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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A tradição já não é o que era...


É com alguma impaciência que, às vezes, mas cada vez mais raramente, ouço o cliché estafado e gasto de que, em política, já não há esquerda, nem direita - embora eu respeite as histórias de fadas.
O que hoje se passou na Assembleia da República, pode mostrar aos sonsos, aos cegos e aos daltónicos, que essa diferença existe e recomenda-se. Nessa medida, o PAN, muito provavelmente, optou pelo azul. É lá com ele e com os animaizinhos que protege, touros, inclusivé, que se enervam com o agitar do vermelho.
Porque não é apenas uma questão de cor: entre o Negrão saraivado e o Ferro moreno, respeitáveis ambos, há uma distinção essencial e, por isso, uma diferença de tomo. Felizmente, porque, na Presidência da República, a isenção do branco não tem predominado. Antes pelo contrário.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Saia um Fausto, porque isto voltou ao mesmo...


... e "Grândola", do José Afonso, já a cantaram, ontem, na AR.

sábado, 9 de junho de 2012

O outro mundo


A notícia vem no jornal Público de hoje.
E eu gostei, sobretudo, dos arrebiques com que o Diário da República pormenoriza, acerca de um concurso para o fornecimento de refeições para a Assembleia da República. Informa, aristocraticamente, que terão condições preferenciais as ementas que incluam (passo a citar): "...perdiz, lebre, pombo-torcaz, rola e similares, lombo de vitela, lombo ou lombinho de porco preto (bolota) e camarão/gamba grande (24 por Kg)."
Porque se terão esquecido de incluir javali, veado e faisão? Imperdoável, é também a ausência de caviar...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A AR, a água e o crime perfeito


O caso é singular e, embora de lana-caprina aparentemente, foi ainda ontem notícia nos jornais. Como agora todos se apressam, por excesso de zelo e para mostrar preocupação, em dar bons exemplos na poupança de gastos, um dos grupos parlamentares da Assembleia da República propôs ao hemiciclo que se passasse a usar água da torneira, no Parlamento, em vez de água engarrafada, como até ali.
A proposta foi, no entanto, chumbada pela maioria dos deputados. A fundamentação da recusa tem lógica, pelos números comparados. A água gasta, para beber, na AR, custa engarrafada 259,20 euros por mês. Se fosse usada água da torneira ficaria a custar, mensalmente, 2.730,00 euros, segundo as estimativas. Dá para acreditar?
Para mim, dá. Aqui há pouco mais de 5 anos, tive na mão um contrato de fornecimento de água para beber, engarrafada, a uma PME. O preço, por litro, não chegava a 0,10 euros, e ainda havia bónus, consoante o consumo. É uma incongruência, mas não consigo descortinar o busílis. Parece um crime perfeito...