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quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Recomendado : noventa e seis



Ainda que por razões subjectivas, recomendo vivamente a leitura do último JL (11/1 a 24/1/2023), que dedica 7 das suas  páginas a Eugénio de Andrade (1923-2005), pela próxima passagem do centenário do seu nascimento. Pessoalmente, considero-o um dos grandes poetas do século XX português.
O jornal  literário evoca também António Mega Ferreira (1949-2022), falecido há pouco.

Nota pessoal: chamo a atenção para uma carta (a segunda) de Eugénio de Andrade para Eduardo Lourenço, na página 20 do JL. Contém uma excepcional e clara explicação do fazer de poesia de E. de A.

sexta-feira, 25 de março de 2022

Esquecidos (9)



Esta súmula de afectos que a memória perpetua, habitualmente, torna-se com o tempo um local de romagem virtual e oásis gratificante a que recorremos em momentos de tédio, dúvida ou solidão pessoal. Podem ser imagens ou palavras, cheiros e sabores, geografia de lugares amenos. Ou apenas nomes. Ancoradouros seguros, no tempo incerto.



António Mega Ferreira resolveu, e muito bem, no penúltimo JL (nº 1342), trazer-nos à lembrança o multímodo escritor e divulgador cultural português-santomense Mário Domingues (1899-1977), figura bem conhecida de quem lia e se interessava pela História de Portugal, em meados do século passado. Mas também autor de policiais, sob vários pseudónimos.



Creio que Mário Domingues está hoje relativamente esquecido, e não o merecia. Suponho que actualmente não há livros de qualidade semelhante e de propagação histórica aos que a Romano Torres editou, para a juventude, da sua autoria, em meados do século passado. Que, além de fidedignos quanto aos factos, eram bem escritos. E que eu li com tanto agrado e entusiasmo, na minha adolescência.