As coisas importantes, para quem gosta de reflectir, precisam de repousar um tempo, antes de serem contadas. Perde-se o pormenor, mas ganha-se e avulta a riqueza exclusiva do essencial. E a análise dos factos acaba por ser, normalmente, mais justa. O tempo acrescenta razões, explica motivos que, na altura, pareceram desajustados e excessivos, atenua a emoção de julgamentos apressados.
Ganha quase tudo a devida proporção da verdade.
É por isso que, talvez agora, se possa começar a pensar no 2018, que acabou, há dias. E sem pressas. Mas também resgatar alguns propósitos para este novo ano. Eu seria modesto e pouco ambicioso. No que vou escrevendo, gostaria de ser mais comedido nos adjectivos, que são sempre uma tentação caracterizante (São Simenon me valha!...) e mais cauteloso nos advérbios de modo - o que já não é pouco, convenhamos.
para AVP, que me tem falado nos também...
Ganha quase tudo a devida proporção da verdade.
É por isso que, talvez agora, se possa começar a pensar no 2018, que acabou, há dias. E sem pressas. Mas também resgatar alguns propósitos para este novo ano. Eu seria modesto e pouco ambicioso. No que vou escrevendo, gostaria de ser mais comedido nos adjectivos, que são sempre uma tentação caracterizante (São Simenon me valha!...) e mais cauteloso nos advérbios de modo - o que já não é pouco, convenhamos.
para AVP, que me tem falado nos também...