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terça-feira, 1 de abril de 2025

Megalomanias ianques


Não bastava o Canal do Panamá e a Gronelândia, agora a cobiça paranóica dos americanos estendeu-se até ao aeroporto das Lajes e, por acréscimo à ilha da Terceira (Açores), de que os trumpes consideram necessário tomar posse, por uma questão de "espaço vital"...
Só nos faltava mais esta! 

domingo, 1 de dezembro de 2024

Filatelia CXXI


 

No Dia da Filatelia, aqui ficam em imagem, os 4 selos da primeira emissão portuguesa, de 1853, bem como uma carta que circulou de Elvas para Lisboa, em 1854. O selo de 50 réis de D. Maria II ostenta o carimbo numérico (48) de Angra (Açores). O selo de 100 réis é uma reimpressão de 1863, com goma.    

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Mercearias Finas 200

 

De nome, o Veja confunde, mas também há quem lhe chame Bodião, erradamente. Do ponto de vista científico dá pela sigla de Sparisoma Cretense, e é um peixe muito popular nos Açores. De escama bem grossa, foi mais uma nova experiência recente, à mesa cá de casa.
Lasca sólida, de cor quase translúcida, bom sabor que lembra camarões de que ele gosta, apenas as espinhas são um pouco traiçoeiras, e há que ter atenção a elas. Ao que parece dá boas caldeiradas, mas HMJ preferiu assá-lo e acompanhá-lo com um esparregado bem verdinho.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Interlúdio 76 (Açoriano)



Ora tentem traduzir!...


Agradecimentos cordiais a C. S..

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Em louvor das Pérolas...


... islenhas, tal como as Guantanameras, cubanas, que me são referência. Só que as Pérolas são nacionais, açorianas, e nada ficam a dever às caribenhas e castristas, na autenticidade. Além de serem mais baratas.
(Afectuosas lembranças a quem mas trouxe, hoje, da Casa dos Açores, na baixa lisboeta, da rua de S. Julião.)
E já vão duas...

sábado, 1 de abril de 2017

Conjunturas


Apesar dos esforços e campanha movida por Daniel da Ponte (1978) e Devin Nunes (1973), ambos senadores de origem familiar açoreana, a Administração norte-americana recusou-se, terminantemente, a excluir os Açores da lista dos 4 novos países, cujos cidadãos estarão interditados, a partir de amanhã, de viajar para os E. U. A., ou aí permanecer.
E tudo isto porque a família presidencial terá recebido um postal armadilhado em cujo verso apareciam imagens de um traje antigo da ilha de S. Miguel (Açores), que o Presidente norte-americano interpretou como sendo de burcas muçulmanas.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

domingo, 24 de abril de 2016

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Curiosidades 46


Alijar responsabilidades, ou deslocalizar para outras paragens o pecado original do nascimento, parece ter sido, sempre, uma preocupação humana.
Se, por cá, para calar a curiosidade infantil, era hábito dizer-se que os bebés vinham de Paris, no bico das cegonhas, em França efabulava-se que as criancinhas nasciam das couves de Bruxelas...
E a imaginação não se ficava por aqui. Diz-nos José Machado de Serpa (1864-1945), na sua obra A Fala das nossas gentes (Signo, s/d) que os açorianos, de maneira geral, costumam referir: "Veio do Corvo numa cestinha". Enquanto os faialenses preferem dizer que o bebé "veio do Pico, num açafatinho."

com agradecimentos a A. de A. M..

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Quadra popular (ingénua) açoreana


Que as baleias não são peixe,
como as abróteas, taínhas,
pergunta aos sábios porquê?
Porque todas têm maminhas.

sábado, 12 de abril de 2014

Afinal, havia outro...


E eu a pensar que já tinha completado a colecção de pacotinhos de açúcar, da Sidul, quando vejo este, dos Açores, na mesa, ao lado do café que me serviram...
No verso, vem a história sucinta do cultivo do chá, na ilha de S. Miguel (Gorreana, de nome e marca), nas variedades de preto e verde, e que, aqui, já foi objecto de um poste: Produtos Nacionais 7 (a 1/5/2012).
O facto abalou-me a confiança e a certeza: será que ainda há mais, além dos 13 que postei?

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Adagiário CLXXIII : Açoriano


Porco da Praia*, boi do Cardeal, homem de Santana, terra que dá caminho e menina que está à janela, o Diabo pegue nela.

* refere-se à cidade de Praia da Vitória (Açores).

