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segunda-feira, 11 de maio de 2020

A sorte dos livros


Há livros que, após um sucesso retumbante, se apagam para sempre na obscuridade e no esquecimento. Não terá sido o caso de La Peste, de Albert Camus (1913-1960), que ainda é hoje um dos top-ten da Gallimard, a seguir a Le Petit Prince, de Antoine de Saint-Exupéry e de L'Étranger, do mesmo Camus.
Publicado em 1947, La Peste vendeu 22.000 exemplares na primeira semana e 100.000 até ao final desse ano. E embora a crítica literária não lhe tenha sido muito favorável, bem como o autor que o considerava um livro falhado, o público leitor excedeu as expectativas de compras, na época.
Integrada na Colecção Miniatura (nº 55), com capa de Bernardo Marques, a obra foi editada, em Portugal, em finais dos anos 50, e reeditada recentemente. E embora só obliquamente o tema se possa associar à peste bubónica ou a uma pandemia, dado que o texto é uma metáfora sobre o nazismo, a Itália e a França, países europeus mais atingidos pelo Covid-19, apressaram-se também a reimprimir  o livro...
Assim ressurgiu A Peste.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Valores perenes


Por indícios vários e razões muito diversificadas, de que não excluo a internet, obliquamente, tenho a convicção enraizada de que o livro antigo, usado, de uma forma geral, baixou de preço ou, pelo menos, não aumentou. Abro uma excepção para os livros raros, naturalmente, que se foram valorizando mais.
Mas, há dias, ao pagar um livro usado de Vitorino Nemésio (1901-1978), num alfarrabista, apercebi-me claramente, embora não fosse uma obra rara, que o livro não me saíra barato. HMJ, que me acompanhava, também estranhou. Concluí, assim, que há autores que não perderam valor com o tempo, nem se depreciaram no interesse que despertam...
A Forum Auctions (Londres) levou a efeito, recentemente, um leilão de livros que incluía o exemplar 66 (de uma  tiragem especial de 525), assinado pelo autor, de The Little Prince, de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), na primeira edição da versão inglesa (1943) da conhecida obra do escritor francês. Com uma estimativa de venda entre £ 8.000 e 12.000. (Os exemplares não assinados são muito mais baratos.)
Garantidamente, Saint-Exupéry mantém a sua alta cotação...
Ou talvez, e apenas, o escritor tenha acertado na alma errante dos homens, para sempre.