Mostrar mensagens com a etiqueta Amadora. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amadora. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Da antiga Porcalhota (Amadora)


É pelos antigos, quase sempre, que nós descobrimos coisas novas para enriquecer a nossa sabedoria. Da Amadora, que fora Porcalhota até 1907, sabia eu. E não era novidade que o nome sujava o brio dos seus moradores, para lhe quererem mudar o seu topónimo para coisa mais asseada...
Mas, porquê Porcalhota?
Pois fui encontrar a explicação em Aldeia, de Aquilino Ribeiro (1885-1963), de forma muito linear, lógica e compreensiva. Aqui ficam, por isso, as palavras do Mestre:
"... Em pecuária se cifrava a primeira riqueza da aldeia. Numa parte da serra, comunal desde a pedra de arranque ao mato galego, pastava o gado lanígero, na outra os suínos. Chamava-se dar porcos ao fintão, confiá-los a tanto por cabeça a um guardão que todas as manhãs vinha, tangia a sua corna de chifre, e abalava com as varas para o monte. No século XVIII ainda se usavam tais contratos nos arredores de Lisboa; daí Porcalhota, pastagem dos ditos. ..."

domingo, 13 de março de 2016

Divagações 109


Não há nada como arrumar os sonhos, para começar o dia por inteiro. Ora, às vezes, é bem difícil...
Imagine-se um capítulo em que entram, de forma quase caótica, um Mestre parado e cristalizado nos anos, que nos recomenda, veemente, um crítico já falecido; uma rua ensolarada da Amadora envolvida em sedução e tatuagens (ou seriam graffiti?), Vasco da Graça Moura armado em duelista sobre o Acordo O., um prémio pouco esclarecido sobre um poema que nem tinha começado... sobre um broto redondo de um limoeiro que se vai formando em fruto oval, pela graça de deus. Mais uma rola invisível que, paralela a mim e saltitando de árvore em árvore, arrulha incessantemente. A isto se junte o desenrolar de um pedestre que tenta chegar a Campolide.
Fico-me pelo limão, arrumo as outras bugigangas para debaixo da cama, e vou à vida. Porque hoje é domingo...

sábado, 31 de agosto de 2013

Discretear sobre patronímica, com algumas implicações governativas


Nem sempre os nomes e apelidos são felizes. Alguns são ferretes e labéus insólitos que se colam a pessoas, para toda a vida. Há quem, muito justamente, se crisme ou registe em adulto, de outro modo, para escapar a classificações injustas e infamantes, outros...habituam-se. Até dos lugares, vilas ou cidades, há quem se liberte, razoavelmente: os naturais da antiga Porcalhota, transformaram-na na asséptica Amadora, os de Punhete adoptaram o sossegado nome de Constância. Mas se, com os nomes de terras, a resolução do problema é facil, com os nomes e apelidos de família, os casos fiam mais fino.
Atente-se no apelido Futre que significa: bandalho, homem desprezível, sovina. Ou no Cristas que talvez se aplicasse bem a um, ou uma, gerente de aviário; ou até Rosalino, com as suas conotações silvestres e florais, que se poderia aplicar lindamente a um pastor de cabras ou a um jardineiro profissional... Como é que um bebé, uma inocente criança fica logo, desde tenra meninice, marcado por esta irrisão para toda a vida? É, no mínimo, uma injustiça e uma crueldade patronímica.
Além disso, há expressões populares, criadas não se sabe bem como, que desaconselham em absoluto alguns nomes, para baptismo. Lembro-me de três casos, e aqui os deixo para reflexão, a quem goste desses nomes que, sendo ditos, provocam logo sorrisos:
- Isto não é da Joana!
- Ó Barnabé, toca tangos!
- Chamar pelo Gregório.
E haverá mais, decerto...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Bibliofilia 55 : o "Agricultor Instruido..."



São sempre interessantes estes livros sobre Agricultura; mais ainda, os desta época das Luzes, em que coexistem sabedorias ancestrais, mezinhas populares e conhecimentos pré-científicos, para ajudar quem deles se servia. Este "Agricultor Instruido com as prevenc,oens(sic)...", de Fr. Theobaldo de Jesu Maria, editado em 1790, parece ser raro, e comprei-o este ano, em Lisboa, por 22,00 euros. E já o utilizei, aqui, em dois ou três postes anteriores.
Por outro lado, este título do capítulo XXII (Dos Rabos), dá que pensar... E até para concluir que a língua portuguesa foi ganhando pudicícia, e vergonha, com o tempo, substituíndo algumas palavras e nomes maliciosos, por outros mais anódinos sem resquícios de licenciosidade. Lembremos a Porcalhota que passou a chamar-se Amadora para maior dignidade dos seus habitantes. Ou Punhete, que ganhou o poético nome de Constância. Mais estes Rabos que se transformaram em Rábanos...Assim seja, portanto!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Uma minhota aculturada da Amadora


Com lembranças ao Luís Barata, do Prosimetron, que me lembrou os ditos...e também ao Miguel que mos deu a conhecer.