Inspirada numa afirmação certeira
de A. Guerreiro, recordando-nos que é “do otium
que nascem as artes, as letras e as ciências”, acrescentaria também o silêncio.
Se “o otium, como tempo de liberdade,” propicia o encontro com o outro,
tanto na sua versão textual como noutra forma artística, o silêncio acrescenta,
a esse supremo bem do ócio, a condição indispensável para centrar a atenção na
essência – na nossa e na alheia.
Para bom entendedor, bastariam
estas duas categorias para uma formação humana essencial.
Libertavam-se as criaturas dos
ruídos alheios à leitura e ao pensamento e, sobretudo, terminava o rodopio das
actividades permanentes com que a indústria do lazer planeia e preenche os dias
desde tenra idade.
Post de HMJ