Mostrar mensagens com a etiqueta Andrea Camilleri. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Andrea Camilleri. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

RTP Memória versus RTP 2



Esta repetição, na RTP 2, dos episódios policiais do jovem Montalbano têm-me dado água pela barba, até porque ainda me lembro (e não foi há muito...) dos pormenores, da primeira vez em que foram projectados. E, sobretudo, porque começo a estar farto das dislexias do agente Catarella, dos trejeitos adamados do Mimi Angelo e do dengue da Livia. E, assim, num zapping desenfadado fui dar a um episódio do Columbo (Peter Falk), na RTP Memória, onde me fixei até ao fim do episódio. Sendo que o Columbo segue as regras clássicas do policial, tal como S. S. van Dine as definiu e estabeleceu. E Andrea Camilleri, não as observava, normalmente.
Faltaram-me, é certo, os cenários maravilhosos da Sicília e a boa música da série italiana... Mas não se pode ter tudo. E, já agora, também podia dispensar alguns tiques expressivos e algo repetitivos do Columbo. Ninguém é perfeito realmente.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Séries Policiais



Não fora o gozo caricatural com que é tratado o agente policial Agatino Catarella ( na foto, o último à direita), na série de Andrea Camilleri (1925-2019), eu até esquecia outros pormenores dos episódios de Il Giovane Montalbano, que pecam por não respeitar as regras narrativas que S. S. van Dine (1888-1939) diz serem essenciais para as novelas policiais. Mas Camilleri fez do pobre agente Catarella um disléxico, sempre a bater nas ombreiras das portas e um trangalhadanças com um cérebro de passarinho... é demasiado para o meu gosto. Depois, o vice-comissário Mimi Augelo, supostamente um Don Juan, é um amaneirado, mas isto é pecha antiga porque já o Poirot-Suchet, da série inglesa, era um adamado detective excessivamente pernóstico. Não sei para que efeminam, nestas séries, os investigadores. No conjunto, escapa o tratamento da figura do jovem Giuseppe Fazio. Mas voltando ao Montalbano, acho aqueles namoros com a Livia Burlando excessivamente delicodoces e românticos com as suas vindas de Génova, até à Sicília para os oaristos. Van Dine proibiria terminantemente estas efusões líricas em obras policiais!

Ainda assim, lá irei hoje ver na RTP2 mais um episódio, às 17h31, e no Domingo, às 17h33, outro. Parece que nunca mais aprendo a cingir-me às boas regras das tramas detectivescas!...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Divagações 168

De policiais, ultimamente, tem sido um fartote, sobretudo em leituras. É certo que, de há muito, deixei de procurar encontrar as 20 sacrossantas regras clássicas de S. S. van Dine, em relação às tramas policiais, observadas já antes, escrupulosamente por Poe ou Conan Doyle, e já um pouco pervertidas, depois, por Agatha Christie ou Erle Stanley Gardner. A boa educação foi-se perdendo pelo caminho...


Com as duas pilhas (19 volumes da XIS e 21 da colecção Vampiro) que resolvi abater como se fossem torres, lendo-as, tive que abordar autores de terceira e quarta ordem (P. Chamber, Michael Underwood, K. Royce, Ben Benson, eu sei lá...) E, ao fim-de-semana, na RTP2, lá vem o jovem Montalbano com a sua Lívia, o Mimi e o Fanzio, em doses duplas coroar, pela Sicília, o remate dos enredos policiais.
A dar o tom, aqui fica a boa voz de Olivia Sellerio, numa canção da banda sonora da série referida.

domingo, 17 de janeiro de 2021

Sob o signo do policial


Domingo gélido, em que tivemos de esperar pelo aquecimento do carro para descongelar a fina camada de gelo nos vidros do automóvel, a fim de arrancarmos para a média superfície a fazer compras. Pouca gente por lá: íamos muito cedo...

Tenho vindo, entretanto, a poupar a reserva de livros por ler, dando prioridade à grande quantidade de policiais (Colecções Vampiro e XIS) não lidos, que tenho por aí, em benefício doutros volumes com qualidade literária ou afins, que esperam por outros dias mais felizes.

Acabado, ontem, O Touro Etrusco (XIS, nº 193), de Frank Gruber (1904-1969), começarei hoje O Espião Amador (XIS, nº 154), do inglês Michael Underwood (1916-1992). À tarde, na RTP 2 (18h09), mais um episódio de Il Giovane Montalbano. Que não me desperta grandes expectativas: Andrea Camilleri (1925-2019) não respeita, em princípio, as regras de ouro, que S. S. van Dine (1888-1939) definiu e bem, há muito (1928), para o verdadeiro e genuíno romance policial...