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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Ad usum delphini (7)


Penso que nós, portugueses, temos uma enorme dificuldade em fazer transitar de forma escorreita e simples, para um documentário ou filme, a vida e percurso de qualquer personalidade nacional. Sai, normalmente, qualquer coisa de canhestro ou pernóstico, artificial e caricato. Às vezes, um produto a tender para o intelectualóide despropositado, quase ridículo.
Mas este documento fílmico, talvez feito com as mais puras e honestas intenções, tem um tal conjunto imprevisto de celebridades lusitanas, tentando desempenhar da melhor maneira o seu papel, que eu não resisti, a deixá-lo registado, aqui, no Arpose, para arquivo e memória futuros.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Ad usum delphini (6)


Não se pode pensar que, ao escrever num texto ou num verso uma palavra esbelta ou rica de sugestões, como Veneza ou Trieste, por exemplo, o nome de uma de uma praça ou rua turística de Londres ou de Paris (há que evitar a parvónia lusitana, em absoluto!), muito conhecidas, ou mesmo  a displicente inscrição de um autor célebre estrangeiro em moda, esse texto ou verso ganhe mais força ou qualidade intrínseca por essa citação ou referência. Diria que são os antigamente chamados, em círculos ou nichos considerados cultos:  fumos da Índia...
Mas há quem assim o julgue, numa fé absurda de mais valia ou nesta nova ignorância ( Pacheco Pereira dixit) ilustre, e fique fascinado com essa forma muito provinciana de fazer literatura. Ou literatice. (Que em blogues, também se encontra e usa.)
Por aí abundam bastos exemplos.
Cuidem-se!...


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ad usum delphini (5)


Hoje, manhã cedo (7h36), recebi uma prestigiante visita, ao Arpose, oriunda da Secretaria Geral dos Negócios Estrangeiros. Disse cá para comigo: Como amanhece cedo nas Necessidades!...
O diplomata (?) interrogava-se sobre Philip Larkin photograph. O Google, na sua inocência algorítmica, zarolha e mecânica, remeteu o(a) visitante para um poste (21/7/2012) em que eu traduzi um poema do poeta inglês - fraca consolação, por certo, pensei.
Entretanto, decidi documentar-me e cheguei à conclusão que a Fotografia era o hobby preferido de Philip Larkin (1922-1985). E que até houve um incidente um pouco grave, numa altura em que o poeta andou a tirar fotografias, a torto e a direito, pelo Soho. Minudências, decerto, do conhecimento cosmopolita do diplomata visitante e madrugador...

quarta-feira, 16 de março de 2016

Ad usum delphini (3)


Parece que a Coreia do Norte se vende muito bem, na Inglaterra. Em livro, quer-se dizer, e quem sou eu para duvidar, se é o penúltimo TLS (nº 5892) que o refere, pela pena de Aidan Foster-Carter. Que, neste mesmo jornal, faz a recensão de nada menos de 9 obras 9!, sobre esse aberrante país asiático que vive em ditadura, há já três gerações. A crítica lê-se com agrado, até porque tem algumas picardias bem achadas. Compara, por exemplo, o presente ditador bochechudo norte-coreano, no seu visual, a um vilão do velho-estilo dos filmes de James Bond, mas com mau cabelo...
Mas esta vocação, das obras sobre a Coreia do Norte, para best-sellers, deve ser conhecida de alguns portugueses, com certeza. Ainda não foi há muito tempo que um nóvel novelista luso, perfurado no sobrolho, para lá viajou e publicou, em livrinho, depois, a sua experiência singular e arriscada... 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Ad usum delphini (2)


É vê-los por aí, santificados pela deriva, esparramados por cátedras e poltronas de administração...
Porque, neste Portugal jardim, à beira-mar plantado, não há nada como um maoísta arrependido para estraçalhar outro ex-maoísta. Tudo isto, feito em nome de um purismo fundamentalista, de um idealismo de conforto, de uma ética de mercado. E de muita estupidez natural, que não imagina que os outros tenham memória.