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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Osmose 102


Tenho para mim, de forma empírica e nada científica, que a pintura abstracta começa a aparecer com o desenvolvimento da psicologia e a crescente importância da psicanálise. Até aí, a expressão figurativa permitia, seguramente, denunciar estados de espírito bem definidos. Mas que dizer de estados de alma indistintos, vagos, difíceis de se exprimirem? Porque, de algum modo, qualquer observador perante uma tela abstracta procura sinais, ainda que pouco concretos, que lhe permitam descriptar e interpretar o sentido do quadro.



Com frequência, o meu olhar se cruza, muitas vezes, com uma inapropriada caderneta de cromos, com mais de 60 anos, que amigas mais velhas me foram preenchendo com bonecos que vinham em pequenas tabletes de chocolate. Quando esse caderno de significados/caderneta estava completo as meninas Coelho (de seu apelido) ofereceram-mo, para meu gáudio e grande alegria infantil.
E, quando o meu olhar, agora, se fixa nessa antiquíssima e tosca caderneta, vem-me à memória, distintamente, a primitiva e original sensação de alegria. Que não saberei identificar melhor ou descrever em pormenor.


Tão vaga e pura como a que, às vezes, experimento perante uma pintura abstracta.
Porque as palavras também nem sempre conseguem circunscrever a alma, nem o tempo e a memória.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Miscelânea infantil


Cumpra-se, então, o Dia da Criança (que todos, um dia, fomos), também por aqui, no Arpose.
Da primeira colecção de cromos, que tive, oriundos de pequeníssimas pastas de chocolate, até uma das iniciais colecções de livros infantis (Série Joaninha, Liv. Clássica Editora), que li - aqui ficam testemunhos parcelares em imagens.
Dessas efémeras, infantis ocupações lúdicas, faltam, por perdidos no tempo, uns rabiscos que eu fazia, recorrentemente, tentando representar uma ilha. Que não era a do Tesouro, de R. L. Stevenson, que só vim a conhecer e ler mais tarde. Mas que tinha personificados alguns camponeses e guerreiros, em manobras, um castelo, árvores, um porto, barcos e algumas casas rudimentares...

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Cromos : os bons portugueses


Três vezes por semana (sexta, sábado e domingo), no meu jornal diário, tenho a oportunidade de me cruzar com os dois casos típicos e extremos do bom português. Um, que é representante do nacional porreirismo, mas fala quase sempre de casos estrangeiros ou então da sua aldeia e arredores (Colares); o outro é o protótipo do nacional pessimismo, debita amarguras como quem chora. Pena não se poder arranjar uma barriga de aluguer, para cruzar estes dois espécimes. Talvez, nove meses depois, viesse um português perfeito: sólido, lúcido, equilibrado.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Para MR, glosando JAD


Bom dia, MR!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Para MR


Os arautos juvenis, por mar, terra e ar, enviam os parabéns, anunciando este vídeo com o par perfeito...
Feliz aniversário, MR!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Cromos de outros tempos


De entre a Fábrica de Chocolates La Española e a congénere Imperial, ambas portuenses, provinham estes pequenos cromos, dos anos 40 (?), que embelezavam e tornavam mais apetecíveis, para a miudagem, as pequenas tabletes de chocolate. Havia cromos de várias temáticas (gatos, militares, costumes portugueses...) e, embora ingénuas, as figuras têm graça e candura.
Hoje, tudo é mais sofisticado e, aparentemente, mais perfeito ou bonitinho...

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Uma caderneta de cromos cinquentenária


Esta pequena caderneta artesanal, feita sobre um Caderno de Significados, está parcialmente preenchida por cromos de fina cartolina, policromados e de fino desenho. Os cromos vinham em pequenas tabletes de chocolate. E a colecção, meia-iniciada, foi-me oferecida por amigas mais velhas. Eu limitei-me a continuá-la.
Os cromos são, seguramente, dos anos 40 e 50 do século passado.

para MR, e em geminação.

