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sábado, 6 de abril de 2024

Para que conste

 

Aqui se regista a aparição das 3 primeiras andorinhas que vi este ano, pela manhã de 5/4/2024, no caminho para  a Trafaria, e hoje mais 6 na região outrabandista, em bando primaveril.

domingo, 5 de março de 2023

Para memória futura



Aqui fica registado que, ontem (4/3/2023), vimos as duas primeiras andorinhas, deste ano, sobre a levada outrabandista. Na data, são das mais temporãs dos últimos tempos a anunciar a Primavera.
E hoje confirmando o facto, manhãzinha cedo, apareceu mais um par delas a sobrevoar outro local, por aqui.

segunda-feira, 16 de março de 2020

Prenúncios de Primavera


Ainda não vi andorinhas, neste mês de Março, mas o lilaseiro, da varanda a Sul, já começou a florir.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

3 constatações de ar livre, ao fim da tarde


1. Em dias de vento normal - seja lá o que isso for - no alto, bem alto, e para não dizer no altíssimo, que poderá ter conotações religiosas, os aviões vem do Oeste (Atlântico) em direcção ao Leste, mas guinam, subitamente, por alturas de Corroios, para Norte, baixando com suavidade.
2. Ao fim da tarde, as gaivotas, a meia altura, regressam da zona dos lixos (Terra), em esquadrilhas de 5 ou 6 e, ao contrário dos aviões, dirigem-se para ocidente (Mar). Para ir dormir?
3. As vespas e as andorinhas trabalham até tarde. Já passa das 21h00 e as andorinhas ainda zilram, pelo ar; enquanto as vespas se afadigam, laboriosas, a libar as folhas do limoeiro. Pergunto-me, ignorante que sou neste particular: será que as vespas também produzem mel? Se o fabricam, deve ser bem mais amargo e selvagem do que o das abelhas...

terça-feira, 26 de junho de 2018

Ao entardecer, em Junho


Haverá por certo nas andorinhas, que observo ao fim da tarde, dois tipos de voo. Um deles directo e aplicado que parece dirigir-se a tarefas essenciais, como caçar insectos, para sobreviver. Outro, mais  vaporoso ou diletante, que julgo ser de puro prazer, sem objectivos precisos. Voar só por voar.
Assim os imagino, pelo menos, ao cair desta tarde, quase no final de Junho.

sábado, 18 de março de 2017

Balanço ornitológico


Duas pombas de leque, um corvo bem negro, três andorinhas jovens, que foram as primeiras do ano; quanto a gaivotas, eram mais que muitas, à beira Tejo. Vinte e três graus, que davam para preguiçar os olhos, ao sabor das ondas suaves. No regresso, não tive tempo de ver se havia pavões no pátio da Quinta.
Mas até parecia que bastava abrir a porta para a Primavera entrar por ali fora, com pézinhos de lã.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Da geometria


Até há poucos anos, neste Verão outrabandista, dois ou três morcegos faziam a sua aparição, ao cair da noite, como se a anunciá-la. E o seu voo era num trajecto ovalado, num bater de asas curto, frenético e repetitivo. Deixaram de aparecer, ultimamente.
Ao começo da noite, as andorinhas têm um voo mais desordenado, embora o seu ponto de partida e chegada coincida com o ninho, num beiral. Rarissimamente pousam noutro sítio. Enquanto há luz, porém, descrevem, no seu bater de asas trémulo ou nervoso, quase sempre círculos ou ovais de voo.
Só os pequenos pardais é que se projectam numa recta, que parece infinita, no seu voar, em bando ou singular.
Das pombas, falarei noutro dia...

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Madrugada, manhã e andorinhas


Parece mais feliz e sereno o voo das andorinhas, esta manhã. Que não aquele bater de asas inquieto e nervoso, ziguezagueante, que lhes é habitual. O ar está fresco e quase desapareceu a névoa sobre o rio. Limpa talvez pela bátega que caiu, pelas quatro da manhã, e me acordou. Primeiro, o tropel violento do granizo fino, depois a cadência persistente da chuva ritmada, que nunca mais acabava...
O Sol tenta vencer as nuvens ralas, enquanto as andorinhas se abandonam à sua dança suave, em grupos pequenos de duas ou três. Zilram baixo. Algumas pombas preguiçosas, pelos telhados, parecem esconder a cabeça sob as asas. Das gaivotas invisíveis, apenas se ouvem, de longe a longe, os roncos dissonantes.
Composto o esboço, vou-me ao banho.

domingo, 3 de maio de 2015

Circunstância


Voltou-se o Domingo ao Inverno, se calhar, arrependido...
E a Primavera, jovem e tímida, parece ter-se intimidado, depois de, pressurosa, ter puxado pelas hortênsias, ter acordado os brotos no limoeiro e estimulado as tenras alfaces, recém-plantadas, a crescerem na floreira artesanal, a leste.
Tudo parece voltar e obedecer a ritmos caprichosos, desdenhando das obrigações de Maio ou do tempo que, classificado e marcado pelo Homem, não se arbitra pela lei da Natureza.
Até as andorinhas se precatam de voar, muito menos altas, por causa das pequenas gotas de chuva, circunstância do acaso e humor das estações volúveis. E, cautelosas, voltam de regresso, em voo rápido, aos aconchegados ninhos dos beirais.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Lembrete 27


