Dos animais fabulosos, sempre distingui o Unicórnio como o meu preferido. Segundo J. L. Borges, a primeira referência a ele, terá sido feita na Grécia, muito embora a sua lenda possa ter tido origem na Índia e, através da Pérsia, tenha passado à Europa. Santo Isidoro de Sevilha também o menciona, bem como alguns bestiários da Idade Média. Do renascentista Leonardo da Vinci até ao psiquiatra suiço Carl Jung, o Unicórnio foi fazendo carreira e mexendo com a imaginação humana.
Eu sempre achei que ele tinha alguma coisa a ver com o Nerval (ou Narval), em parentesco, embora muito mais elegante, na sua conformação equestre e não marinha. Mas o Narval existe mesmo...