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sábado, 22 de agosto de 2015

O avoengo A. O. de 1945


Pelo pouco que sei, o AO de 1945 foi muito mais pacífico na sua aceitação, por ambas as partes (Brasil e Portugal), do que o actual, embora também tivesse tido os seus detractores. Mas Getúlio Vargas e Salazar terão tido, com certeza, uma influência pesada e dissuasora, quanto a eventuais veleidades...
Apesar de tudo, parece-me oportuno deixar por aqui, e da Revista de Portugal (Vol. VII - nº 39 / Dezembro de 1945), uma pequena amostra do AO de 1945, através do início do seu texto programático.

com um envoi muito especial a Artur Costa, em seu O Linguado.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

AO, na versão brasileira


Um íncola, provavelmente sertanejo, mas prolixo e assertivo, escreveu, hoje (e veio ter ao Arpose), assim ao Google, como as criancinhas ao Pai Natal, as search words seguintes: "bloque do roke um hmom morrel em alta felosedade como ficou a carra do braian o connor". Deve ter seguido, à risca, o AO, na sua versão brasuca.
No sentido de ordenarmos as tendências e as variantes, eu sugeria que o nosso PR dos cidadões se reunisse com o íncola brasileiro, de forma a encontrarem vias comuns, para nos entendermos, de uma vez por todas...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Acordo, desacordo e coerência


Nunca percebi muito bem a razão, necessidade e até a urgência do Acordo Ortográfico. A não ser por essa, bem portuguesa, mania de legislar sobre tudo e sobre nada, até aos mais ínfimos pormenores, para depois não observar, nem cumprir. Lembrava-me sempre do exemplo da ortografia inglesa nas suas vertentes variadas: Grã-Bretanha/Estados Unidos/Commonwealth. Nem mesmo os mais puristas ingleses se lembraram, alguma vez, de uniformizar as variantes e disciplinar a escrita do inglês. E daí nunca veio mal ao mundo...
Houve muito boa gente, em Portugal, que se pronunciou, aberta e violentamente, contra o Acordo Ortográfico. Um deles foi Vasco da Graça Moura. Entretanto, tomou posse, há dias, no CCB, substituíndo Mega Ferreira. E, hoje, o jornal "Público" noticia que V. da Graça Moura "mandou retirar dos computadores do CCB a ferramenta informática que altera os textos segundo a nova ortografia". Coerências...e, agora, o Viegas que descalce a bota.