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quarta-feira, 9 de abril de 2014

América e Europa, por palavras de Mary McCarthy


1. A Europa é o negativo inacabado de que a América é a prova.
2. É a ausência duma classe superior estável que é responsável por uma grande parte da vulgaridade do panorama americano.
3. Para os Europeus, a vida é uma carreira; para os Americanos, é um acidente.

Mary McCarthy (1912-1989).

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Parvoíces ianques


Diariamente ou quase, há um robot ianque muito parvo, que nos visita e deixa, com frequência, um ou outro comentário mascavado, muito mal escrito, num inglês (?) de grunhos primitivos e desconchavados. Por aqui se pode ver o americano médio, rural, cavernícola e arrogantemente estúpido e convencido - é essa a sua mais legítima imagem, pese embora haver excepções, que só confirmam a regra. Porque o robot, que nos visita, terá sido programado à imagem do seu dono. Invariavelmente, e na sua imutável monotonia mecânica, dirige-se a três ou quatro postes anódinos e antigos, sempre os mesmos, comentando com disparates, reconhecíveis pela sua nulidade mental, despropositada.
Para nossa felicidade, e sem intervenção nossa, estes dislates infantis, são automaticamente postergados para o spam, como lixo ianque e inútil. Pergunto-me, às vezes, por que será que os norte-americanos (NSA, inclusa) se dedicam a estas futilidades tão pueris e paupérrimas... Não terão mais nada que fazer, na vida?

domingo, 4 de novembro de 2012

A força e o jeito


Vi ontem, creio que pela terceira vez, o filme "Shining" (1980), de Stanley Kubrick (1928-1999).  O facto de conhecer o enredo e grande parte das situações permitiu-me escapar à força da teia emotiva subjugante, à atmosfera obsessiva dos vermelhos rútilos, ao peso cúmplice e massacrante da música que atacava o mínimo silêncio de uma reflexão, às imagens excessivas, muitas vezes, desnecessárias. Mas esse distanciamente a que me pude permitir, deu-me também a oportunidade e a hipótese de apreciar, com alguma frieza, a grande qualidade dos cenários, a riqueza profissional da fotografia, a música (Bartok, entre outros) e a notável interpretação de Jack Nicholson.
E ajudou-me a perceber a diferença abissal que separa o melhor cinema americano do grande cinema europeu. A filmografia americana é, sobretudo feita de acção e ritmo acelerado, de ruído e violência, de efeitos especiais e técnica, de emoções provocadas, sobretudo. Enquanto o melhor cinema europeu se alicerça na reflexão, no Tempo medido, nas ideias, palavras e enredos com substância humanistica, não excluindo, de todo, a acção - ética, sobretudo e sempre que se justifica (nunca gratuita). Não rejeitando, sempre que seja oportuno, a visão da violência. Em suma: a força e o jeito. O excesso e a essência.
Entre Kubrick e Bergman, não tenho a menor dúvida em preferir o último.