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sexta-feira, 9 de junho de 2023

Contrastes



Cerca de 60 anos separam estas duas fotografias. Antes de mais, interior e exterior. De costas, um democrata observa a poluição em Nova Iorque, numa delas, e actualmente; na outra, um ditador contempla a vastidão do Atlântico, límpido, muitos anos atrás.



segunda-feira, 27 de março de 2023

Osmose 129

 

No sonho, o artista convidado era o Secretário-geral das Nações Unidas, ao vivo, e não na sua estatuária vizelense de acção de graças. Ligeiramente mais novo e elegante, também.
O local era a serra de Sintra, mas com vales mais amplos, em tonalidades que lembravam as pinturas de Caspar David Friedrich (1774-1840). Nos pequenos planaltos intermitentes, acampamentos de ciganos junto dos quais pastavam cavalos baios e brancos.
Mas eu queria era voltar a casa, não sabendo o caminho a tomar. Valeu-me uma senhora, assadeira de castanhas, que se prontificou a guiar-me por entre uns túneis esquisitos e labirínticos.
E lá deixei ficar Guterres para trás, até acordar, finalmente.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Salazar e Guterres, em casa de minha Tia


O inconsciente é como um carro sem travões, desgovernado. Anárquico, surreal, inconveniente muitas vezes, liberto de censuras. Se já o nosso filme interior, quando acordados, muitas vezes, nos compromete, que dizer do nosso mundo onírico, frequentemente libertino, despropositado e caótico?
Não é que na noite passada fui sonhar com Salazar e Guterres, tendo por cenário o terraço de uma casa, bem minha conhecida, na Av. Humberto Delgado, em Guimarães? Saudavelmente, a minha Tia tinha-se ausentado dela, talvez por questões de princípio. Ou, quem sabe?, ofendida, com a intrusão...
Entretanto, os dois Primeiros entraram para o interior da mansão, a fim de dar início ao Conselho de Ministros. A que eu, naturalmente, não tive acesso.
E acordei...


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Era uma vez...


Quando eu era pequenino e me liam, ou eu lia, histórias de fadas, habituei-me à tranquilidade do Bem sempre triunfar sobre o Mal, no fim das narrativas. E adormecia descansado. Mas depois, veio o Vincent Price, o Ed Wood, canhestro embora, Somerset Maugham, Simenon, Coetzee, o Scorcese, o Copolla e o Tarantino, o Oliveira Costa e o Salgado, que me destruiram as ilusões, quase completamente, às vezes com a complacência da própria Justiça. Representada por agentes manhosos e marotos, a maior parte das vezes, mal vestidos, ou sem gosto no trajar. Provincianos em suma, mas aparentemente impolutos na sua maneira de ser.
Porém, recentemente, alguns pequenos sinais caridosos me fizeram acreditar que os vilões (a czarina e o grão-duque, maléficos, de que falei aqui, há uns postes atrás) podem ser derrotados, e o Bem talvez possa, de novo, vir a triunfar sobre o Mal.
(Ou será que entrei definitivamente na infância da velhice, melhor dizendo, terei voltado ao princípio da ilusão inteira?)

sábado, 1 de outubro de 2016

Má língua, em oblíqua oriental


Dizia-se, à boca pequena, nos tempos altos do comunismo vicejante, que os soviéticos costumavam usar os búlgaros, para fazerem os trabalhos mais sujos. Lembram-se da pista búlgara de Ali Agca, no atentado ao papa João Paulo II?
Pois agora, é a czarina Merkel e o grão-duque Juncker que seguem o velho exemplo da nomenclatura soviética. Não há nada que me comova mais do que o respeito por uma bonita e antiga tradição!... Mas parece que também houve um peão de brega, Mário David (português? judeu? búlgaro de segunda?), que ajudou à corrida. Ou será este o mercenário do trabalho mais sujo?

sábado, 14 de maio de 2016

As paredes têm ouvidos...


Mas que pérola! E logo na primeira página do jornal Público de hoje (14/5/2016).
Não satisfeitos com a proeza, estes jornalistas de uma cana, repetiram o feito, em título de página interior...