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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Citações CDLXXXIII



Um casamento feliz é uma longa conversa que parece sempre demasiado breve.

André Maurois (1885-1967), in Mémoires (1970).

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Antologia 3



Numa das últimas páginas (560) do volume IV do Bloc-notes, cuja leitura terminei ontem, François Mauriac (1885-1970) refere que: La veillesse est le contraire du dessèchement, c'est le désespoir dominé et vaincu mais qui renâit d'un seul coup, d'une phrase comme celle-là que... Com o avançar dos anos a obra vai ganhando um tom mais pessimista e amargo que acompanha os últimos tempos do escritor francês. Provavelmente, o último livro (V) da obra acentuará esta desesperança humana. A ler vamos...
Mas não queria de deixar aqui registados, para eventualmente os relembrar, dois excertos significativos, que traduzi, do livro acabado de ler ontem:

"Na verdade, eu não me fico apenas por aí: as recordações na idade avançada são como formigas cujo formigueiro foi destruído: o olhar não pode seguir nenhum bem durante muito tempo. O que subsistia deste pequeno mundo destruído, eram os meus devaneios. Tudo vai assim desaparecer comigo: até estes criados com sorrisos dóceis que me tomavam nos seus joelhos, e eu volto a dizer os seus nomes numa espécie de litania que me vai embalando como..." (pg. 495)

"É importante para Sartre não ter smoking. André Maurois, bem como Paul Valéry não foram dominados por este esnobismo ao inverso. Ambos amaram o mundo, mas por razões diferentes. Valéry falava com deleite num ambiente de luxo, diante de senhoras em êxtase de que ele nem sequer esperava que fossem capazes de lhe devolver a bola. Maurois, esse, depois de um dia de trabalho que, para qualquer um, teria sido muito pesado, relaxava-se ao fim do dia sentado a uma mesa de amigos." (pg. 520)

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Citações CDLX

 

O verdadeiro mal da velhice não é o enfraquecimento do corpo, é a indiferença da alma.

André Maurois (1885-1967).

sábado, 17 de janeiro de 2015

Curiosidades 35


Exactamente há 80 anos surgiam, nos escaparates das livrarias inglesas, os primeiros livros da famosa colecção Penguin Books. O primeiro volume foi o "Ariel", de André Maurois, seguindo-se "A Farewell to Arms", de Ernest Hemingway, dando-se início a uma inovadora produção editorial, quase revolucionária para a época (1935). A princípio, feitos em papel de jornal e ao preço imbatível de 6 pence - tanto quanto custava um maço de tabaco, na altura -, os livros tiveram um grande sucesso. E foram uma ideia notável do criativo editor Allen Lane (1902-1970). Ainda hoje são extremamente populares.


terça-feira, 26 de julho de 2011

André Maurois : as personagens


"A personagem é o homem que os outros imaginam que nós somos, ou fomos. Ela é talvez múltipla. Duas personagens diferentes, contraditórias e, por vezes, hostis entre si, que nos podem sobreviver no espírito dos nossos amigos, dos nossos inimigos, e continuar, depois da nossa morte, uma luta de que a nossa figura póstuma é o motivo."
André Maurois (1885-1967), in Mémoires (1942).

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O humor, segundo Daninos


A leitura recente, que tenho feito, de um livro de Pierre Daninos (1913-2005), Le Tour du Monde du Rire (Hachette, 1956), que é uma espécie de antologia abordando o tipo de humor de vários países, feita por diversos autores, tem-me feito reflectir sobre o riso e o sorriso. É um tema que sempre me interessou, desde que li o livro de Henri Bergson, sobre o assunto.
Sei, por conhecimento próprio que, um dos tipos de humor que mais aprecio, é o britânico. Com a sua carga de "non-sense", o seu lado negro, por vezes, cruel. Neste livro que ando a ler, André Maurois (bom conhecedor da cultura inglesa) cita uma história sintomática e típica do humor britânico: um cidadão londrino, perante uma forte tempestade no Canal da Mancha, que interrompe as comunicações marítimas, diz apenas: " o continente europeu está isolado!"
Mas também é um facto que, cada país, escolhe um bode expiatório de estimação para a troça que faz, rindo dele. O inglês privilegia o escocês, sobretudo, com temas sobre a avareza. O belga escolhe a Holanda. Portugal opta, algumas vezes, pela Espanha, quando se esquece dos alentejanos. O Brasil troça, normalmente, do português emigrante (nós, ainda não começamos a retribuir...). Parece que a França goza, às vezes, com a lentidão dos suiços. Os alemães centram algumas das suas melhores anedotas sobre os polacos. E assim por diante...