sexta-feira, 2 de março de 2012

A insustentável leveza dos seres


É sazonal e cíclico, mas certo e constante. Mal começam as aulas, e com particular incidência na altura e época dos testes escolares ou das ilustremente chamadas "áreas-projecto-escola", começam a intensificar-se as visitas ao poste sobre Gomes Freire d'Andrade, onde se fala, de raspão, da peça de teatro "Felizmente há luar", de Luís Sttau Monteiro. É época, também, de numerosas visitas aos postes de Vergílio Ferreira, neste Blogue. Em vez de lerem as obras, os infantes vasculham na net. E, quando observo isto, dão-me uns ataques de nostalgia.
Mas há pior, ou imagino que o seja. Há dias, da mais prestigiada Universidade portuguesa, nos rankings internacionais, veio um(a) visitante consultar por largos minutos, no Blogue, um poste de cromos sobre a História de Portugal, colecção distribuída, nos anos 50, pela Agência Portuguesa de Revistas, e que teve grande êxito no final da infância e início da adolescência da minha geração. Não é para me gabar, mas quando entrei na Universidade, já levava lida a História de Portugal, de Alexandre Herculano, e bons excertos da, dita, Edição de Barcelos. Espero que essa visita, para sossego da minha alma, não tenha vindo do Departamento de História da tal Universidade, mas fosse de um modesto Segurança de serviço para se entreter, e que tinha um computador à mão. Mas também creio que já faltou mais para que alguns blogues, que andam no espaço, comecem a entrar, nas bibliografias universitárias, substituíndo livros e obras de referência. Como dizia Milan Kundera é "A Insustentável Leveza do Ser"...
Por outro lado, gostei imenso dumas "search words" que por aqui apareceram. Diziam assim, sem ponto de interrogação: "vespa morde ou ferra". Se eu tivesse podido entrar em diálogo com a visita, ter-lhe ia dito que a vespa deve ferrar, porque tem ferrão.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cromos 25 : Bandeiras do Universo



Será este o último poste desta rubrica sobre cromos. A menos que, de algum canto obscuro e improvável, venha a surgir mais alguma caderneta de colecção esquecida -  o que, de momento, julgo praticamente impossível de acontecer.
A simbologia nacional, ou até regional, tem uma atracção muito própria, na infância e adolescência. Já George Steiner, em Errata: revisões de uma vida, fala disso, a propósito de um tio (Rudi) que lhe trouxe de Salzeburgo, como presente, quando ele era pequeno, um livrinho colorido com os brasões da cidade "e feudos circundantes". E que lhe provocou um fascínio muito especial.
Esta colecção de cromos era uma das minhas preferidas. Tenho-a completa, nos seus 128 cromos sugestivos. É dos finais dos anos 50, editada pela Agência Portuguesa de Revistas. A caderneta custava Esc. 4$00 e os últimos 30 números em falta podiam pedir-se para a APR, mediante o pagamento de Esc. 5$00.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Cromos 24 : Jogadores da Bola




Maneirinha, esta colecção de jogadores de futebol, que vinham com caramelos, tinha uma impressão dos rostos dos futebolistas mais cuidada do que as congéneres. Posta a circular pela Fábrica de Confeitarias "A Francesa", sediada na Travessa de Santo António, 3 (à Lapa), em Lisboa (telefone 660482), era composta por 154 cromos de jogadores dos 14 clubes da 1ª Divisão. A colecção que eu tenho, muito incompleta, data dos anos 50 do século passado.
Os brindes, modestos como habitualmente, eram constituídos, na sua maior parte, por bolas de borracha de 3 tamanhos, emblemas dos clubes e ió-iós. O prémio supremo era uma bola de couro, igual à que se jogava nos relvados mas, para isso, era preciso entregar a colecção completa e com o "mais ruim", raríssimo, dado que só havia 1, em cada caixa. Reza a "lenda" que esse "mais ruim" estava colado ao fundo da caixa de lata dos caramelos, para que os compradores fossem comprando sempre, esperançados que lhe saísse o cromo mais difícil. E o vendedor pudesse, assim, esgotar o produto.
Esta colecção abria com os cromos do Sporting Clube de Portugal (na imagem), passando pelo Grupo Desportivo da C. U. F., Lusitano (de Évora) Ginásio Clube, Atlético, até ao Sporting Clube da Covilhã, que nessa época pertenciam todos à chamada Divisão de Honra do futebol português. 

sábado, 26 de novembro de 2011

Cromos 23 : Maravilhas do Mundo



Produto da Agência Portuguesa de Revistas (Rua Saraiva de Carvalho, 207, em Lisboa), através da Editorial Ibis, estas "Maravilhas do Mundo", eram compostas por 2 álbuns, cada um com 125 cromos desenhados por Miguel Conde. É a primeira caderneta que se mostra, em imagem.
Os surpreendentes motivos da Natureza são o objecto desta colecção que mostra desde a Calçada dos Gigantes (Irlanda) até a Gruta Azul de Capri, passando pelo estranho "Geiser" Negro, da Nova Zelândia.
A caderneta custava Esc. 4$00 e os últimos  30 cromos poderiam ser encomendados à A. P. R., pelo preço de Esc. 5$00. A colecção de cromos creio datar de finais dos anos 50 do século passado. 

