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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Os tempos do Tempo


O tempo que decorre, pessoal, e o tempo que demora (objectivo) são matérias distintas.
Às vezes temos pressa, e o tempo não se compadece de nós, mantendo o seu vagar; outras vezes, gostaríamos que ele se demorasse um pouco mais, durasse, se não eternamente, que nos viesse a acompanhar, generoso e benevolente, num ritmo comum.
Para nos sentirmos, simplesmente, bem.


para a Hanna, recém-chegada.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Bibliofilia 14 : Camilo Pessanha




Há noventa anos (1920) publicou-se, pela primeira vez, "Clepsydra" de Camilo Pessanha (1867-1926), na Casa Editora Lusitania, graças ao patrocínio de Ana de Castro Osório. A segunda edição viria a sair em 1945, também com o apoio da Família Osório com quem o Poeta tinha privado, de perto. Pessanha ficou satisfeito com a publicação de 1920, como o prova uma carta de Macau, de 1921, enviada a Ana de Castro Osório. Mas, também, nunca fizera qualquer tentiva ou esforço, além da publicação de alguns poemas seus em jornais, para reunir em livro a sua obra.
O meu exemplar da 1ª edição de "Clepsidra", com encadernação assinada, foi comprado, a 5 de Outubro de 1994, na Feira do Livro Antigo/Museu da Electricidade, por Esc. 20.000$00 (cca. euros 100,00). Está em bom estado e não é muito frequente aparecer à venda. Em Maio de 2001, no leilão da biblioteca de José Blanc de Portugal, promovido pela Dinastia, o mesmo livro, também encadernado (lote 1465), tinha uma estimativa de venda entre 20.000$00 e 40.000$00 escudos. Em Janeiro de 2003, no leilão da Biblioteca Vieira Monteiro, efectuado pelo Correio Velho, a primeira edição de "Clepsydra" (lote 820), mas desta vez não encadernada, apontava para uma venda de euros 150-300,00.