Mostrar mensagens com a etiqueta António Guerreiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta António Guerreiro. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 3 de abril de 2026

As palavras do dia (57)


Em aditamento, externo, ao poste Desabafo (106), de 30 de Março de 2026, sobre o mesmo assunto, e texto do cronista António Guerreiro, na ípsilon, do jornal Público de hoje.

 

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

As palavras do dia (61)

 

Não há nada como um bom luto, concorrido. Do antigamente, se fala dos funerais de Junqueiro e João de Deus: eram poetas e o povo juntou-se na homenagem e aos magotes. Mais recentes e frequentadas, as homenagens a Amália, Cunhal e Eusébio, que também compreendo. Agora, quanto a Balsemão, estou como António Guerreiro que estranhou (ler a crónica do Público) a enorme expressão de pesar das carpideiras e dos jornalistas viúvos...

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Civilização e barbárie, o seu a seu dono

 

A coluna semanal de António Guerreiro na ípsilon do jornal Público contém sempre, ao fundo, uma espécie de P. S., em que o cronista comenta um dito anterior de um publicista; este último, de Miguel Sousa Tavares.
Esqueceram-se ambos, provavelmente, de referir que o tema já tinha sido abordado, de forma competente e mais aprofundada, aqui há alguns anos atrás, pelo ensaísta George Steiner (1929-2020).

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Miscelânea (11)


Aqui há uns bons anos, um jornal inglês de esquerda, perguntava na capa, com a imagem de Gerhard Schröder (1944), pouco antes de eleições germânicas, se o leitor era capaz de comprar um carro em segunda mão a este alemão. O dito ex-chanceler ganha, hoje, a vida na Gazprom, e muito bem.
Eu creio que, nessa altura, os reclames apresentavam ainda para bom exemplo indivíduos compostos, às vezes de gravata e fato, sérios, limpos e bonitos. Hoje o paradigma mudou radicalmente de estilo. Quanto mais sujo, descomposto e feio, melhor.



É certo que eu tenho grandes dúvidas que os jovens comprem o jornal Público, pelas capas, habitualmente inestéticas, do suplemento ípsilon, mas os directores devem achar que sim, para persistirem no método, de forma teimosa, para não dizer: autista. Pela minha parte, devo confessar que, do anexo hebdomadário, leio apenas, normalmente, a antepenúltima e penúltima página com os artigos de António Guerreiro e Ana Cristina Leonardo. O resto parece-me palha quase sempre, e da pior.

sexta-feira, 31 de março de 2023

Divagações 186



A ípsilon, que já foi um dos suplementos preferidos do meu jornal (já nem é), terá sido objecto, nas palavras do director do diário (ípsilon, tempos de mudança), de alterações (?). Não dei por muito, apenas os articulistas António Guerreiro e Ana Cristina Leonardo passaram das últimas para as primeiras páginas (2 e 3) do referido suplemento. Ou seja, e como se dizia antigamente: vira o disco e toca o mesmo...

Achei porém curiosa a citação que a cronista ACL, e a propósito do cepticismo e distanciamento da idade, refere de uma frase conhecida e realista do realizador, norte-americano de origem polaca, Billy Wilder (1906-2002) que eu não resisto a citar no original: They say Wilder is out of touch with his times. Frankly, I regard it as a compliment. Who the hell wants to be in touch with these times.

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Apontamento 145: "Animais e Cidadãos"

 

A revolta interior perante um completo desvario da sociedade actual, que se manifesta na ausência de princípios morais, éticos e de civilidade, procura, por vezes e durante muito tempo, como é o caso, as palavras certas para transmitir o que sentimos de profundo desagrado perante o trilho desviado pelo CAPITAL para a Humanidade.

O título do “post” encontra-se com sinal de citação em função de um artigo de António Guerreiro, no último ípsilon do Público. O autor do artigo coloca, de uma forma simples, pela prioridade da enunciação, o problema actual: primeiro os animais e depois os cidadãos. Era, exactamente, o mote que precisava para o meu texto há muito adiado, à espera de conseguir a contenção para o escrever. Mesmo assim, o rancor não tem contemplações, nem censuras, e não domina a emoção.

 


1 – As duas imagens acima espelham, para quem tenha ainda dúvida, as opções humanamente inaceitáveis de uma sociedade que se diz democrática, a saber, o direito do animal “gato” a ter uma casota, toda catita e até com quintal, financiada pelo erário público, e, por outro lado, o IGLO para seres humanos, que as sociedades MODERNAS – França, etc – inventaram para “abrigar” as pessoas que não conseguem uma habitação condigna ou foram, na maior parte dos casos, despejadas pela mercado do capital que invadiu o universo supremo do direito de cidadania, i.e. uma casa para viver.

