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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Adagiário CCCXCI

 


Não é cada dia Páscoa, nem vindima.

sábado, 13 de abril de 2024

O desabrochar da Amaryllis



Não veio ainda a tempo do seu encontro inteiro com a Primavera, mas a nossa Amaryllis, da varanda a leste, já se promete em duas frentes, pelo menos, como é costume em Abril, com todo o seu esplendor cromático.

sexta-feira, 1 de março de 2024

Adagiário CCCLXIII



Quando Março sair ventoso, o Abril sai chuvoso. 

sábado, 1 de abril de 2023

Adagiário CCCL



1. - Vinha que rebenta em Abril dá pouco vinho para o barril. 

2. - Manhãs de Abril, boas de andar, doces de dormir.

domingo, 1 de maio de 2022

Em sequência



Não terão sido só as cepas, por aí (como diz o rifão), a dar sinal de vida e alegria pelos finais de Abril. Também a sempre cumpridora Amaryllis, da varanda a leste, nos surpreendeu ao abrir em quatro frentes, florescendo radiosa. Até hoje, no passado, só o tinha feito com flores trigémeas...

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Adagiário CCCXXXIV



A carranca é mãe do cuco, vem ao princípio de Abril e diz ao Maio que seu filho está para vir.  

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Natureza viva...


... com frésias e sardinheiras (gerânios), ao fundo.

sábado, 4 de abril de 2020

Hoje, vai ser assim?...


... Mas, pelo telhado, até parece uma bateria anti-aérea, pelo que lhes pus o título de : Os Canhões de Navarone (1961), em homenagem ao realizador de cinema J. Lee Thompson...

Nota: só para constar, este poste do Arpose é uma capicua magnífica, tem o número: 11.111.

domingo, 1 de abril de 2018

Adagiário CCLXXIX


Não há Entrudo sem Lua Nova, nem Páscoa sem Lua Cheia.

domingo, 30 de abril de 2017

Discrepâncias e rectificações


Seja das alterações climáticas, do acaso metereológico ou dos desígnios caprichosos dos deuses, o facto é que este mês, que hoje termina, não fez jus ao seu célebre provérbio antigo: Em Abril, águas mil. Apesar da chuva nocturna que se prolongou, um pouco, ainda a manhã ia tenra. Mas foi só. Temem os agentes agrícolas, iniciaram-se já os fogos florestais e as barragens apresentam-se vazias ou quase. A escassez de água ameaça o futuro mais próximo, em Portugal.
É caso para dizer, rectificando: Em Abril, águas por um funil!

sábado, 1 de abril de 2017

Adagiário CCLXX : Abril (8)


1. Quem caracóis come em Abril, aparelha cera e o panil (mortalha).
2. Abril, Abrilete é o mês do ramalhete.
3. Altas ou baixas, em Abril chegam as Páscoas.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Adagiário CCXLVIII : Abril (7)


1. A aveia até Abril está dormir.
2. Tarde acordou quem em Abril podou.
3. Vinho de Abril é gentil.
4. Dia de S. Francisco (2), semeia o teu milho mourisco.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Portas de Santo Antão, à noite


Desordenadas gentes. A rua mais parecia o cenário de um adro medieval: saltimbancos, pífias e pequenas bandas musicais, malabaristas tropicais dançando mal, acordeonistas romenos plagiando o repertório pimba de André Rieu, um homem lançando fogo pela boca, mutilados pedintes sentados pela calçada e mostrando as suas chagas, dois ou três cães vadios fazendo o circuito dos ossos, pelo chão, turistas apalermados de boca aberta, fotografando, ininterruptamente...
A noite parecia de Verão, de tão agradável, embora fosse apenas Abril.
E, no meio disto tudo, na esplanada do restaurante, onde nos sentamos, fomos atendidos e servidos por um empregado nepalês, cheio de salamaleques. Que terá feito vir, este oriental gentil, até ao cu do mundo ocidental? O clima ou a balda? - que não a língua, nem as miríficas oportunidades, por certo.

para a Fernanda e para o António, com afecto.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Adagiário CCXVI : Abril (6)


1. Em Abril, queijos mil, em Maio, três ou quatro.
2. Em tempo de cuco, pela manhã molhado e à noite enxuto.
3. Entre Abril e Maio, moenda para todo o ano.
4. Ramos (Domingo de) molhados, anos melhorados.

sábado, 12 de abril de 2014

Manhã parda em Abril


O céu leitoso está cheio de andorinhas. Dispersas, em voos caprichosos e nervosos, aparentemente, sem fim à vista, que os pequenos insectos aéreos, com o frio, devem andar recolhidos, algures. As andorinhas ocupam, de forma vaga, o espaço que, em Outubro, pertence aos estorninhos, sempre mais gregários, nas suas constelações negras e evolutivas de nuvens espessas. São bem ralos, os bandos de andorinhas.
O Tejo são duas linhas pardas mal definidas, mas imóveis, ao longe. O vento parece arrepiar as cortinas, ao de leve agitadas e, do mármore em frente, escorrem traços negros, verticais, de humidade poluída. Uma pomba solitária aninha-se, como para nidificar, muito quieta, no lambril de pedra. Chegam mais duas, que se namoram, com alguma violência, contra a parede branca da casa alta.
Nem os melros cantam ou aparecem. Só o silvo entrecortado do zilrear das andorinhas assobia pelo ar.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Adagiário CLXXVIII : Abril (5)


1. Abril frio, pão e vinho.
2. Em Abril, vai a velha aonde tem de ir, e vem depois dormir ao seu covil.
3. O que Abril deixa nado, Maio deixa-o espigado.
4. Se não chove em Abril, perde o lavrador o carro e o carril.

Nota: época do regresso delas, ainda nos finais de Março (29), vi as primeiras 3 andorinhas. Apesar do péssimo tempo que se fazia sentir, e ainda sente, hoje. Vai uma, em imagem, a ver se a Primavera se resolve a aparecer, de vez...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Divagações 44


Como cegonhas tristes e estáticas, as gruas metálicas debruçam-se por sobre as águas cinzentas deste Abril monocolor. Na manhã, só as gaivotas emprestam movimento ao ar parado e frio, coberto de nuvens. Parecem fazer tirocínio de aves de rapina, sobre o Tejo, e expulsaram todas as pombas da paisagem.
As grandes ausências não perdoam aos rostos esquecidos. Que se retalharam de sulcos e de manchas do tempo, com os anos. Mas reconhecê-los pode ser, ainda, um leve sinal de alegria, ou uma súbita emoção na pele, que nos reconcilia com a juventude perdida. E com o passado. Sem nostalgia.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Adagiário CXXVI : Abril (4)


1. Abril e Maio são as chaves do ano.
2. Não há mês mais irritado, do que Abril zangado.
3. Em Abril, dá a velha a filha por pão a quem lha pedir.
4. Do grão te sei contar, que em Abril não há-de estar nado nem por semear.

domingo, 29 de abril de 2012

"Avant la pluie" de René Aubry

Parece que vai chover, e durante vários dias, o que não é de todo anormal no Abril "de águas mil". Recomendo resignação...e filosofia.

domingo, 1 de abril de 2012

Adagiário LXXXVII : Abril (3)


1. Abril chove para os homens, e Maio para as bestas.
2. Não há mês mais irritado do que Abril zangado.
3. Chuvas de Ascenção, das palhinhas fazem pão.
4. Em Abril, guarda o gado e vai aonde tens de ir.