Quase não valeria a pena anunciar que vi as primeiras, anteontem, entrados que já fomos por Abril. Terão vindo assim tão tarde, ou fui eu que andei distraído?
Mas as andorinhas lá andam, em voos baixos sobre o rio e sob o céu fechado e cinzento. E assim baixas, como dizem, prenunciam chuva, que era, de todo, dispensável... 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Divagações 71 (com as aves e os 4 pontos cardeais)


Constato, através do sitemeter, que um cibernauta, muito provavelmente do Norte, gastou, perdulariamente, 54 segundos do seu precioso tempo, no poste "Bach / Landowska / Menuhin" (15/8/2014), que dura 6 minutos e 7 segundos. E lembrei-me de Eugénio de Andrade e dos seus versos: "Boa noite. Eu vou com as aves!"
Verifico, pelo perímetro que alcança o meu olhar, que não há mais do que 6 andorinhas em redor. E não terá havido muitas mais este Verão. Que as mais ousadas, ou exigentes, já terão emigrado para Sul.
Os meus braços acusam, pelas 20h45, a aragem fria deste mês de Agosto, na varanda a Leste. Não apetece ficar. Mas, pelas notícias da Alemanha, todo este mês tem chovido na Renânia-Vestefália. Por isso, não há muito que reclamar, seguidores que somos, e bons alunos, da batuta germânica.
São quase horas das gaivotas altas, vindas do lado Este, rumarem ao Atlântico, no azul já pálido do céu. Mas hoje não vi nenhuma: devem, também, ter emigrado, todas, para as Berlengas, que já acolhem 30.000 casais! Vi, entretanto, dois estorninhos outrabandistas meio-despistados, e o que julgo ter sido um peneireiro, que seguiu para Oeste. Só as castas e tímidas rolas se vão entretendo por aqui, apesar do frio. E da noite, que começou a cair.

quarta-feira, 27 de março de 2013

As primeiras andorinhas


Vi-as hoje, pela primeira vez, sobrevoando a pequena levada outrabandista. Por volta do meio-dia, não seriam mais de dez, e bem pequenas no seu voo nervoso e frenético, provavelmente, procurando o beiral certo para edificar o ninho.
Ou eu andei distraído, nos últimos dias, ou elas se atrasaram por causa do frio, este ano. Seja como for, é sempre com alegria que vejo as primeiras, como se o florir da Primavera dependesse da sua chegada.
Bem-vindas!

sexta-feira, 16 de março de 2012

As primeiras


O melro, a despropósito, empoleirou-se na antena mais alta das redondezas e por ali anda, a balouçar-se, num trinar desafinado de ensaio. Deve ser jovem, pelo tamanho. Mas as andorinhas ainda não chegaram à cidade. Ainda fiquei na dúvida, ontem, por um voo nervoso que me deixou preso o olhar, e expectante, na incerteza da primeira ter cruzado os ares, por entre a chuva, fugidia.
Mas, hoje, tenho a certeza. Entre Pedra Furada e Montelavar, ainda muito miúdas, em voo baixo, por cima do mármore branco, vimo-las bem. Eram três e lá iam, anunciadoras, a caminho da Primavera. Devem andar a estudar o terreno e o tempo, para invadir Lisboa.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Um súbito silêncio


As orquídeas, tão pejadas já, tardam a florir, abrindo as pequenas cápsulas verdes. Dou por elas, secretas, ao passar para a varanda a leste e quando sinto um friozinho ligeiro, vindo de fora. Quase não há pássaros no ar, apenas 4 ou 5 andorinhas, inquietas no seu voo, procurando talvez o lugar ideal para os seus ninhos. Volteiam marcando o declínio da luz, ao fim da tarde.

A inocente criatura, em baixo e no campo improvisado, está sozinha. Chuta, continuadamente, para a baliza desguarnecida e, para se acompanhar, nesta solidão do final do dia outrabandista, sopra, com timidez e brandamente, a vuvuzela vermelha, quando a bola amarela entra nas redes vazias. Por cima, nuvens esparsas, de uma cor inesperada que não me lembro de ver - castanhas. Penso, por momentos, em Fukushima. Porque também há nuvens de um cinzento que parece fumo.

O "aladino", às 20,25, anuncia-me a noite, formal e matemático. Ninguém veio chamar a inocente criatura para ir jantar, mas ele também não parece preocupado. Continua a chutar e a tocar, parcimoniosamente, a vuvuzela vermelha. Em volta há um silêncio absoluto e inquietante, neste princípio de noite primaveril. Como se expectante ou antecedendo um acontecimento decisivo. Não há pessoas na rua, nem corpos visíveis nas janelas e varandas das casas, ao longe. As nuvens cruzam-se entre 2 ventos: de norte para sul e do mar para leste. De repente faz-se-me luz. O Benfica-Porto é o responsável por este enorme e súbito silêncio. A inocente criatura, nos seus pueris 6 ou 7 anos, se calhar, foi expulsa de casa, ainda sem jantar, pelos extremosos pais que quereriam assistir ao "ofício divino" na TV, e em sossego. Abençoado futebol da gente simples!, que instaura o silêncio nas ruas e a expectativa nas almas.