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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Tu cá, tu lá


Confesso a minha fraqueza olfactiva, sobretudo em ocasiões especiais, por usar Monsieur Carven, o Givenchy Gentleman ou o Allure, da Chanel, que são, para mim e dos que conheço, dos melhores After-shave, na vertente de frescura acitrinada e suave. 
Mas não sou esquisito. No dia a dia, uso marcas banais e populares, desde que o aroma me agrade. E ainda me lembro que, em Mafra (1968), usava o bruto Pitralon - que sempre me cheirou a petróleo - talvez para acompanhar o odor bélico e entranhado das casernas...
Até compreendo que, em rótulos e contra-rótulos de sumos industriais e super-açucarados, dirigidos a jovens e obesas criaturas, as empresas usem de sem-cerimónia e tratem por tu os potenciais consumidores infanto-adolescentes sequiosos.
Há dias vi, numa grande superfície, embalagens do antigo Nívea Men, que eu já não usava há muitos anos. Cheirei e não me desagradou.  Desagradou-me e muito, depois em casa, no contra-rótulo, tratarem-me familiarmente por tu. Será que a hanseática Beiersdorf, de Hamburgo, já desaprendeu a boa educação das regras de tratamento, em relação a senhores maduros e de barba rija?
Assim vai o mundo...