sábado, 29 de outubro de 2011

Cromos 22 : Alice no País das Maravilhas




Está muito incompleta esta colecção de "Alice no País das Maravilhas". Dos 47 cromos da caderneta, apenas 17 lugares estão preenchidos. As imagens das estampas, inspiradas no filme homónimo de Walt Disney, vinham dentro das embalagens de algumas pastas de chocolate da marca "Regina", conforme se pode ver na contracapa da caderneta, reproduzida na 2ª imagem do poste. A colecção deverá datar dos anos 60 do século passado.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Cromos 21 : Jogadores de Futebol


Até aos 11 anos, ainda acompanhei os jogos de futebol e fui sócio do clube da terra. Era o normal porque, não o fazer, era destoar da juventude da época. Mas a partir daí, comecei a ter outros interesses e preferia guardar o dinheiro da quota mensal para gastar noutras coisas. No entanto, coleccionar cromos dos jogadores de futebol que vinham nos caramelos de tostão, isso, ainda se prolongou por mais 2 ou 3 anos. Daí ter várias cadernetas da Bola, bastante antigas. Porque também havia prémios, trocas e os cromos podiam jogar-se ao "montinho" e era, às vezes, empolgante...
Esta colecção de que apresento 2 folhas em imagem deve datar de 1949 ou 1950/51. Está quase completa, mas faltam já as capas da caderneta...que o tempo levou. Creio ter sido composta por 195 cromos porque, além dos jogadores das équipas (que incluíam o Oriental, o Atlético, o Estoril Praia, imagine-se...) da 1ª divisão, vinham também reproduções do emblema e bandeira dos clubes. Fiz uma opção pelo Sporting, para incluir Gomes, Travassos e Jesus Correia; e pelo Porto, para aparecer o grandioso guarda-redes, Barrigana. Tempos que foram de dedicação à causa, e não de amor ao dinheiro... Os mercenários de hoje não têm alma, nem clube de afecto. É tudo uma questão de trocos.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cromos 20 : Esquadras de Guerra


Esta colecção de 312 cromos coloridos, da Agência Portuguesa de Revistas e Editorial Ibis, tenho-a completa, e deverá ter sido publicada no início dos anos 60 ou finais de 50 do século passado. A caderneta custava Esc. 6$00. Os cromos eram elucidativos nas características dos barcos e navios, mas também faziam um historial da navegação desde os primórdios humanos, reproduzindo barcos fenícios, romanos, até àqueles dias do séc. XX. Mas também as insígnias de comando e até os códigos de sinais marítimos. Era muito instrutiva, em suma. Mostra-se também, em imagem, a página referente a Portugal.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Cromos 19 : Álbum Artistas de Cinema



Mais uma colecção de cromos de Artistas de Cinema dos anos 50, editada pela Agência Portuguesa de Revistas nos finais dessa década do século passado. Completa, a colecção era composta por 144 cromos, sendo que os últimos 30 poderiam ser pedidos à A. P. R., mediante o pagamento de Esc. 5$00. A caderneta vendia-se ao preço de Esc. 3$50. Mostra-se também a página com as imagens dos 2 únicos artistas (e galãs) portugueses: Carlos José Teixeira e Artur Semedo. Uma falta notória é a de António Vilar (1912-1995), à época, o galã do cinema português mais internacional, tendo chegado a contracenar com Brigitte Bardot.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Cromos 18 : História de Portugal


Produção, integralmente nacional, da Agência Portuguesa de Revistas, numa edição do Mundo de Aventuras, a colecção da História de Portugal era composta de 203 cromos e a caderneta custava Esc.4$00. O texto era de António Feio, com ilustrações de Carlos Alberto, e a colecção foi impressa na Fotogravura Nacional Lda..
Foi, seguramente, a colecção de cromos que mais impacto e sucesso teve entre os infantes e adolescentes da minha geração. E graficamente era também muito sedutora. É certo que o respeito e o amor à Pátria  nos eram incutidos na Escola e em casa. Nos actos públicos, nos rituais de efemérides e comemorações, e pela propaganda do Estado Novo - cada um tomava o que queria...
Em doses equilibradas, lamento que se tenha perdido esse respeito, e alguma admiração, pelo passado de Portugal. Mas, o que mais me perturba é a ignorância que grassa, em tanta gente, sobre a História de Portugal. Não a cega devoção pia sobre o passado, mas uma visão crítica, mas também orgulhosa sobre a Pátria e aqueles que contribuiram para a sua consolidação como País. É que só assim conseguiremos construir, com identidade própria, o nosso Futuro.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Cromos 17 : História Natural (II)


