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quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Eugénio, 99



Eugénio de Andrade (1923-2005) faria hoje 99 anos. O poema em imagem, publicado em A Phala nº 14, Abril/Maio/Junho 1989, creio que se encontra inédito em livro. Julgo que Eugénio de Andrade não terá tido oportunidade de o juntar a outros epitáfios, ou então não lhe terá achado qualidade bastante para o incluir num livro posterior. Aqui fica registado para lembrar o Poeta, no dia que seria do seu aniversário.

Nota: na perspectiva de melhorar a legibilidade do poema, aqui se reproduzem os versos:

Escrito no chão
(M.: in memoriam)

Chamo por ti, digo o teu nome
tropeçando sílaba 
a sílaba, repito com infinita
doçura o corpo inteiro do teu nome
para que voltes com a lua
cheia, ou com o sol de março:
tão necessário
à boca como o pão de cada dia;
chamo por ti e não respondes -
o rigor do frio, a sua teia branca,
por única companhia.

                                         Março, 1989

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Memória 139



É a lei do mais forte. E assim como o tubarão engole imensos peixes miúdos, também hoje as grandes editoras vão engolindo outras mais pequenas. Perderam-se deste modo editoras com personalidade própria (outras, é certo, que ainda mais minúsculas, vão surgindo...), com requisitos e tendências de qualidade especiais. A  Assírio & Alvim era uma delas, mas foi engolida pela Porto Editora. Talvez tudo tenha começado com a transferência espectacular (a exemplo dos futebolistas) de Herberto Helder para esta empresa portuense, ainda em vida... 
(Já agora, alguém ouviu falar no Poeta, ultimamente?)
A Assírio & Alvim publicava até um curioso encarte (A Phala) bissexto (grátis?) de que, aqui e em imagem, reproduzimos o nº 11. Que, por coincidência, abre com o poeta madeirense que ainda publicava em Lisboa, nessa altura, os seus livros.

para H. N. agradecendo a amiga remessa.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Lembrete 75


É o centenário. Passam hoje, exactamente, cem anos que nasceu o escritor Ruben A. (1920-1975).