Deparei-me, há dias, com um bilhete de entrada, do início dos anos 60, para o Museu Alberto Sampaio, em Guimarães. Custou-me Esc. 2$50, não havendo ainda nessa altura desconto para estudantes. Era este de algum modo o preço da cultura. Um jornal custava Esc. 1$00 e eu conseguia beber um café por $70. Poderiam fazer-se, nesta perspectiva, algumas comparações equivalentes com os dias de hoje.
Pouco tempo depois, tive acesso a uma lista de preços de entrada para alguns dos mais importantes museus mundiais, de que dou conta, em valores crescentes:
- Museu do Prado, Madrid, 15 euros.
- Museu do Louvre, Paris, 17 euros.
- Uffizi, Florença, 19 euros.
- Rijksmuseum, Holanda, 22,50 euros.
- MOMA, Nova Iorque, 25 dólares (ca. 23 euros).
Os nossos museus nacionais têm preços comedidos: o de Soares dos Reis (Porto) leva 5 euros pela entrada e o MNAA (Lisboa): 8 euros.
Encontrei ainda, nessa lista de preços, uma singularidade aberrante no novo Museu do Cairo. Cobra pela entrada cerca de 4,50 euros aos egípcios, mas leva aos estrangeiros 30 euros pelo acesso!
E ainda há quem fale em desigualdades e racismo ou xenofobia...