperatura e precauções que a da cevada" (pg. 139).
Pois seja! Os ingleses sempre tiveram pouco jeito para prepararem coisas de boca... E contentam-se com qualquer coisa, mesmo muito dessaborida.