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domingo, 7 de julho de 2024

Recomendado : cento e dois

 

A perspectiva anunciadora da manhã foi o suburbano e domingueiro apito da gaita de beiços do "compõe louças e guarda-sóis", vulgarmente conhecido por amolador, que hoje é já raríssimo e apenas  autóctone. Este, motorizado, de condição ligeiramente  melhorada, ao tempo. Para os linguados frescos, médios e bonitos, eu tinha escolhido um vinho branco, que esperava promissor: Coutada Vellha 2023, da Ravasqueira (Arraiolos), alentejano. Batatas cozidas e uma couve-flor maneirinha acompanhariam o almoço.
Do lote, principesco, enológico costavam Alvarinho, Antão Vaz e Arinto. Um trio maravilha.
Chicoespertamente, de algum tempo a esta parte há umas 3 grandes superfícies que propagandeiam descontos miríficos extraordinários em alguns dos seus produtos. Este vinho Coutada Velha comprei-o a 3,89 euros. Mas seria de 12,99, segundo o Continente. Não dá para crer: ou o Produtor (Ravasqueira) é um comerciante suicida ou o vendedor (Continente) é extremamente generoso a perder dinheiro e perdeu o sentido do negócio. (Ciclicamente, há destes milagres de Fátima, no negócio nacional...)
E aqui fica assim a minha contribuição de poste, no Dia Nacional do Vinho.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Emprego e profissões em vias de extinção


Se em pequenos e restritos núcleos de reflexão já se fala na inexorabilidade, presente e futura, da diminuição progressiva de emprego e postos de trabalho, a nível mundial, por outro lado, há profissões que vão desaparecendo ou rareando no número dos seus artífices. Nuns casos, por falta de procura (por exemplo, limpa-chaminés), noutros, porque são raros os que se querem dedicar a essa profissão (canalizadores, funileiros, carpinteiros...), talvez por a acharem pouco dignificante, do ponto de vista social. Entretanto, ainda se pode ver, sobretudo nos subúrbios, e de vez em quando, um ou outro amolador ambulante que, antigamente, ainda consertava louça rachada, com gatos de metal, e arranjava guarda-chuvas, fazendo-se anunciar através do som da sua gaita de beiços. Pergunto-me se, hoje, ainda se manda consertar guarda-sóis que, nas lojas chinesas, se podem comprar a 5 euros... E, com certeza, já ninguém mandará pôr pingos de solda, em tachos ou panelas furados. Como conseguirá subsistir um homem, numa actividade de remuneração tão medíocre e duvidosa? Não consigo imaginar. 
Dos que assam castanhas, no Inverno, sei que alguns, no Verão, se deslocam para as praias, para vender gelados. Mas também é uma pobre consolação.
Há, em tudo isto a que assistimos, um enorme desencontro. Vários becos sem saida.