2 – Perante o completo falhanço, do ponto de vista da humanidade e civilidade, da sociedade actual em acabar com as pessoas a viverem na rua, assistimos a estes remédios abjectos em vez de colocar as pessoas em casas desocupadas – parece que em Lisboa há 40.000 segundo a nova Vereadora – acabando com um espectáculo degradante por todo o lado nas nossas cidades.

3 – O que vemos, portanto, são casotinhas agradáveis com quintalinho para os gatinhos, IGLOS ou ruas com arranjos inqualificáveis à entrada de prédios com pessoas e seus haveres. Mesmo para uma pessoa sem a falsa compaixão divina de jonês e companhia pergunta-se: santo Deus, perdemos o juízo por completo !

4 – Não falta dinheiro das autarquias para o apoio a ida a veterinários para animais de companhia das pessoas “necessitadas” (?) Estamos a falar de pessoas necessitadas SEM AQUECIMENTO para o bem-estar e comodidade do ser humano ? Pessoas necessitadas são as que encontrei, hoje, num supermercado a perguntar a uma funcionária: “tem uma massa ... (não percebi o tipo que a senhora queria), porque o meu cãozinho só come peitinhos de frango com massa ...” A senhora, sem nenhuma acrimónia, tinha um aspecto remediadíssimo, embora o aspecto exterior se revelaria, como ficou dito, ainda mais composto do que a miséria mental. E a sociedade actual continua a fomentar este tipo de miséria ? Em benefício de quem ?

5 – Não estamos, portanto, como sociedade a contribuir para uma elevação das nossas vivências, privilegiar opções humanas e de civilidade. É isto que me incomoda diariamente para além dos ruídos e sujidades que os animais provocam sobretudo pela incivilidade dos proprietários. Em Lisboa, semana sim, semana não, temos mais burgessos – nacionais e estrangeiros – com cães, a ladrar a qualquer hora do dia e da noite. A falta de educação dos proprietários revela-se pela postura inadequada dos seus animais domésticos. Deviam é ter comprado um monte no Alentejo, porque não nos incomodavam pela sua falta de civilidade.

Sempre tive animais domésticos, em criança, cães e gatos, mas numa casa com quintal e enquadrado num quadro mental e educacional para cuidar deles SEM incomodar a vizinhança. Na certeza, porém, que cada um ficava no seu lugar. PRIMEIRO o pai e a mãe, a restante família e, DEPOIS, o resto do carinho para os animaizinhos, bem comportados e educadinhos como se exigia e se fazia em primeiro lugar aos meninos !

Bons tempos em que a hierarquia ainda trazia benefício de sossego de alma: cuidar dos vivos e domar os animais!

Post de HMJ

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

As palavras do dia (45)



Entre a pesporrência provinciana da citação d'el bimbo, em baixo, e o início da crónica de António Guerreiro, em cima, vai a distância entre a mediocridade demagógica e a reflexão esclarecida. 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

As palavras do dia (42)

 


Entre o pivot-clown, o jornalismo obeso e a mesmice, António Guerreiro define bem o miserabilismo mediático, populista e saloio dos nossos dias. Mas ganha-se em ler toda esta crónica ( A mentira no pequeno ecrã) na revista ípsilon do jornal Público de hoje.

domingo, 15 de novembro de 2020

Citações CDXLVIII

Preparem-se, porque a citação é longa, ao contrário do que é habitual. E tem como autora uma dissonante ou dissidente (ou demitida?) ex-colaboradora das bem pensâncias directoriais do Expresso, que já tinham posto a andar António Guerreiro por não fazer as delícias tranquilas do leitor-médio do excelso e pio semanário do regime. Aí vai, então, na voz livre de Ana Cristina Leonardo (1959) e da sua crónica na ípsilon, do jornal Público (13/11/2020):

"...Por cá, neste «ano introspectivo» - seja lá o que isso for que a expressão não é minha - as editoras continuam a publicar e muito, apesar da suspeita de que, nesse muito, o que não faltarão são os «cagalhões líricos que por aí andam, passeiam e triunfam» de que falava em tempos um editor infelizmente desaparecido, Vitor Silva Tavares. Auschwitz, por exemplo, mantém-se em alta não só como tema, mas também nos títulos.

Ele há fotógrafos de Auschwitz, tatuadores de Auschwitz, mágicos de Auschwitz, gémeas de Auschwitz, farmacêuticos de Auschwitz, bibliotecárias de Auschwitz, violinos de Auchwitz, bebés de Auschwitz..."