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Uma rapidinha açoreana, para ter bons sonhos esta noite

Com vivos agradecimentos a ms.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Insularidade


Entre insularidade, periferia e marginalidade há, evidentemente, diferenças etimológicas e filosóficas de tomo. E a considerar e aduzir, com precaução, minúcia e justo equilíbrio.
Em relação à Madeira e aos Açores costuma falar-se de: os custos da insularidade. No meio disto, hoje, o ex-banqueiro Jardim Gonçalves quebrou o seu silêncio opusdeusiano e deu uma entrevista a um jornal continental.
Inesperadamente, dei-me conta, através de uma associação intima, de ligar três nomes de notáveis mediáticos: Alberto João Jardim, Joe Berardo e Jardim Gonçalves, todos ilhéus e madeirenses, ainda vivos.
Valha-nos S. Herberto Helder! E, quanto aos Açores, o Santo Antero ou Nemésio. Viva a poesia! (Insular). 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Produtos Nacionais 7 : Chá



É sabido de muitos que o chá, bem como a geleia de laranja, foram introduzidos na corte inglesa pela filha de D. João IV, Catarina de Bragança (1638-1705), que casou com Carlos II, e foi a única portuguesa que reinou na Grã-Bretanha. Contribuiu, assim, para amenizar um pouco a sensaboria da gastronomia britânica e deu início ao tradicional five o'clock tea. O que nem todos saberão é que somos o único país europeu a produzir chá. Mais concretamente, na ilha de S. Miguel, dos Açores, no lugar da Gorreana, concelho da Ribeira Grande.
É bastante provável que o chá açoreano tenha sido produzido já no séc. XVII, mas há várias datas em litígio: 1750, 1801 e 1878. Ao que parece, o primeiro envio da planta aromática para o Continente, deu-se em 1801. Mas o seu tratamento ainda não era perfeito, por isso, em 1878 vieram 2 macaenses (Lau-a-Pan e Lau-a-Teng) especialistas na matéria, para os Açores, fazer formação e aperfeiçoar os conhecimentos dos ilhéus, no cultivo da famosa planta. Aí se demoraram cerca de ano e meio.
Numa altura em que devemos, por várias razões, preferir os produtos portugueses, sobretudo quando são bons, quero sublinhar a excelência do Chá Gorreana, que se produz nos Açores: preto ou verde. Das variedades, eu prefiro o Orange Pekoe, mas todas elas são boas, sendo que esta é mais aromática. Pode comprar-se em Lisboa, nas lojas da especialidade, ou no ponto de venda de artigos açoreanos, na rua de S. Julião. É uma aposta segura, e um chá delicioso para as tardes ou noites frias de Inverno, e não só - é um produto nacional.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Produtos Nacionais 4 : Enologia Açoriana


Da enologia açoriana, sou um aprendiz ignorante. Do vinho generoso do Pico, que os czares russos importavam, talvez para lhes aquecer as noites frias do Kremlin, acho-o excessivamente seco - quase me faz sede... Embora seja quase único, na sua personalidade austera e fechada. Prefiro o Tokay ou o Carcavelos, que me lembram "primos" afastados.
E, até há pouco tempo, dos Açores e para acompanhar viandas, só tinha bebido um Lajido, branco, num restaurante de comida islenha, ali para as bandas da Cidade Universitária, há uns bons 10 anos. O vinho açoreano acompanhou, razoavelmente, um bife de espadarte, mas não me deixou saudades.
Mas, na semana passada, fui ao Espaço Açores, na Baixa (Rua de S. Julião). O pequeno supermercado é uma babel de sabores e tentações, com atendimento muito atento e simpático. Há de tudo: da carne (açoreana) às conservas, das compotas de ananás aos vinhos e aguardentes, do artesanato bonito às guloseimas requintadas, e ao fumeiro saboroso.
Dos vinhos, arrisquei dois. Já provei um deles que, não sendo barato (cerca de 7,50 euros), era muitíssimo bom e que foi uma agradável surpresa: Frei Gigante, branco, de 2010. Picaroto, é feito das castas Arinto, Verdelho e Terrantez - esta última, rara, e que também há, escassamente, na ilha da Madeira. O vinho açoreano, com 13º, é muito harmonioso na sua secura equilibrada. Fez-se companheiro dedicado, e à altura, de umas Vieiras recheadas, à maneira, e deliciosas. E aguentou-se lindamente com uma mousse de chocolate preto, quase sólida. Aí, aprimorou. O picaroto Frei Gigante, branco, até parece que se encheu de brios, para nos deixar saudades. Despertou o melhor dos seus aromas balsâmicos, de vulcão adormecido. É um vinho incomparável - qualquer dia lá volto.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mercearias Finas 47 : marcas antigas, saudades novas


