Se o aperto de mão é consensual em quase todo o mundo, o beijo, como saudação física, já é mais restrito. Muito menos o beijo na boca que, efusivo e frequente entre os antigos dirigentes comunistas, julgo que o varonil sr. Putin deixou de praticar. Não me esqueço, porém, daquele beijo de Judas que o sr. Gorbachov deu ao seu camarada Honneker, da RDA, pouco antes de o deixar cair fragorosamente, bem como ao seu regime...
As saudações orais variam muito, de país para país. Na Mongólia, por exemplo e pelas agrestes condições climáticas, os seus habitantes costumam cumprimentar-se com uma frase, mais ou menos, nestes termos: Então vais passando bem pelo Inverno?
Regressando aos ósculos, registo que os belgas costumam saudar-se com 3 beijos na face. Em Portugal, um tio ou uma tia, oscula-se apenas uma vez - é de bom tom. Enquanto o lusitano comum dá dois beijos, repenicados ou não.
O caso mais diversificado, por norma, ocorre em França. Em Paris, são dois ósculos, tal como cá. Mas na Provença, usa-se dar 3 beijos, 4 no Vale do Loire e, na ilha de Córsega, talvez por serem mais beijoqueiros, vão até 5 - como nos informa Andy Scott, no seu livro One kiss or two?