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sábado, 29 de fevereiro de 2020

arte menor (30)





Nem tudo aquilo a que o desejo nos convoca
sobrevive. Também as raízes morrem
e os frutos definham
se não forem colhidos
pela tarde fresca
ou pela noite mansa.


Sb., 22/ 29-2-20.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Divagações 81 (ou, as coisas miúdas)


Que o cavalo de Júlio César tinha uns pés que quase pareciam humanos, ou que o imperador romano Otão usava cabeleira postiça - que importará isso à felicidade humana? Embora o saber não ocupe lugar (só memória). Mas deu-me gosto sabê-lo. E, quem o refere, é Suetónio (70-130).
São estas minudências vãs que são possíveis a quem vai tendo disponibilidade e tempo, de leitura. Mesmo que não haja, como se sabe, resposta para tudo. E mistérios haja, que fiquem sempre por responder, não se cumprindo assim, por inteiro, o desígnio de Berkeley (1685-1753): "Ser é perceber".
Por onde andarão os pássaros, residentes, que no Inverno mal os vejo? Porque será que as primeiras flores silvestres, do ano, são brancas, e depois amarelas, na sua maioria? Agora, em Fevereiro, já começaram a aparecer as de cor lilaz (será da intensidade solar?).
Felizmente que o Inverno é um tempo quase totalmente liberto de moscas e de melgas...

sábado, 17 de janeiro de 2015

Fora da regra


Epigrama ingénuo de um poeta ressabiado


Não sei se deva
explicar, excluso
que fui do clube
dos poetas vivos,
por não pagar as cotas,

mas recebido em júbilo
de pompa e circunstância
no outro,
clube dos poetas mortos,
de tão viva memória.


Sb., 17/1/2014.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Pinacoteca Pessoal 39 : Anselm Kiefer




Nascido na Alemanha, a 8 de Março de 1945, Anselm Kiefer passou a viver em França, a partir de 1991. Mas o jornal Público (27/8/2009) dá a notícia que se teria fixado em Portugal, mais concretamente, em Alcácer do Sal (não consegui confirmar se ainda por cá se mantém).
Autor de instalações e quadros de dimensões cada vez maiores, onde espelha um pessimismo pictórico que virá, quanto a mim, muito na linha de Soutine, Kiefer utiliza frequentemente pequenos detritos, cinza, palha, para pontuar as suas colagens e telas. Há quem o queira incluir no Novo Simbolismo. O pesadume de Celan cerca muitas das suas obras, às vezes, até usando versos do Poeta, como títulos, ou marcas dessa influência.
Muitas das suas obras não deixam de ter uma beleza singular, normalmente dramática. Os quadros, em imagem, intitulam-se: "Cada um fica debaixo da sua redoma" e o outro, sem título, tem escrito, em alemão - "Que mil flores floresçam!".