Na profusão imensa de novas marcas, rótulos criativos, outros menos, novos sabores, é raro depararmo-nos com ressurreições. Quero eu dizer, vinhos de patente e com pergaminhos velhos, desaparecidos, que tivessem regressado ao mercado. Não serão muitas as marcas de vinhos que tenham permananecido "no activo", de há 50 anos, até hoje. Tirante alguns vinhos verdes, o emblemático Barca Velha, o Evel duriense, os restantes que permaneceram, mudaram de rotulagem e, às vezes, de formato da garrafa: o Gatão, por exemplo. Somem-se também o Serradayres, alguns Bairrada, o Grão-Vasco, e pouco mais.
Ora, nos idos de 60/70, na confrangedora pobreza e exiguidade em brancos de qualidade da altura, o branco Pérola, da Soc. de Vinhos Borges, marcava alguma diferença, em excelência. Era um bom branco, seco, do Douro. E ainda melhor, na sua versão (tipo "Garrafeira") mais rara, o: Pérola de Frasqueira, com rótulo rectangular e muito sóbrio, na sua estética de bom gosto e dignidade. Lembro-me que um Frasqueira, nos anos finais de 70, acompanhou, excelentemente, num jantar com visitas, um robalo (do Atlântico noroeste) assado. Mas, a partir dos anos 80, nunca mais vi o Pérola à venda. Quase o esqueci.
Para minha surpresa, num supermercado modesto mas com escolhida garrafeira, há dias, inesperadamente, dei com o branco Pérola com novo rótulo (muito infeliz esteticamente, como se pode ver pela imagem). O preço era convidativo: 2,40 euros. E resolvi comprar e ver. Acompanhou bem um frugal jantar de carnes frias e, melhor ainda, uma rodela de ananás dos Açores. O novo rótulo do vinho é que é uma vergonha, teria sido melhor manter o design nobre e antigo que tinha. O vinho branco Pérola merece mais.

sábado, 21 de maio de 2011

Por acaso, a Roménia


Será, no mínimo, curioso que nesta pequena banqueta adjunta ao rebordo da varanda a leste, tendo por cenário alto um azul pálido de fim de dia, eu tenha reunido objectos de leitura que se relacionam, ambos, com a Roménia. Por dois bons motivos, por razões amigas, por questões de gosto. Vou ser concreto: por informação bloguista de MR comprei, hoje, "Le Magazine Littéraire" dedicado, maioritariamente, a E. M. Cioran; por oferta amiga de H. N. junta-se, na banqueta, o volume "Dieu est né en exil" de Vintila Horia. Cioran sempre foi, para mim, estimulante, e o livro de Horia fala de Ovídio que, exilado, veio a morrer na Roménia.
Um pássaro estranho pia, lúgubre e repetitivo, algures, mas não sei dizer o seu nome, o silêncio (futebol na tv?) em volta é quase absoluto, e o rosto de Cioran, triste ou angustiado, na capa da revista francesa, não é suficiente para me sobressaltar. É um começo de noite de Maio, ameno. Pese embora o desconforto dos dias que hão-de vir, domina uma calma plenitude, uma aceitação física do futuro, talvez irracional, e as "saudades da terra" de que fala Gaspar Frutuoso - ainda que em relação aos Açores.
Alguém, fronteiro, se debruça na janela, para fumar um cigarro... Há, na vida, momentos de equilíbrio, minutos de harmonia. Pode ser como hoje, já depois das nove, quando a noite cai. A lua parece que se recusa a nascer, ou eu a vê-la. Mas julgo que será minguante e cada vez mais pequena, no horizonte.
Encerrar o capítulo (que está frio): voltar para dentro. 

sábado, 30 de abril de 2011

Bibliofilia 46 : "A Ceia dos Cardeais" de Júlio Dantas





Este terá sido, creio, o terceiro livro que comprei, com intuitos bibliófilos. E foi em Coimbra, improvável cidade (por incrível que pareça), no início dos anos 60 (1962?, 63?), onde eram inexistentes, praticamente, os alfarrabistas. Na Rua da Sofia, baixa conimbricense, havia uma loja empoeirada que vendia móveis usados que eu, de longe a longe, frequentava; por vezes, apareciam também, em cima desses móveis velhos alguns livros e revistas antigos. Foi lá que comprei a 1ª edição (Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 5 Largo de Camões 6, no ano de 1902) de "A Ceia dos Cardeais", de Júlio Dantas, que, em 1962, já contava 48 edições em língua portuguesa. Afora as mais de 50, em traduções estrangeiras impressas. A pequena peça de teatro de Júlio Dantas, estreada em Março (24?, 28?) de 1902, no então Teatro Dª Amélia (hoje, S. Luís), fora um sucesso. E as edições e representações sucederam-se, frequentes, no tempo. Por isso, e como o livro foi barato (Esc. 2$50), a compra da obra encheu-me de contentamento. O volumezinho (36 pags.) pertenceu, antes, a uma senhora açoreana que lhe inscreveu a marca de posse (Emilia da Camara Leite) e que o terá adquirido na (Livraria?) Teves Adam, de Ponta Delgada. Pessoa amiga, que recordo com saudade, ofereceu-me a encadernação com ferros a ouro, e ligeiro restauro, em finais dos anos 70 do séc. passado.