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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Oficiais do mesmo ofício


Tenho, afortunadamente, cópia de uma carta pessoal de Herberto Helder, enviada a Eugénio de Andrade, em Dezembro de 2000, onde aquele faz observações pertinentíssimas e justas sobre a poesia dos, na altura, seus confrades poetas portugueses. De uma forma sucinta, mas arguta, classifica-os, através das suas qualidades e dos seus defeitos. É um texto precioso para uma melhor compreensão da poesia portuguesa da segunda metade do século XX.
Saíu, recentemente, na Yale University Press, um volume de 606 páginas, da correspondência entre Leonard Bernstein (1918-1990) e Aaron Copland (1900-1990), intitulado The Leonard Bernstein Letters. As cartas combinam, harmoniosamente, um tom respeitoso com um registo sempre muito afectuoso. Mas que não deixa de lado a reflexão crítica e racional sobre outros compositores da época. Quem sai um pouco "chamuscado", desta correspondência, é George Gershwin (1898-1937), que Bernstein refere como sendo um autor de músicas descosidas (o adjectivo é meu) e sem unidade - em suma, com pontos altos, mas fragmentados e sem consistência de unidade.
Em determinadas áreas - e a Música e a Poesia são, porventura, dos melhores exemplos - não há nada como os próprios oficiais do mesmo ofício, para as avaliarem como deve ser. Ao leigo cabe, apenas, gostar ou não gostar.

terça-feira, 22 de julho de 2014

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Aaron Copland, "The Promise of Living" da ópera "Tender Land" (1952-54)


As imagens do vídeo, que acompanha a música de Aaron Copland (1900-1990), embora muito díspares, parecem-me interessantes e, talvez, apropriadas ao tema.

sábado, 23 de julho de 2011

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A um Pintor recém-chegado





29-30/4/10


Caro Amigo:
dizia Camões, da Índia, que "da terra vos sei dizer que é mãe de vilões e madrasta de homens honrados". Não será Goa assim, agora, pelo que me diz, e ainda bem. Terra que lhe foi propícia às artes e telas, muitas -pelo que me referiu. Folgo! Isto me fez lembrar a mais remota imagem que tenho, de si, na memória: quando, em 1970, me entrou em casa para me oferecer os dois volumes de Rilke, traduzidos por Paulo Quintela. E, depois, lá se foi a caminho de Cabo Verde. Mais tarde, Paris. Paço de Arcos, Algés, Oeiras são percursos desta já longa Amizade. E os almoços de Natal que nunca esquecerei. Nem o seu "Verão 79" e as "conchas, pedrinhas, pedacinhos de ossos" de que falava o Pessanha. Porque o seu Pai falava mais do Almada e do Pascoaes que tinha conhecido pessoalmente. E, do alto, víamos o Tejo a passar...
Ora, hoje, venho dar-lhe um grande abraço de parabéns. Acabou de entrar na 3ª"velocidade" (del rosa al amarillo) da vida, como dizem os biólogos. Seja bem-vindo!, que eu já cá estou. E, quanto a biologias, é mais consigo, que as estudou na Inglaterra, antes da tropa, onde nos conhecemos. Lembrei-me que, já nessa altura, além do Matisse, o meu Amigo gostava de ouvir Aaron Copland. Mas que ficou encantado, anos mais tarde, com um vinil que lhe emprestei com os "Lute and Mandolin Concerti" de Vivaldi. E decidi recordar-lho, hoje, pelo seu aniversário. E não se esqueça: enquanto há vida, há pintura. Até porque eu sempre gostei muito da sua. O abração de sempre,
A. S.