Haja empatia, mesmo que irracional, delicadeza por um ocasional primeiro contacto ou afinidade, e todos acabámos por nos darmos a conhecer, mais ou menos, quando em convívio. Às vezes, errámos, por benevolência, excesso de democracia, caridade ou ligeireza: vem ao grupo alguém que não tem nada a ver connosco, e que, por gentileza urbana, inicialmente, não temos a coragem de sacudir... Tentamos dar a entender a inconveniência dos seus propósitos, por pequenos sinais, mas a limitação mental do freguês (ou freguesa), que é bronco, impertinente ou burgesso, não lhe permite perceber e, por isso, não nos desampara a loja, de imediato. Ou porque gosta de se fazer ouvir noutros universos, que não são os seus, nem serão nunca.
Como diria Torga à filha, a propósito de VGM: quem compra o campo, também compra as pedras.