Qualquer blogue começa, normalmente, por um entusiasmo inicial. Que se vai atenuando, com o tempo. Por falta de temas, por cansaço, ou por uma quebra gradual desse mesmo entusiasmo ingénuo.
Depois, há os que acabam ou fecham o blogue, com palavras de amargura, outros, nem isso. Apagam-se subitamente, sem razões explícitas, de morte súbita. Talvez porque a vida pessoal do administrador assim o obrigou. Cheguei à conclusão, pela observação prática, que o quarto ou quinto ano de vida são os momentos cruciais de sobrevivência. A persistência abnegada não é uma qualidade lusa...
Dos sobreviventes, há os uni-pessoais e os colectivos. Destes últimos, é notório que apenas uma pequena parte dos colaboradores trabalha. A maioria goza da fama ou prestígio do blogue, deitando-se à sombra da bananeira... Mas nem por isso prescinde, como seria curial e honesto, de manter o seu nome na lista de associados.
Há quem publique mais à Segunda-feira, descansando o resto da semana. Há quem se habitue a sublinhar um dia da semana (O Grifo Planante, por exemplo, com o seu Anedotário, ao Domingo), e quem prefira abrir o mês com uma mesma temática ( o Arpose, com o Adagiário). Blogues especializados, há muitos: sobre Arte, o Memórias e Imagens, ou sobre Cinema, o Manuscritos da Galáxia. Mas grande parte, sendo escassos a publicar (estou a lembrar-me, quanto a qualidade, do Retrovisor), abordam temas diversos, em que a memória de vida, tem um papel primordial.
Finalmente, para acabar, um facto curioso que tenho constatado: a manhã é pródiga em postes. As publicações são maioritariamente matinais. À noite, é quase sempre um deserto de novidades - nos blogues.