sexta-feira, 3 de abril de 2026
As palavras do dia (57)
sexta-feira, 31 de outubro de 2025
As palavras do dia (61)
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025
Civilização e barbárie, o seu a seu dono
sexta-feira, 24 de novembro de 2023
Miscelânea (11)
sexta-feira, 31 de março de 2023
Divagações 186
A ípsilon, que já foi um dos suplementos preferidos do meu jornal (já nem é), terá sido objecto, nas palavras do director do diário (ípsilon, tempos de mudança), de alterações (?). Não dei por muito, apenas os articulistas António Guerreiro e Ana Cristina Leonardo passaram das últimas para as primeiras páginas (2 e 3) do referido suplemento. Ou seja, e como se dizia antigamente: vira o disco e toca o mesmo...
domingo, 27 de fevereiro de 2022
Apontamento 145: "Animais e Cidadãos"
A revolta interior perante um completo desvario da sociedade actual, que se manifesta na ausência de princípios morais, éticos e de civilidade, procura, por vezes e durante muito tempo, como é o caso, as palavras certas para transmitir o que sentimos de profundo desagrado perante o trilho desviado pelo CAPITAL para a Humanidade.
O título do “post” encontra-se com sinal de citação em
função de um artigo de António Guerreiro, no último ípsilon do Público. O
autor do artigo coloca, de uma forma simples, pela prioridade da enunciação, o
problema actual: primeiro os animais e depois os cidadãos. Era, exactamente, o
mote que precisava para o meu texto há muito adiado, à espera de conseguir a
contenção para o escrever. Mesmo assim, o rancor não tem contemplações, nem
censuras, e não domina a emoção.
1 – As duas imagens acima espelham, para quem tenha ainda dúvida, as opções humanamente inaceitáveis de uma sociedade que se diz democrática, a saber, o direito do animal “gato” a ter uma casota, toda catita e até com quintal, financiada pelo erário público, e, por outro lado, o IGLO para seres humanos, que as sociedades MODERNAS – França, etc – inventaram para “abrigar” as pessoas que não conseguem uma habitação condigna ou foram, na maior parte dos casos, despejadas pela mercado do capital que invadiu o universo supremo do direito de cidadania, i.e. uma casa para viver.
2 – Perante o completo falhanço, do ponto de vista da humanidade e civilidade, da sociedade actual em acabar com as pessoas a viverem na rua, assistimos a estes remédios abjectos em vez de colocar as pessoas em casas desocupadas – parece que em Lisboa há 40.000 segundo a nova Vereadora – acabando com um espectáculo degradante por todo o lado nas nossas cidades.
3 – O que vemos, portanto, são casotinhas agradáveis com quintalinho para os gatinhos, IGLOS ou ruas com arranjos inqualificáveis à entrada de prédios com pessoas e seus haveres. Mesmo para uma pessoa sem a falsa compaixão divina de jonês e companhia pergunta-se: santo Deus, perdemos o juízo por completo !
4 – Não falta dinheiro das autarquias para o apoio a ida a veterinários para animais de companhia das pessoas “necessitadas” (?) Estamos a falar de pessoas necessitadas SEM AQUECIMENTO para o bem-estar e comodidade do ser humano ? Pessoas necessitadas são as que encontrei, hoje, num supermercado a perguntar a uma funcionária: “tem uma massa ... (não percebi o tipo que a senhora queria), porque o meu cãozinho só come peitinhos de frango com massa ...” A senhora, sem nenhuma acrimónia, tinha um aspecto remediadíssimo, embora o aspecto exterior se revelaria, como ficou dito, ainda mais composto do que a miséria mental. E a sociedade actual continua a fomentar este tipo de miséria ? Em benefício de quem ?
5 – Não estamos, portanto, como sociedade a contribuir para uma elevação das nossas vivências, privilegiar opções humanas e de civilidade. É isto que me incomoda diariamente para além dos ruídos e sujidades que os animais provocam sobretudo pela incivilidade dos proprietários. Em Lisboa, semana sim, semana não, temos mais burgessos – nacionais e estrangeiros – com cães, a ladrar a qualquer hora do dia e da noite. A falta de educação dos proprietários revela-se pela postura inadequada dos seus animais domésticos. Deviam é ter comprado um monte no Alentejo, porque não nos incomodavam pela sua falta de civilidade.
Sempre tive animais domésticos, em criança, cães e gatos, mas numa casa com quintal e enquadrado num quadro mental e educacional para cuidar deles SEM incomodar a vizinhança. Na certeza, porém, que cada um ficava no seu lugar. PRIMEIRO o pai e a mãe, a restante família e, DEPOIS, o resto do carinho para os animaizinhos, bem comportados e educadinhos como se exigia e se fazia em primeiro lugar aos meninos !
Bons tempos em que a hierarquia ainda trazia benefício de sossego de alma: cuidar dos vivos e domar os animais!
Post de HMJ
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
As palavras do dia (45)
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
As palavras do dia (42)
Entre o pivot-clown, o jornalismo obeso e a mesmice, António Guerreiro define bem o miserabilismo mediático, populista e saloio dos nossos dias. Mas ganha-se em ler toda esta crónica ( A mentira no pequeno ecrã) na revista ípsilon do jornal Público de hoje.
domingo, 15 de novembro de 2020
Citações CDXLVIII
Preparem-se, porque a citação é longa, ao contrário do que é habitual. E tem como autora uma dissonante ou dissidente (ou demitida?) ex-colaboradora das bem pensâncias directoriais do Expresso, que já tinham posto a andar António Guerreiro por não fazer as delícias tranquilas do leitor-médio do excelso e pio semanário do regime. Aí vai, então, na voz livre de Ana Cristina Leonardo (1959) e da sua crónica na ípsilon, do jornal Público (13/11/2020):
"...Por cá, neste «ano introspectivo» - seja lá o que isso for que a expressão não é minha - as editoras continuam a publicar e muito, apesar da suspeita de que, nesse muito, o que não faltarão são os «cagalhões líricos que por aí andam, passeiam e triunfam» de que falava em tempos um editor infelizmente desaparecido, Vitor Silva Tavares. Auschwitz, por exemplo, mantém-se em alta não só como tema, mas também nos títulos.
Ele há fotógrafos de Auschwitz, tatuadores de Auschwitz, mágicos de Auschwitz, gémeas de Auschwitz, farmacêuticos de Auschwitz, bibliotecárias de Auschwitz, violinos de Auchwitz, bebés de Auschwitz..."
Nota pessoal: nunca será demais falar deste oportunismo nojento e chulo de algumas editoras e autores mercenários. Eu próprio já aqui o tinha feito em 14/10/2020 (Ideias Fixas 59).