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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Paternalismo por via administrativa


A notícia faz capa no jornal Público, de hoje.
As cafeeiras portuguesas embalam os pacotinhos com 6, 7, 8 e 9 gramas de açúcar para acompanhar a venda do café, consoante a torra, da sua marca, é mais carregada (à espanhola, como a Delta) ou mais leve (à portuguesa, como a Nicola). Pois agora a DGS, talvez porque não tem mais nada que fazer, decidiu propor ao governo uma redução para metade do açúcar nas saquetas... Exorbitou, quanto a mim, nas suas competências, por bizantinice.
Do meu ponto de vista trata-se de um paternalismo inqualificável e que revela uma visão infantilizada dos utentes. Uma autêntica ditadura administrativa sobre os consumidores de açúcar, e é por estes sinais que se vê como estes pequenos tiranetes burocráticos procuram formatar tudo à sua volta. Como se os utentes não tivessem vontade, nem cabeça ou tino. Ou não pudessem pedir 2 saquetas, no futuro, em vez de uma. Arre!, que são burras e pernósticas estas directorias-gerais.


Em post-scriptum e para desanuviar, aqui fica mais um pacotinho de açúcar, com a lenda de Coimbra (2/20), da série do Café Chave d'Ouro.

sábado, 26 de maio de 2012

Açúcar


Começa a canção de Chico Buarque, assim:

Com açúcar, com afecto fiz seu doce predilecto
p'ra você parar em casa, qual quê...

Mas nem tudo são rosas e doçura na história da cana sacarina e do açúcar, planta autóctone da Nova Guiné, que se foi espalhando pelo mundo, sobretudo, a partir do séc. XVI: Madeira, Brasil, Barbados, Cuba...
Domesticada pelos espanhóis, cultivada em larga escala pelos portugueses (o açúcar produzido na ilha da Madeira e enviado para a Flandres era pago, parcialmente, por pintura flamenga...), plantada pelos ingleses nas Índias Ocidentais (Jamaica, Barbados) e produzido o açúcar através de tecnologia holandesa, a cana sacarina foi também responsável, indirectamente, por enormes levas de escravos africanos, para trabalharem no Novo Mundo.
Reverso da medalha: pela sua excessiva utilização nos alimentos, em grande parte dos países ricos, hoje, um em cada quatro dos seus habitantes é considerado obeso, clinicamente.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Uma louvável iniciativa (5)



Parece que a ideia de ilustrar os pacotinhos de açúcar vai fazendo carreira, e não deixa de ser interessante. Muito embora estes, que hoje se mostram, tenham um grafismo muito tosco. E as próprias explicações, no verso, sobretudo sobre os azulejos, sejam de grande pobreza cultural, apesar do tema justificar um texto mais desenvolvido do que as banalidades que lá surgem e que toda a gente sabe. É pena...