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domingo, 5 de maio de 2013

As favas não contadas


Depois da matutina leitura do jornal, dou-me ao descasque sistemático de quase 4 quilos de favas, vindas de Constância. De entre a sua cama interior, que parece feita de veludo branco, elas saltam frescas, à razão de 3 a 5, de cada vagem oblonga, na sua verdura tenra.
No entre tempo, rememoro as duas entrevistas que li no "Público": uma ao historiador Cláudio Torres, outra a Nogueira Leite (ex-CGD), economista. Este último, na fotografia, parece que inchou, está nédio e luzidio - por associação, olho para o entrecosto, que já está na banca da cozinha, salgado, para acompanhar a favada, ao almoço.
Tão diferentes que eles são, penso. O historiador fez muito, e bem, pelo país, além de pôr Mértola, na agenda arqueológica nacional; o outro, o economista, fez imenso por si mesmo e com glutonaria. Mas, agora e na entrevista, até já pisca o olho ao A. J. Seguro. Deve andar a preparar-se para o transbordo, com alguns outros ratos, antes que o barco se afunde, de vez...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Hiperactividades


É com preocupante melancolia que constato, aqui na zona outrabandista, que há uma série de ganapos de tenra idade (6/12 anos) que passam os dias a jogar futebol, sem que eu me aperceba de suficientes intervalos, na sua actividade obsessiva, para que possam tomar as necessárias refeições. Começam cerca das 10 horas, da manhã, e arrastam os pés, muitas vezes, até depois da meia-noite. Os extremosos pais devem contentá-los com uns bolicaos industriais e umas ranhosas fatias de pizza, acompanhadas de coca-cola borbulhante, para eles não perderem a bola.
Ora, um recente estudo científico franco-canadiano veio demonstrar que uma alimentação inadequada, durante a primeira infância (dos 18 meses aos 5 anos) tem repercussões irreparáveis sobre o comportamente humano posterior: "sintomas duráveis de hiperactividade, falta de capacidade de atenção, e agressividade". Segundo os investigadores, isto deve-se à precaridade alimentar que se define por "um acesso restrito aos alimentos sãos e nutritivos". Estes factores atingiam cerca de 6% das 2.120 crianças seguidas nesta pesquisa científica. Se assim for, teremos no futuro muitos Jim Carrey, portugueses.
Por falar em hiperactividade, registam-se movimentações múltiplas, frenéticas e centrífugas no interior do PS, nestes últimos dias. O que era Seguro já não parece muito, nem é tão certo...

domingo, 9 de dezembro de 2012

Mais uma frase assassina...


...atirada aos ventos, pelo serial killer, ao serviço do jornal Público - Vasco P. Valente. Que termina, assim, a sua crónica de hoje:
"...Desorientado e perdido, Seguro é um menino sem destino."

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Desabafo metafórico, politicamente incorrecto

Há uma coisa de que estou seguro: é que Seguro nunca será PM de Portugal. O PS teve um erro de casting, acontece - mas parece-me imperdoável. É certo que, às escâncaras, ninguém o contesta, mas os militantes devem arrepelar-se, em privado, a cada nova declaração do secretário-geral. Devem suspirar, ardentemente, por ter costa à vista. Qualquer coisa de mais consistente, mais sólido. E menos gelatinoso.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Depois da entrevista de António Costa...


Diz o bom malandro: "- O seguro morreu de velho."
Contraria o mau malandro: "- Mas não chega até lá!"
"- A ver vamos..." - diz o cego.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

As ambiguidades da língua portuguesa


Em todos os partidos políticos, com vocação de Poder, sempre houve, há e haverá líderes a tempo certo, com contrato a prazo, para cumprir, obsequiosamente, as travessias do deserto. Santos e Castro, Fernando Nogueira, Marques Mendes, Luís Filipe Menezes, Manuela Ferreira Leite, Ferro Rodrigues...(indo da Direita para a Esquerda) cumpriram, na sua medida o papel de beduínos sacrificados, de oásis em oásis, o seu papel de, entre intervalos de Poder, conduzir os seus partidos, do vazio até à nova vitória de que já não colherão nem fama, nem proveito.
Com isto, eu queria chegar a um título de jornal (Público), hoje, que encima um pequeno artigo, ou uma frase malsã,  talvez perversamente escolhida pelos jornalistas, que prova não só o que eu disse atrás, mas também que a língua portuguesa pode ser excessivamente traiçoeira e ambígua. Atentemos, por isso, nesta desastrada frase do secretário-geral do PS, António José Seguro. Disse ele:
"Estou disponível para ir para a rua!"

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Português, 71 anos, historiador e "serial killer" (por palavras)


Nem sempre concordo com ele, mas gabo-lhe o verbo acutilante, a frase precisa e rigorosa. Além disso, Vasco Pulido Valente (1941) é o maior produtor português de frases assassinas - já aqui citei uma, dele, sobre Vitor Gaspar, actual ministro de Finanças. Hoje, vem outra no jornal "Público", sobre António José Seguro (PS). Como segue: "...Com o seu arzinho de seminarista, é de resto o que Seguro quer."

sábado, 12 de novembro de 2011

Uma caracterização fradesca, de V. P. V.


Não sou, nem de longe nem de perto, um fã entusiasta de Vasco Pulido Valente. Mas aprecio a forma exemplar e escorreita da sua escrita, a fina ironia, desculpando-lhe o azedume, por vezes, excessivo. Com Medina Carreira, é talvez o maior produtor de "frases assassinas" e de raciocínios agressivos, mas correctos, em Portugal. Ontem, no "Público", caracterizava, argutamente, na sua crónica, três dos mais conhecidos e angélicos (ou fradescos) políticos portugueses. Segue a transcrição parcial:
"...Só falta a Seguro o chapéu e a sotaina preta para concorrer com o famigerado jesuíta (bom ou mau, como preferirem) do socialismo romântico. Com aquela voz doce e aquele ar pesaroso vai longe com certeza.
O dr. Cavaco, que anda mais pelo frade ascético, também nos disse duas vezes que os sacrifícios deviam ser «distribuídos» com «equidade» e com justiça e que era muito feio abusar dos mais pobres. Gostava ele que todos nós, mesmo no meio da crise, conseguíssemos viver em grande entendimento, doçura e caridade. ..."

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Os copinhos de leite


Hoje, o nosso ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, brindou-nos com esperança. Anunciou, embora em tom engasgado, que em breve começará, dadas as concessões, a exploração de ouro, no Alentejo, e de gás natural, na costa algarvia. Ao que parece, dentro de 3 anos...
Por um estranho mimetismo, ou moda, nos últimos tempos, os perfis dos líderes e políticos europeus parecem assemelhar-se e reproduzir-se. Repare-se: Blair, Sarkozy, Sócrates - hiperactividade, mais ou menos, agressiva. Mas o clone-tipo parece estar a mudar. O Partido Socialista Francês escolheu François Hollande para defrontar Sarkozy, nas próximas eleições. O melhor que dizem dele, em tom de frase assassina, é que "é um homem normal!". Creio que David Cameron, PM da Inglaterra, é aquilo que, em Portugal chamamos "um menino copinho de leite". Por cá, o PS escolheu, para secretário-geral, António José Seguro. Confesso que vou ter enorme dificuldade em o ouvir, durante 4 anos, à hora do telejornal...