Nota pessoal: nunca será demais falar deste oportunismo nojento e chulo de algumas editoras e autores mercenários. Eu próprio já aqui o tinha feito em 14/10/2020 (Ideias Fixas 59). 

sexta-feira, 24 de abril de 2020

As palavras do dia (39)


Se há coisas que proliferam, por aí, são os equívocos sobre poesia. Confunde-se e mete-se, normalmente no mesmo saco, a grande Poesia com a pequena, as quadras populares e os versinhos que as crianças fazem na escola e, às vezes, continuam a fazer na vida adulta... E, depois, ainda há os poetastros, de ambos os sexos, que vão publicando edições de autor e poluindo a net com blogues de pretensa e pretensiosa, luxuriante poesia. A que se juntam as arreitadas comentadeiras efusivas batendo palmas histéricas, verdadeiras santanetes desmioladas sem o mínimo de sentido crítico, capaz. É um fartar, vilanagem!...
Ora, hoje, António Guerreiro, na ípsilon, com a ajuda competente de Paul Valéry, põe o dedo na ferida, a propósito de um poetastro, que por sorte (dele) também é eurodeputado, que resolveu fazer umas rimas indigentes, apesar do motivo merecer outra sorte e  dignidade literária...

sexta-feira, 10 de abril de 2020

As palavras do dia (38)


Nota: o pequeno excerto não dispensa a leitura cabal da crónica de António Guerreiro no jornal de hoje.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

As palavras do dia (36)


Estou à vontade, até porque já falo dos malefícios do turismo intensivo há muito tempo. Quando, na altura, alguns me consideraram uma espécie de velho do Restelo xenófobo, que não era nem sou.
Agora, já quase todos rosnam contra eles, até o mec, repimpado em Colares, lhes dedicou uma crónica raivosa, há dias no Público, esconjurando estes turistas low cost que fazem perder a alma das cidades.
Mas o que mais me preocupa é que, se os edis de Barcelona ou de Bruges vão tomando medidas restritivas contra estas hordas chungas, o Medina lisboeta parece continuar a sorrir para elas, alarvemente, sem nada fazer. Depois, que não se queixe se perder as eleições, como merece...
Entretanto, leia-se acima o texto de António Guerreiro, na ípsilon do jornal Público de hoje, que põe o dedo nesta nossa ferida que vai alastrando como peste dos nossos dias.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

As palavras do dia (35)


Vale a pena ler na íntegra esta crónica de António Guerreiro, na ípsilon, do jornal Público, de hoje.
E, depois, perguntarmo-nos, criticamente e caso a caso, da bondade de muitas fundações que por aí proliferam, sob a máscara da generosidade humana dos seus criadores...

sexta-feira, 1 de março de 2019

Do mau gosto, como corrente editorial maioritária e dominante


Já por aqui me tenho feito eco das capas indigentes que as editoras portuguesas produzem para os livros que publicam. Basta parar em frente da montra da Bertrand, ao Chiado, para ver a feira de horrores de capas e capas. Já não bastava, para pouparem, as editoras terem dispensado os revisores competentes. Livros há, que são um amontoado de gralhas...
O uso aleatório de bancos de imagens, normalmente fotográficos, utilizados nas capas, revela um mau gosto estético generalizado, por parte dos conselhos editoriais que geram estes abortos impressos.
António Guerreiro, na ípsilon do jornal Público de hoje, põe o dedo na ferida. De forma responsável e capaz. É só lê-lo, com atenção.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Do que fui lendo por aí... 25


Do jornalismo, aquilo que podemos dizer de mais óbvio é que piorou muito nos últimos anos. Assim como poderíamos afirmar o mesmo de grande parte dos seus agentes ou profissinais encartados.
O número 4 (Dezembro de 2018) da revista Electra, que tenho vindo a ler, consagra ao jornalismo, como temática principal, um bom número de páginas, com alguns interessantes artigos.
Do texto de António Guerreiro, Rezar pelo jornalismo, vou transcrever 2 excertos:

"O jornalismo editorialista, governado pelos «editocratas» (um neologismo surgido em França há alguns anos e que serviu de título a um livro colectivo), anula a função crítica do jornalismo e funciona segundo a lógica do entretenimento: promove a encenação de polémicas e debates que funcionam em circuito fechado, segundo uma tendência endogâmica, tautológica e mimética que atinge os cumes da exasperação quando há um acontecimento ou um assunto actual que polariza as atenções. Nesses momentos, impera uma lei gregária e o espaço mediático é varrido por uma onda avassaladora que cresce rapidamente, monopoliza todas as atenções, e logo desaparece."
...
"E aqui a lei da concorrência funciona sempre ao contrário: não se trata nunca de procurar caminhos novos e de proceder a novas focalizações, o que é preciso sempre é fazer o que os outros fazem ou, se possível, antecipar o que já se sabe que os outros vão fazer. Esta regra é seguida com especial rigor nas áreas culturais onde o jornalismo se acomodou à lógica das «audiências» e do «consumo cultural» que se confirmam e se alimentam a si próprios. Um círculo vicioso está assim criado, de modo a que tudo funcione para garantir que só se mostra o que já foi visto e só se produz o que já antes foi consumido."