Esta 2ª parte da Colecção Cultura de História Natural era composta por 259 cromos, e é uma edição da Editorial Ibis, Lda. (Lisboa), distribuida pela Livraria Bertrand. A caderneta custava Esc. 6$00 e os últimos 30 cromos que faltassem podiam ser pedidos para a Bertrand, mediante o pagamento de 5$00. A colecção é de 1958, sendo este o II álbum (o I, já aqui foi mostrado). A publicação original pertencia à Editora Bruguera, de Espanha. Tinha desenhos de E. Vicente e Miguel Conde, e textos de Pilar Gavin e E. Perez Mas. A tradução portuguesa dos textos castelhanos foi efectuada por F. Y. Cardoso Júnior.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Um galã dos anos 50





Nascido a 5 de Maio de 1914, Tyrone Power era, no início dos anos 50, um dos mais conhecidos galãs do cinema americano. "The Mark of Zorro" e "Black Swan" foram dos seus maiores sucessos cinematográficos, mas a sua carreira é vasta, apesar de ter morrido relativamente novo, em Novembro de 1958, de um ataque de coração. Os cromos, em imagem, são respectivamente dos anos 40 e meados dos anos 50.

sábado, 30 de abril de 2011

Cromos 16 : Caramelos Jogadores da Bola






















A colecção, da Fábrica Universal, em Lisboa, composta por 134 cromos e de que me faltam apenas 9 números, data de 1950, ou por aí perto. Era de um tempo em que o Futebol era um desporto nobre, limpo, mas pobre. Em que as cotas mensais dos sócios do Vitória de Guimarães custavam Esc. 9$00, davam direito a assistir a 2 jogos, e ainda se podia praticar hóquei em patins; em que não havia quase nenhuns relvados e os campos eram de terra batida, regada antes dos desafios, para não levantar poeira, na Primavera e no Verão. Era o tempo de Barrigana (Porto), de Jesus Correia (Sporting), de Águas, pai (Benfica), de Bentes (Académica de Coimbra), de Franklin (Vitória de Guimarães), jogadores que mal ganhavam para comer e tinham, normalmente, outro emprego ou faziam uns biscates para compor o ordenado, ao fim do mês. Tempo em que os clubes não tinham jogadores estrangeiros e se orgulhavam disso. Quando muito tinham 1 ou 2 jogadores africanos das Colónias. Eram realmente tempos muito modestos, em que ganhar um distintivo do nosso clube predilecto ou uma pequena bola de borracha, por prémio que nos saísse e viesse numa senha dos caramelos, era uma alegria para a rapaziada...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Cromos 15 : Os Filhos dos 3 Mosqueteiros




Era num tempo de predomínio dos chamados filmes de capa e espada, depois veio o Tarzan - início dos anos 50 do século passado. A colecção de cromos baseava-se na película homónima "Os filhos dos 3 Mosqueteiros" ("At Swords Point"), realizado por Lewis Allen, em 1952, com Maureen O'Hara e Cornel Wilde. Que, por sua vez, se inspirava nos romances de Alexandre Dumas (pai): "Os 3 Mosqueteiros", "Vinte anos depois" e "O Visconde de Bragelonne", que li, por essas alturas, emprestados de uma agremiação vimaranense, possuidora de uma biblioteca simpática. Aproveitando o sucesso do filme, a Editorial Bruguera, de Barcelona, fez imprimir a colecção de 154 cromos, com imagens-fotografias do filme, retocadas e coloridas à mão, mas de deficiente qualidade. A Agência Portuguesa de Revistas comprou os direitos, traduziu os textos e pô-la à venda em Portugal, em 1953, creio, sob o patrocínio do "Mundo de Aventuras". Vendia-se bem, em pequenos envelopes-surpresa com 3 cromos no interior. A caderneta custava Esc. 3$50, e os últimos 30 números, em falta, podiam pedir-se à Editora, mediante o respectivo pagamento. A minha colecção está completa.