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

As pequenas livrarias


Só quando me não resta outra alternativa é que me dirijo à FNAC ou à Bertrand, para comprar livros.
Ontem, tive o grato gosto de entrar na Livraria Escriba, na Cova da Piedade, onde num espaço exíguo, em que, por uma sábia gestão e selecção de qualidade, eu consigo encontrar, quase sempre, tudo aquilo que pretendo. É um autêntico milagre como a Livreira-dona o consegue, numa área tão pequena, arrumar o melhor do que se vai publicando em Portugal.
A única excepção, mas por culpa da distribuição, que não da Senhora, é fazer a aquisição de um livro de Luísa Costa Gomes, sobre a Caparica, que eu encomendara. E foi assim que começámos a conversa...
As editoras tratam as pequenas livrarias com sobranceria, atendem-nas em último lugar. Mas a Livreira tem isso em conta, sabe-o por experiência e não se exaspera. Sabe esperar. A seu favor, tem apenas o gosto das suas escolhas e o clube de fãs - como lhe chamou. E que são os seus clientes fiéis.
E foi assim que lá encontrei os 3 números da revista Electra, já publicados e que eu há muito procurava. A revista tem uma excelente qualidade gráfica, ao nível da Colóquio, da Gulbenkian, embora num outro patamar e conteúdos, e bons colaboradores. Como editor, António Guerreiro, que é sempre uma garantia...


sexta-feira, 28 de setembro de 2018

As palavras de hoje (34)


Apenas um pequeno extracto, mas conviria ler esta crónica de António Guerreiro, na integra, que faz parte da  ípsilon, no jornal Público de hoje. Segue a transcrição:

(...) Quem tomar atenção aos pequenos e grandes sinais, com olhar de analista, descobre facilmente que a escrita jornalística, mesmo nos jornais que gostam de se reclamar como "de referência" (algo hoje tão inexistente como o unicórnio), se inclina cada vez mais - num gesto que se vai naturalizando e tornando-se mimético - perante este ambiente, induzindo uma audiência e afastando progressivamente o público mais exigente. (...)

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

As palavras do dia (33)


A crónica de António Guerreiro, publicada hoje na ípsilon (jornal Público), deve ser lida na íntegra.
É um brilhante exercício de desmistificação do parolismo nacional, de desmontagem dos beatérios bem-pensantes do politicamente correcto, mas também uma crónica cheia de humor, e escrita com inteligência e rigor. 
Imperdível, em suma.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

As palavras do dia (32)


"... E o Google ensina-nos que a democracia digital se baseia em filtros e algoritmos que permitem deduzir a opinião da maioria e empurrar para zonas invisíveis o que é minoritário. ..."

António Guerreiro, in O monstro cibernético (jornal Público, de 24/11/2017).


Comentário pessoal: ao Poder interessa sobretudo padronizar, para melhor arrebanhar os carneirinhos.

terça-feira, 20 de junho de 2017

O grau zero do jornalismo


Há sempre quem, de forma despudorada, se aproveite da tragédia dos outros, para daí tirar dividendos ou benefício. Mostrando, num exibicionismo vergonhoso disfarçado de compaixão, as imagens da desgraça. Já nos bastavam essas moles humanas indiferenciadas e imitativas que, desde a morte de Diana, e cacofonicamente, se apressam, de tempos a tempos, a encher de campos de flores, velinhas votivas e mensagens infantis, ou "je suis charlie", os locais, as ruas e as praças dos massacres e tragédias.
Mas sempre se esperava que, ao menos os jornalistas, soubessem respeitar condignamente o luto dos outros e os corpos insepultos. Pois nem isso aconteceu, agora, com a tragédia de Pedrógão Grande. Até uma senhora - curiosamente, também ela vítima de uma infelicidade pessoal, há poucos anos - da TVI, se pavoneou, escandalosamente, em reportagem, ao lado de um cadáver. Outros jornalistas de televisão imitaram este macabro espectáculo miserável, do ponto de vista humano. Chegamos, efectivamente, ao grau zero do jornalismo.

(Chamo a atenção para a exemplar crónica de António Guerreiro, sobre este assunto, publicada no jornal Público de hoje, e intitulada: As vítimas dos incêndios e da televisão. )